Arquivo da tag: video

Dave Grohl e o Foo Fighters têm muito a ensinar…

O Foo Fighters é hoje a banda mais agradável do mundo quando se fala em Rock, aquele Rock puro, sem sufixos ou prefixos que tanto embolam o gênero musical e deixam o ouvinte cada vez mais perdido e sem saber se aquilo que ele gosta é Rock, Pop, ou qualquer outra coisa.

Há 20 anos muito se falava sobre o Nirvana e toda aquela febre criada pela banda que tinha Dave Grohl na bateria. Mas ao saltar do banquinho com baquetas nas mãos para a linha de frente com o microfone e uma guitarra, Dave Grohl construiu uma banda muito melhor tecnicamente que o Nirvana e que faz bons álbuns e clipes sem todo aquele ‘esforço’ que a banda de Kurt Cobain muitas vezes passava como artificial.

O grupo que desembarca no Brasil em abril para realizar show na versão brasileira do festival Lollapalooza se supera a cada nova ação que faz. Em 2011 lançaram um álbum gravado na garagem com Butch Vigh, baterista do Garbage e produtor do Nevermind, do Nirvana, e o Wasting Light foi um puta disco!

Muita gente não gosta de admitir que o Foo Fighters é bom e que gostou do novo disco justamente por ainda ser uma das poucas bandas de Rock com espaço nas emissoras musicais da TV e nas que tocam Pop/Rock no rádio. Mas a pegada que os caras demonstram no palco e no estúdio são louváveis.

Em Wasting Light você encontra peso, melodia, ótimas composições, um som sem nenhuma frescura. Em certos momentos a coisa chega até a se aproximar de um Metal com os urros de Dave Grohl em “White Limo”, que tem em seu vídeo a aparição de Lemmy Kilmister, o líder/dono do Motörhead.

A banda traz a participação de Krist Novoselic em “I Should Have Known” e a melhor faixa do álbum na opinião do blogueiro é a já popularizada “Walk”, que além da qualidade musical conta com um vídeo muito bem feito, que explora o bom humor, marca registrada da banda em seus clipes.

Enquanto tem alguns Nickelbacks e outras porcarias por aí se passando por Rock e sendo ‘homenageados’ por roqueiros devido a isso, o Foo Fighters sim faz um verdadeiro Rock e quando seu líder é questionado pela revista Billboard dos Estados Unidos sobre ser a melhor banda do mundo, o cara vem com essa:

“Eu acho que somos uma merda e nós tentamos fazer bons discos e ensaiamos. Não nos sentimos como a maior e melhor banda do mundo. Nós apenas nos sentimos como os mesmos cinco palhaços que estavam excursionando em uma van há 17 anos, isso não mudou”.

Tem muita banda por aí precisando aprender com o Foo Fighters. Aliás, não apenas as bandas, mas as pessoas em geral também têm muito a aprender!

Imortais

Música e velocidade muitas vezes estão interligados. Quando não é a música que dá a você aquela vontade de acelerar contra o vento, é própria corrida que causa o momento de ouvir um som agradável, de preferência, veloz.

O barulho de uma guitarra vez ou outra se assemelha ao de um motor de carro, uma moto, ou qualquer coisa que se mova ferozmente. Como pode ser comprovado no vídeo abaixo em que pude ver e ouvir ao vivo no ano passado durante o prêmio Capacete de Ouro o guitarrista Kiko Loureiro fazendo na guitarra uma volta de Rubens Barrichello no circuito de Spa-Francorchamps da Fórmula 1.

Criei este blog para escrever sobre música e acho que as homenagens após mortes geralmente soam piegas. Mas quando uma sequência de fatalidades marca algo que gosto, fica difícil não encarar a pieguice.

Nos últimos dois domingos morreram dois pilotos notáveis. Primeiro o inglês Dan Wheldon em Las Vegas pela Indy e depois o italiano Marco Simoncelli pela MotoGP. Sim, muitos outros pilotos já morreram e isso fascina no esporte a motor: encarar o medo e se arriscar em uma atividade em que você sabe que um erro pode ser fatal, embora muitos se esqueçam quando há um longo período sem fatalidades.

Morrer fazendo o que mais gosta é muito digno e comove. Não há como ser diferente. É claro que ninguém quer morrer, mas todos morrem seja nas pistas, em casa, na padaria, no avião, no hospital ou qualquer outro lugar e hora determinada.

Lembrando disso e ouvindo pela enésima vez uma canção de David Coverdale chamada “The Last Note of Freedom” no caminho para casa senti vontade de escrever e relembrar a origem da música.

Em 1990 um filme chamado “Days of Thunder” (em português, “Dias de Trovão”) ganhou as telas pelo mundo tendo no elenco Tom Cruise, Nicole Kidman e Robert Duvall. A história era sobre um piloto da Nascar que era abusado, arrojado se arriscava e depois de muita encrenca chegava ao título da categoria recheada de acidentes nos ovais.

A trilha sonora para o filme também foi especial. Composta por David Coverdale em parceria com Billy Idol e Hans Zimmer. A interpretação de Coverdale é poderosa e única. O tema da música é simples: amor pela velocidade. Bom, eu era criança quando ouvi pela primeira vez o tema e ainda hoje não me canso de escutar.

Medo de morrer todos temos, mas quando ignoramos e encaramos este “inimigo” nos tornamos mais dignos. Como Wheldon, Simoncelli, Ayton Senna, Greg Moore, Dale Earnhardt, Gilles Villeneuve, Roland Ratzenberger, Henry Surtees, Gustavo Sondermann, Rafael Sperafico e tantos outros heróis das pistas.

Crianças invadem a música. Para ouvir em alto e bom som

Sim, é clichê e ninguém espera nada de diferente no Dia das Crianças como qualquer coisa falando de crianças, não é mesmo?

Já que todo mundo entra na onda com nossa fidelidade ao calendário e suas datas especiais, resolvi lembrar aqui algumas músicas com as palavras “Child”, “Children”, “Kids” e “Criança” em seus títulos para homenagear os nossos pequenos gigantes.

Claro, o meu arsenal para pesquisar músicas com os pirralhos invadindo o nome acaba tendo em sua maior parte uma homenagem para a aquele ou aquela pestinha que você tem em casa. Não é nada muito amável.

Decidi montar o meu top 10 com canções da criançada. Ah, e é verdade, eu vetei o Children of Bodom da lista…

1 – Voodoo Child (Jimi Hendrix Experience)

2 – Child in Time (Deep Purple)

3 – Children of the Sea (Black Sabbath)

4 – Children of the Grave (Black Sabbath)

5 – Children of the Damned (Iron Maiden)

6 – Sweet Child O’ Mine (Guns N’ Roses)

7 – Child of the Moon (Rolling Stones)

8 – Child of Nature (The Beatles)

9 – Children of the Revolution (T-Rex)

10 – Child of Burning Time (Slipknot)

Confira outras na lista abaixo.

Moonchild (Iron Maiden)
Devil’s Child (Judas Priest)
Wild Child (W.A.S.P.)
Bless The Child (Nightwish)
Beautiful Kids (Tarja Turunen)
Children of Lies (Almah)
Problem Child (AC/DC)
Last Child (Aerosmith)
Lasting Child (Angra)
Children of the Sea (Black Sabbath)
War Child (Blondie)
Rock N’ Roll Children (Dio)
Childhood’s End (Iron Maiden)
Child of Fire (Queensryche)
Sun Child (Stormental)
Little Child (The Beatles)
Kids of Century (Michael Kiske)
Knock’ Em Dead Kid (Motley Crue)
Greasy Kid’s Stuff (Steve Vai)
The Kids Aren’t Alright (Offspring)
Choro de Criança (Kiko Loureiro)
Não Perca as Crianças de Vista (O Rappa)

Amy Winehouse, uma legítima rock star

Aos 27 anos morreu Amy Winehouse e muitos vão passar dias, semanas, meses e anos discutindo a causa da morte, as polêmicas e o estilo de vida da inglesa que tirou a música pop daquele inferno de mesmice em que a dança ganhou mais importância do que a música.

Considero a cantora como a única Rock Star da década de 2000. Afinal, nada que surgiu no rock depois da primeira metade dos anos 90 fez referência a aquilo que havia sido um dia o gênero musical. Na forma de usar o ‘foda-se’ para se apresentar, no ‘tô cagando’ para a mídia e agora em sua morte também na mesma idade de monstros como Brian Jones, Janis Joplin e Jimi Hendrix, entre outros.

E isso justamente pelo fato de geralmente as estrelas mortas do rock causarem mais comentários negativos pelo que fizeram fora dos palcos do que pelo genial que fizeram sobre o palco, ou nos estúdios.

E aí você vai ler muito nos próximos dias gente falando que ela não é um ídolo, é uma drogada, uma doente e por aí vai. Para mim, o lado ‘em que mundo estou?’ da cantora é exatamente o que personifica um ídolo.

Considero ídolos aqueles que alcançam o que nunca terei nem pretensão, aqueles que vivem sem limites e acabam pagando por isso. Se quiser um ídolo de porcelana, perfeito, modelo-padrão, que cada um compre seu santinho e reze por ele, oras!

Outra coisa que vai dilatar o saco é que o talento da cantora provavelmente ficará de lado nos próximos dias. Afinal, é algo que hoje não vende. As pessoas consomem o escândalo, a polêmica e depois compram qualquer coletânea feita nas coxas para se dizerem fãs.

Como este blog é um espaço em que são valorizados os covers, versões e afins, encerro com uma bela versão de “All My Loving” (daqueles tais Beatles) executada por Amy Winehouse. E isso não é uma homenagem à cantora, mas à música, que perdeu algo grandioso.

Enfim, mais vale uma Amy Winehouse morta do que um Restart (ou tudo o que se produz de música chata atualmente) vivo.

Cover próprio e pornografia. Lembra do Skid Row?

“Remember yesterday, walking hand in hand…Love letters in the sand – I remember you”. Muitos conhecem este refrão, principalmente as meninas que tinham entre 15 e 20 anos no final dos anos 80 e no início dos 90.

Trata-se da melosa “I Remember You”, um sucesso da banda de hard rock Skid Row, na época liderado por Sebastian Bach, chamado de ‘sex symbol’ pelas meninas e de ‘veado’, pelos meninos. A música é número 10 do álbum homônimo da banda, lançado em 1989, e foi escrita pelo baixista Rachel Bolan e o guitarrista Dave Sabo.

A ideia aqui é falar sobre covers e neste caso, escrevo pela primeira vez de um cover feito pela mesma banda. Pois em 2003, com uma nova formação sem contar com o carismático Sebastian Bach (aquele que saiu chorando após ser vaiado no dia mais pesado do Hollywood Rock) e o baterista Rob Affuso substituídos respectivamente por Johnny Solinger e Phil Varone, o Skid Row relançou a música no álbum Thickskin em uma versão mais acelerada e com o nome “I Remember You Two”.

E é exatamente sobre o baterista da segunda versão o caso mais curioso. Afinal, um cara que tem o sobrenome Varone e resolve divulgar vídeos no qual faz sexo com as groupies tem muita história nas costas.

Varone, de 43 anos, já apareceu em séries de TV nos Estados Unidos, foi casado com uma atriz pornô e sua vida ficou tão badalada que o próprio deixou o então obscuro Skid Row logo no ano seguinte à gravação para poder cuidar da vida de estrela. Desde então, ele grava apenas com sua própria banda, o Saigon Kick, e nesta terça-feira lançou um DVD pornô duplo chamado “Phil Varone’s Secret Sex Stash”.

Não contente, Varone promete lançar um “consolo” com o molde de seu instrumento de trabalho, e não estou falando das baquetas. O material será acompanhado de uma camisa com a frase: “Eu fiz sexo com Phil Varone”.

Bom, e o Skid Row? É, deles faz muito tempo que ninguém ouve falar mesmo após terem lançado seu álbum mais recente em 2006 com o nome Revolutions per Minute. Qualquer lembrança da banda de Paulo Ricardo é mera coincidência.

Parangolé repete trecho de música do Angra. Plágio?

Uma discussão entre músicos via Twitter ajudou na coleta de material para este post na tarde desta terça-feira, após a acusação de plágio por parte de integrantes da banda de heavy metal Angra contra o grupo de pagode/axé Parangolé.

Como este é um dos principais temas do blog Espelho Mau, resolvi dar uma conferida na música “Asevixe”, do Parangolé, e de primeira já percebi a cópia sem nenhum pudor de um riff de guitarra da música “Nova Era”, do Angra.

Com fãs do Angra inflados pelo baixista Felipe Andreoli e o guitarrista Kiko Loureiro, o cantor Léo Santana, do grupo de axé, se defendeu pelo Twitter afirmando não conhecer o Angra e lembrou que sua música já é tocada há pelo menos quatro anos… Mas a música do Angra foi registrada há dez anos.

“Nunca ouvir musicas desse Angra que você está falando. Só ouvir falar no nome da banda. Se levaram essa música lá, é problema dos compositores”, postou Léo Santana no Twitter. “Vou até falar com os parceiros pra ouvir mais Angra pra copiar mais ainda. gostei do plagio de tomba ê!rsr”, completou o cantor de axé, além de frases que o blog se recusa a escrever, já que o leitor não é obrigado a ler palavras baixas.

Pela lei as características para identificar um plágio são:

  • Compassos idênticos: A lei diz que duas músicas não podem ter mais de 4 compassos iguais. Vale lembrar que nem sempre ritmos parecidos são plagiados.
  • Letra da música: Duas músicas não podem ter letras idênticas, nem pode-se copiar as chamadas “palavras rítmicas” (exemplo: “Tê-tetere-teretetê”).
  • Ritmo e “batida”: Duas músicas diferentes podem ter ritmos e “batidas “muito semelhantes, para “desempatar” isto usam-se 3 conceitos : Análise da letra, análise das notas e consenso entre os autores.

Agora tire suas conclusões. Se é plágio ou não, é certo copiar frases musicais inteiras de uma obra em outra?