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Ora pois! Começamos 2012 falando de nós mesmos?

O Espelho Mau começa o ano de 2012 de forma egocêntrica. Aqui sempre ficou claro que tanto os covers quanto as versões autênticas e (ou) bizarras são prioridades. Por isso deixo de lado mais uma vez minhas análises retrospectivas de álbuns e shows de 2011, que tratarei de fazer avançando um pouco mais do que apenas uma volta ao ano passado.

O tema escolhido para começar 2012 com os dois pés (aqui não tem superstição, filho) é Espelho Mau! Opa, mas como assim? Comentar o próprio blog tem algum sentido? Pois não estou falando do blog e sim de uma banda portuguesa que descobri depois de criar essa bagaça.

A Espelho Mau é uma banda que mistura um monte de coisas, inclusive os idiomas português e inglês, tem um visual esquisito e o nome de seu primeiro álbum é “Gay Music for Straight People” (Música Gay para héteros).

O trio formado por Paulo Moreira, Nuno Soares e Alex Hellraiser (sim, é o nome pelo qual atende o cidadão) tem ainda uma curiosidade reprovada pelo Espelho Mau, o blog, que é o negócio de jogar tudo no liquidificador e fazer aquela bela salada de goiaba com picanha acompanhando o suco de abóbora.

Sim, pois o grupo se define como como Eletrônico/Gótico/New Wave, uma versão moderna do Joy Division misturado ao New Order, mas com aquele belo sotaque portuga. Aliás, bingo! Os patrícios já gravaram um cover do Joy Division, aquela banda que era tão down e tinha um som tão esquisito que Ian Curtis não aguentou e se matou.

Assim como o blog Espelho Mau, a banda xará também não faz assim um sucesso considerável em Portugal. Aqui no Brasil então, creio que devo ser o primeiro a falar sobre o grupo e não acho que os portugueses nos mandem isso como vingança por termos mandado coisas como o “Ai se eu te pego” para a Europa.

E vale ressaltar que o blog não tem nada a ver com a banda, nunca ouviu falar nos integrantes e é dono do domínio espelhomau.com antes de conhecer a existência da pérola aqui mostrada.

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Nossa, assim você me irrita!

Ouvi muito falarem de um tal de Michel Teló, decidi tentar saber de quem se trata e descobri que é o cara que gravou um dos maiores chicletes recentes da música nacional.

E aí ficou a dúvida: mas que porra de estilo musical é isso? Me responderam que é o tal Sertanejo Universitário, mais uma daquelas malditas subdivisões que só a música é capaz de proporcionar só para encher o saco.

Pois a música começa com uma batida reggae, depois parte para o forró, baião e a única coisa que não consigo identificar ali é o Sertanejo. Alguém me explica em que parte que está?

Mas outra curiosidade é que a música de Michel Teló é apenas uma versão (covers, a gente vê e ouve por aqui seja bom ou ruim). Pois a original do “Ai se eu te pego” é originalmente tocada por um grupo forrozeiro baiano chamado Cangaia de Jegue.

Também já houve versões em forró dos grupos Aviões do Forró e Garota Safada, além de uma versão pagode/axé do Parangolé (lembra aquele grupo que plagiou o Angra? então…). É aquela boa e velha tese de que nada é tão ruim que não possa piorar.

O que me impressiona um pouco na versão de Michel Teló é a mauricinhotização da música. “Sábado, no forró” da versão original se transforma em “sábado, na balada”, por exemplo, sem contar que a utilização daquele monte de gêneros musicais em um também tem como alvo buscar a garotada das baladas sertanejas.

Resposta para essa febre do “Ai se eu te pego”? Vai que é tua, Lemmy!

Rock and Roll com pandeiro e tamborim, pode?

Quando uma banda grava algo que pode ser classificado como clássico, certamente ela vai receber diversos covers e versões da obra-prima. E em muitos dos casos as regravações atingem o máximo do inusitado.

Pois a “vítima” de hoje é o Led Zeppelin, a lendária banda inglesa que ajudou a fincar raízes do Rock no mundo e até hoje é cultuada pelo talento e o trabalho de Jimmy Page, Robert Plant, John Paul Jones e John Bonham.

Sim, você provavelmente vai argumentar que o máximo do inusitado que cometeram ao Led Zeppelin foi a Cláudia Leitte cantando “Dy’er Mak’er”. Mas no caso a banda deu motivos ao gravar um Reggae e abriu brechas para que vários aproveitassem para repetir aquela “batidinha à jamaicana”.

Eis que estamos acompanhando na redação do UOL os benditos Jogos Pan-Americanos e me surge uma propaganda na emissora oficial do evento divulgando um álbum de uma banda chamada Sambô. Rafael Krieger e eu chegamos à conclusão de que se tratava de uma versão de Led Zeppelin com pandeiro, tamborim e cavaquinho em rede nacional.

O problema é que a música em questão não era uma “Dy’er Mak’er” da vida, mas sim “Rock And Roll”! Quando você ou eu, ou qualquer um imaginou que haveria uma versão de samba para um clássico nomeado Rock And Roll?

Seria uma afronta? Cadê as guitarras? Cadê o Robert Plant rasgando a voz? Ah, esses pagodeiros… Sim, muitos podem pensar isso à primeira impressão, mas eu sou fã de covers e guardo até os mais bizarros. E podem acreditar que o blog Espelho Mau achou bem interessante a versão.

Não, o blogueiro não enlouqueceu pelas mais de 10h diárias de trabalho insano! A versão ficou interessante e é muito bem executada pelo Sambô, grupo que define seu estilo musical como Samba Rock, que obviamente é um estilo muito mais Samba do que Rock (ainda me questiono o motivo de terem incluído o Rock no nome, mas como o Rock in Rio também fez isso…).

O mais legal de tudo isso é pensar que a versão remete a um bar e você pode (deve!) acompanhar a versão saboreando uma boa cerveja!

Quer discordar do blogueiro? Xingar a mãe, dizer que quer que Rubens Lisboa vá visitar Omar Kadafi? Ok, pode ser. Mas primeiro confira abaixo o vídeo e avalie o nível da minha sanidade.

Para quem gostou, vale procurar outras versões surpreendentes da banda Sambô. Tem U2, Rolling Stones, Raul Seixas…

Raios!

A criatividade na classificação que é dada a cada nova banda de Heavy Metal me espanta. Nunca fui muito fã de termos “Rock Melódico”, “Black Thrash Death Melodic Metal” e “Viking Power True Fodão Metal”. Afinal, não é tudo Heavy Metal? E o Rock melódico, não seria na verdade um Pop menos polido?

A verdade é que há termos úteis para a diferenciação de bandas. O Thrash Metal do Metallica nunca vai ser o Power Metal do Helloween, que também passa longe do Progressive Metal do Dream Theater.

Mas aí em um jornalista especializado ou músico de alguma banda para me falar que uma banda é Doom e não Death Metal, ou então Viking. Ou então dizem que o Megadeth não é Thrash como o Metallica, mas Speed Metal.

O que acho mais insuportável mesmo é quando surge uma nova banda e os integrantes misturam uma série de nomes para definir o som que fazem, e aí fica fácil saber que a música do tal grupo é chata pra cacete.

Como já criaram tantos nomes, decidi trazer aqui uma versão (sim, eu gosto mesmo é de covers) da música “O Pastor”, do Madredeus, grupo português que mistura Fado com Folk e New Wave.

O responsável pela versão é Rafael Bittencourt, guitarrista do Angra, no seu Bittencourt Project. Aliás, é impressionante como tudo o que os integrantes da banda fazem ultimamente em paralelo é legal, exceto o que fazem no próprio Angra.

Rafael Bittencourt lançou seu disco solo há uns 4 anos, se apresentando como um bom cantor e nesta versão em especial, colocou um peso que se encaixou adequadamente à música “O Pastor”. E aí eu tenho de perguntar: Seria a criação de um novo sub-gênero, o Fado Metal? Vale conferir!

Ah, quer conferir como é a versão original do Madredeus? Então toma!

Axl Rose transformou Guns N’ Roses em banda cover de luxo

O Guns N’ Roses pode ser considerado como uma das últimas grandes bandas do Rock And Roll legítimo, mas o Rock in Rio mostrou mais uma vez que Axl Rose e sua trupe estão piorando com o passar do tempo e a culpa é justamente do líder.

Axl Rose perdeu o voo que trouxe a banda ao Brasil, chegou ao Rock in Rio apenas na tarde do dia em que faria o show de encerramento do evento e subiu ao palco parecendo uma mistura do Leôncio (leão marinho do desenho Pica-Pau) e o Máscara (aquele interpretado por Jim Carey), devido ao chamativo casaco amarelo usado como uma capa contra a torrencial chuva na Cidade do Rock.

A promessa era um set list com mais de 30 músicas, o que foi anunciado posteriormente em programas de TV como se tivesse ocorrido, mas a lista foi bem reduzida. Ficaram de fora músicas como “My Michelle”, “Out ta Get Me”, “Madagascar”, “Whole Lotta Rosie” (do AC/DC), “Nice Boys”, “Used to Love Her”, “Oh My God” e “Think About You”, além de várias do famigerado álbum Chinese Democracy.

Ok, o Guns N’ Roses executou sucessos necessários para um bom show. Mas em alguns momentos foi possível ver Axl Rose fazendo uma mini-reunião para anunciar para a própria banda a próxima música do show. Isso fica nítido em “Nightrain”, em que o som vaza no microfone do vocalista e dono da banda.

Muitos fãs da fase clássica do grupo norte-americano criticam os músicos da fase atual, querem uma reunião com Slash, Duff McKagan e cia limitada, mas me parece que o problema atual do Guns N’ Roses não é em torno dos músicos, que tocam de forma competente, mas do próprio Axl Rose.

Pois é difícil admitir que muito cantor de banda cover cantaria algumas músicas melhor do que o atual Axl Rose, que consegue errar durante os próprios clássicos, como em “November Rain”, em que ele até improvisou um “it’s hard to hold a candle in the cold brazilian rain” no começo (já que o palco estava cheio d’água), mas depois de se atrapalhou todo na parte final da música enquanto cantava e tocava piano.

Dj Ashba, Ron “Bumblefoot” Thal e Richard Fortus fazem um bom trabalho nas guitarras. Dizzy Reed dá o ar da graça ao tocar no piano o clássico “Baba O’ Riley”, do The Who, além de Bumblefoot tocar o tema da Pantera Cor-de-Rosa em seu solo.

Até mesmo no solo de “Sweet Child O’ Mine” dá para deixar passar em branco o fato de não ter Slash, já que a execução de Bumblefoot é bem honesta. Mas em “Knockin’ On Heaven’s Door” bate a saudade da banda antiga. Se antes o Guns N’ Roses “tornou sua” a música composta por Bob Dylan, o novo formato apresentado não empolga.

Outro ponto ruim é que em alguns momentos do vídeo em que assisti do show na noite desta segunda-feira, Axl Rose parece contar com uma “ajuda” em seu vocal durante algumas músicas e não estou falando de backing vocals.

É ruim saber que você fez bem em dormir para cumprir corretamente suas tarefas no trabalho, ignorando o show de uma grande banda. É péssimo ver que o Guns N’ Roses de hoje está mais para uma banda cover e pior ainda é perceber que o maior defeito da banda atualmente é o próprio Axl Rose.

Talvez nem uma reunião com os membros da formação clássica (o que não deve acontecer, já que Axl não se mostra muito humilde para chamar de volta os ex-companheiros) seja capaz de salvar o que um dia esteve entre as maiores bandas do mundo.

Set list
Chinese Democracy
Welcome To The Jungle
It’s So Easy
Mr. Brownstone
Sorry
Solo Richard Fortus
Live and Let Die
Rocket Queen
This I Love
Solo DJ Ashba
Sweet Child O’ Mine
Estranged
Better
Solo de Dizzy Reed/”Baba O’Riley” (The Who)
Street Of Dreams
You Could Be Mine
“Sunday Bloody Sunday” (U2)
“November Rain”
Solo de Ron “Bumblefoot” Thal/tema de Pantera Cor-de-Rosa
Knockin’ On Heaven’s Door
Night Train

Bis
Patience
Paradise City

Nova Era chegou ao fim para o Angra?

O Angra chegou ao Rock in Rio com boatos de que aquele poderia ser o último show da atual formação da banda ou até o encerramento definitivo de um dos grupos mais importantes do Rock/Metal do Brasil e o momento foi histórico, para jamais ser esquecido, como disseram os músicos após a apresentação. Mas os motivos do show marcante não foram dos melhores.

Os problemas técnicos no Palco Sunset, onde se apresentou a banda, foram bisonhos. Houve problemas nos PAs, a banda ficou sem retorno nenhum no palco e na transmissão pela TV o som ficou embolado, sumindo as guitarras, ou o baixo, ou as vozes mesmo.

O vocalista Edu Falaschi também esteve longe de suas boas apresentações cantando e quando Tarja Turunen foi cantar o cover de Kate Bush “Wuthering Heights”, gravado pelo Angra no álbum Angels Cry e não executado desde antes da saída de Andre Matos em 1999, eis que a cantora finlandesa ficou sem retorno nenhum no palco e não entrou junto com a música.

A situação que se vê é bizarra, com os músicos deixando o palco e Tarja sozinha tentando interagir com o público e de certa forma se mostrando envergonhada pelo ocorrido.

Enfim, o repertório escolhido pelo Angra foi interessante, teve “Angels Cry”, “Lisbon”, “Carry On/Nova Era”, a nova “Arising Thunder”, além de “Spread Your Fire”, “Wuthering Heights” e “Phantom Of The Opera”, as três últimas com Tarja Turunen. O problema é que o show foi uma catástrofe que acabou mostrando que a fase não é boa para a banda e vai ser difícil a recuperação desta vez.

Depois de Rafael Bittencourt negar o fim da banda, eis que o vocalista Edu Falaschi solta um comunicado dizendo que vai parar no final do ano para recuperar a voz e avisa que não vai cantar músicas que não são adequadas para o seu estilo vocal, leia-se, os clássicos do Angra.

Sabendo que a banda já estava fragmentada com Kiko Loureiro se dividindo entre o Brasil e a Finlândia, Edu Falaschi e Felipe Andreoli tocando com o Almah, Rafael Bittencourt viajando com o Bittencourt Project e Ricardo Confessori tendo também o Shaman como banda, não se sabe o que pode acontecer, mas eu arrisco que a formação atual não volta a se apresentar junta. Alguém sai.

Ficou meio óbvio após o comunicado de Edu Falaschi que ele é a baixa mais provável da banda, mas como as coisas não vão bem, ele pode não ser o único a abandonar o barco, o que acabaria com a “nova era” criada depois que Andre Matos, Luis Mariutti e Ricardo Confessori pularam fora.

A fase é tão ruim que ao olhar a situação dos outros integrantes que passaram pelo Angra, ninguém está tão bem assim. Luis Mariutti se afastou da banda solo de Andre Matos, enquanto o vocalista embarcou no Symfonia, um projeto de Metal Melódico com estrelas do gênero como Timo Tolkki, o que também não deu muito certo, a ponto de a banda ter tocado em uma casa minúscula de shows em São Paulo depois de reservar um espaço maior e não ter procura.

Com uma bela história contada ao longo dos sete álbuns de estúdio (Angels Cry, Holy Land, Fireworks, Rebirth, Temple of Shadows, Aurora Consurgens e Aqua), a pior coisa para o Angra neste momento seria encerrar as atividades em baixa, após ter levado o estilo musical do Brasil para o mundo ao lado de Sepultura e Krisiun.

Enquanto todo mundo aguarda as respostas do Angra, se Edu Falaschi vai sair, se vai entrar alguém no lugar, se vai voltar o Andre Matos (Não acredito na alternativa, mas sei que muitos fãs querem isso faz tempo) etc., deixo aqui uma versão ao vivo de Wuthering Heights cantada por Andre Matos com o Angra e curiosamente ele canta mais alto que Tarja Turunen!

Senta lá, Cláudia!

O baixo número de atrações de Rock na quarta edição brasileira do festival Rock in Rio fez da cantora carioca Cláudia Leitte a vítima de reclamações de roqueiros contra o evento. Virou febre nas redes sociais a piadinha de que “se a Cláudia Leitte pode tocar no Rock in Rio, o Metallica tem que tocar no Carnaval da Bahia”.

São piadas, o público pega no pé contra o evento que tem Rock no nome, coisa normal e que poderia ser relevada por uma artista do tamanho que tem atualmente a cantora de axé, que leva multidões em seus shows e tem seus discos entre os mais vendidos. Mas a resposta de Cláudia Leitte beirou o infantil.

A cantora publicou em seu blog uma comparação do tratamento dos roqueiros que só querem Rock no Rock in Rio com o nazismo de Hitler, um dos acontecimentos que mais marcaram a humanidade e que nem deveriam ser citados em uma coisa banal como essa discussão de o Rock in Rio ter ou não Rock. Ela ainda criticou as atrações internacionais que se apresentaram no mesmo dia no Rock in Rio, as cantoras pop Kate Perry e Rihanna.

“Artistas internacionais vêm pra cá, mostram a bunda, atrasam-se por 2 horas pq estão dando uma festinha no camarim, não conseguem conciliar a respiração com o canto, não preparam espetáculos para o nosso povo, desafinam, enfim, pouco se importam conosco, querem beijar na boca, ir à praia e tomar nossa cachaça, e nós, que pagamos caro para assistir aos seus “espetáculos” em nossa terra, aplaudimos a tudo isso. Ah! É Rock! É Pop! É bom!”, escreveu a cantora.

Depois de escrever o post descobri fui informado que a cantora foi vaiada no Rock in Rio e não pelos roqueiros, mas pelo próprio público que estava lá para ver seu show. Em um vídeo divulgado no YouTube, Cláudia Leitte é vaiada após iniciar a música “Corda do Caranguejo”, quando o público que estava sendo esmagado à frente do palco gritava “Não!”. A reação da cantora foi: “A pergunta que não quer calar é a seguinte: Você aguenta o curso? Foi por isso que você se matriculou”, e aí deu no que deu. O pessoal não aprovou.

Não vi outras atrações do evento choramingando por isso, pelo contrário. Também me parece uma coisa muito desagradável um artista criticar o profissionalismo ou a falta dele por parte de outro cantor ou cantora que se apresentou no mesmo dia, no mesmo palco.

Ainda mais lembrando que no Brasil adoramos exaltar a quem exibe a bunda, não dispensamos a caipirinha, a cachaça, beijar na boca e etc. E os estrangeiros sempre ‘roubam’ o público de artistas brasileiros no Rock, em que as bandas nacionais estão cada vez contando com um público menor devido ao aumento de shows internacionais. Algum artista roqueiro protestou contra isso? Da mesma forma? Não.

E o set list apresentado pela cantora até que foi o “mais Rock” comparado com as cantoras que se apresentaram na última sexta-feira no dia de abertura do festival. Cláudia Leitte tocou “Manguetown” de Chico Science & Nação Zumbi, além de mandar o reggae do Led Zeppelin “Dy’er Mak’er” e um trecho de “(I Can’t Get No) Satisfaction”, dos Rolling Stones, durante “Beijar na Boca”, um dos sucessos da cantora.

Enquanto Claudia Leitte ainda está preocupada com os comentários após o seu show, a cantora baiana Ivete Sangalo, que se apresenta nesta sexta-feira no Rock in Rio, responde com bom humor e uma dose de ironia quando questionada se está preocupada por tocar axé no evento.

“Não vou fazer malabarismos, virar cambalhota, nem cantar uma música da Alanis Morissette para conquistar o público. Eu sou uma cantora de axé e por isso fui contratada no festival”, disse a cantora ao jornal O Globo.

Ivete Sangalo ainda lembra que o seu axé também tem guitarras e brinca ao lembrar que tem músicas com riffs pesados como heavy metal. “‘Dalila’ é a minha música mais Heavy Metal e vai estar no repertório também. Gosto muito de som pesado. Aliás, o axé tem uns riffs de guitarra, que, se apertar um pouco mais, vira Heavy Metal. Nada é mais Rock N’ Roll do que o axé”.

Com declarações deste tipo, duvido muito que a companheira ou rival de gênero musical de Cláudia Leitte tenha o mesmo tipo de reação para as reclamações do público roqueiro. Até porque o dia do Rock puro no festival foi no último domingo e já acabou.