Arquivo da tag: tony iommi

Maldição bate à porta novamente

Câncer. Uma doença que é tão cruel que muitas vezes dá até medo de proferir o seu nome. Eu o conheço bem, pois perdi gente importante da família por causa desta coisa. Mas como o post não é para falar de mim e sim de música, é inevitável não lamentar pelo linfoma que sofre Tony Iommi segundo foi revelado nesta segunda-feira.

Para quem nasceu em outro planeta ou simplesmente acha que Heavy Metal é coisa do demônio, que bom mesmo é ouvir os ‘Rebolations’ da vida, trata-se de um dos maiores gênios da guitarra sem precisar fazer nenhuma macaquice para isso, responsável pela criação do Black Sabbath, o pai Heavy Metal.

Quando jovem, Iommi decepou a ponta dos dedos anelar e médio na mão direita trabalhando em uma metalúrgica e, ao contrário do que recomendavam os médicos, ele voltou a tocar. Como é canhoto, a mão direita de Tony é a que marca os acordes, o que tornava o caso bem mais complicado. Para voltar, ele precisou baixar a afinação da guitarra e assim nasceu o som pesado do Metal.

Quando digo que Iommi é um gênio sem fazer solos circenses é justamente a maior qualidade dele. Infelizmente, hoje em dia tem muito guitarrista jovem que acha que o importante para ser bom é ser o mais rápido possível e fazer mil acordes por segundo, implorar a atenção do público. Sim, eu gosto de Yngwie Malmsteen e outros que seguem tal linha, mas acho muito melhor quem sabe fazer o simples bem feito e isso são poucos os que conseguem.

O momento para a divulgação da doença de Iommi não poderia ser pior, uma vez que há quase dois meses ele esteve ao lado de Geezer Butler, Bill Ward e Ozzy Osbourne em Los Angeles para anunciar o retorno do Black Sabbath com novo álbum e turnê mundial.

Por mais que todos esperem pela cura de Tony Iommi, o que parece bem possível já que segundo o que foi noticiado o estágio ainda não é avançado, o fato de Ronnie James Dio, o ex-vocalista do Black Sabbath, ter morrido há menos de dois anos também em decorrência de um câncer, justamente no momento em que estava de volta à formação do Black Sabbath que gravou o Heaven and Hell, nome dado à banda naquele momento. Foi um novo álbum “The Devil You Know”, seguido de uma nova turnê.

Nos resta torcer para que a maldita doença não faça de Iommi mais uma vítima, assim como já fez Ronnie James Dio, Chuck Shuldiner, Jim Capaldi, Joey Ramone, Frank Zappa e George Harrison, entre outros como meu ex-vizinho Itamar Assumpção. Escuto muita gente pedir pela cura para a Aids, mas acho que a recuperação do câncer deveria vir primeiro. É muita crueldade.

Anúncios

Então é Natal? Um 2012 menos bundão e mais Rock a todos!

E então? É Natal? É, talvez seja, ou não. Tudo depende de quando você está lendo este texto enquanto poderia estar comendo, bebendo, dormindo, entregando presentes ou tomando beliscões na bochecha da avó.

Enfim, este é o último post que escrevo em 2011. Claro, eu gostaria de ter feito muito mais. Inclusive programei outros discos que gostei no ano para resenhar como os do Coldplay, do Sepultura e do Foo Fighters. Mas não deu tempo, pois alguns devem saber que deixei o UOL Esporte na semana passada e então tive que cumprir uma série de burocracias para lá e também para a minha nova casa.

A partir do dia 3 de janeiro passo a fazer parte da assessoria de imprensa da Confederação Brasileira de Tênis. O blog continuará existindo, talvez ainda com esse material que deixei passar, mas com outras novidades também. O Espelho Mau é quase um filho para mim e como gosto de crianças, não pretendo abandoná-lo.

Enfim, voltando ao fato de cumprir ou deixar de cumprir coisas, eu deixei muitas a fazer neste ano não foi apenas no blog. Assim como cada um que perdeu um pouco do precioso tempo por aqui também deixou, ficou devendo e aquelas promessas de emagrecer, casar, adquirir uma propriedade e parar de beber (essa e a de emagrecer são meus clichês no fim de ano) novamente foram adiadas.

Não comemoro Natal. Desde cedo já soube que o Papai Noel não existia. Chamava até o sujeito que se vestia de vermelho naquele puta calor pelo nome verdadeiro enquanto as outras crianças ficavam ansiosas para que ele chegasse com os presentes. Mas ainda assim eu sou obrigado a admitir que acho esse “clima” bacana.

Se não for pedir muito (pedi algo até agora? Não? Ah, então aí vai), gostaria que essas pessoas que gostam de ficar com o coração mole no Natal, fizessem isso para a vida. Que tal dar bom dia para o porteiro sempre e não apenas no dia 25? Que tal tratar as outras pessoas como semelhantes sempre? Presentes? Sempre que posso presenteio as pessoas que gosto. Não preciso da desculpa do Natal e do “clima de paz” para isso. Uma das coisas que mais me irritam com o Natal é ver fulano aos abraços nos dias 24 e 25, mas quebrando o pau a partir do dia 26 de dezembro. Hipocrisia do cacete!

Enfim, desejo a todos os que acreditam e comemoram Natal, um Feliz Natal! E espero que 2012 seja um ano mais legal, mais progressivo, mais Rock e menos Emo, mais irresponsável e menos bunda mole para todos! Tenho novos planos, novos caminhos e novos desafios, espero conseguir cumprir até onde der, para depois voltar com novas promessas para 2013! É assim, muda o número, a gente fica mais velho, mas no fim, somos os mesmos.

Ah? Mas cadê a porra da música nesse blog? Ok, o texto ficou parecendo aqueles e-mails de fim de ano que você já marca automaticamente como Spam. Então, ficamos por aqui com um dos covers mais tocados nesta época do ano. Chega aí, Simonão!

Se preferirem, temos a versão original da música, Happy Xmas (War is Over) composta por John Lennon e a mardita Yoko Ono. A versão foi lançada oficialmente em 1971 e completa neste dezembro 40 anos.

E para quem gosta de algo um pouco mais pesado, seguem as melhores versões de todos os tempos para as músicas de Natal!

“We Wish You a Merry Xmas”, com Jeff Scott Soto, Bruce Kulick, Bob Kulick, Chris Wyse e Ray Luzier.

“Run Rudolph Run”, com Lemmy Kilmister, Billy Gibbons e Dave Grohl.

“God Rest Ye Merry Gentlemen”, com Ronnie James Dio, Tony Iommi, Rudy Sarzo e Simon Wright.

“Silent Night”, com Chuck Billy, Scott Ian, Jon Donais, Chris Wyse e John Tempesta.

Quer mais? Então compre o álbum We Wish You a Metal Xmas and a Headbanging New Year, que foi lançado em 2008 e tem ainda mais pérolas de Natal. Tem ainda o álbum A Twisted Christmas, do Twisted Sister, que é excelente.

Tem ainda o Skid Row tocando “Jingle Bells”

E fechamos a porta com o ex-vocal do Iron Maiden, Paul di Anno mandando “Another Rock and Roll Christmas”

See Ya!

Black Sabbath, Ozzy e o enigma do número 11

O Black Sabbath colocou pulgas atrás das orelhas de todos ao programar um anúncio para o dia 11 do mês 11 do ano 11, ou 11 de novembro de 2011, também conhecido como a próxima sexta-feira. Ozzy Osbourne retuitou a mensagem no Twitter e recomendou no Facebook.

Parece que os anos de espera de um retorno do Madman ao Sabbath para o lançamento de um novo disco e uma nova turnê com a formação original dos criadores do Heavy Metal (Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward) está mais próximo depois de o anúncio de um jornalista ser veementemente negado por Tony Iommi recentemente.

Há algumas coincidências envolvendo o número 11. Afinal, algo que repita o número não apenas no dia, mês e ano, mas também em horas e minutos é digno de Black Sabbath, algo muito grande.

E então podemos lembrar outras repetições do número com o próprio marido da Sharon. Pois o Black Sabbath com Ozzy Osbourne durou exatos 11 anos (1968-1979), com o figurão nos vocais foram lançados até hoje (somados oito de estúdio e três ao vivo) 11 álbuns!

Você sabe quantos discos de estúdio o velho Ozzy Osbourne lançou em sua carreira solo? Sim, foram 11.: Blizzard of Ozz (1980), Diary of a Madman (1981), Bark at the Moon (1983), The Ultimate Sin (1986), No Rest for the Wicked (1988), No More Tears (1991), Ozzmosis (1995), Down to Earth (2001), Under Cover (2005), Black Rain (2007) e Scream (2010).

E o Black Sabbath sem Ozzy gravou exatamente 11 álbuns de estúdio contando com o último, em que a banda teve o nome alterado para Heaven & Hell, que se tratava do Black Sabbath na fase Ronnie James Dio.: Heaven and Hell (1980), Mob Rules (1981), Born Again (1983), Seventh Star (1986), The Eternal Idol (1987), Headless Cross (1989), Tyr (1990), Dehumanizer (1992), Cross Purposes (1994), Forbidden (1995) e The Devil You Know (2009).

Como podemos ver, o número 11 aparece coincidentemente (ou não) em muitas referências de Ozzy Osbourne e o Black Sabbath. Será que com tudo isso eles ainda fariam o papelão de não anunciarem nada de reunião no dia 11/11/11 às 11h11? Duvido!