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Nada como o amor e a amizade entre brasileiros e argentinos…

Amigo, pouca coisa pode ser tão bonita quanto a amizade, certo? Pois a “união” entre brasileiros e argentinos sempre foi algo tocante. O futebol que lhe diga! Pelé e Maradona, Ronaldo e Batistuta, Messi e Neymar, Passarella e Dunga, Teixeira e Grondona…

No último fim de semana, Brasil e Argentina se uniram no adeus à Copa América em cobranças de pênaltis. De um lado, o querido ex/futuro corintiano Carlitos Tevez, do outro, André Santos, Elano e cia. Assim como já havia ocorrido nas últimas duas Copas do Mundo, brasileiros e argentinos choraram juntos nas quartas de final. Que lindo, não?

Não, este blog não deixou de ser musical. Na verdade a desculpa para utilizar o futebol é justamente o fato de poder exibir um belo cover feito por argentinos de uma música daquelas mais tocadas nos rádinhos de pilha da mamãe, da titia e da vovó.

Pois nada como brindar todo esse amor com uma bela canção. Para simbolizar a amizade, a obra-prima é “Amigo”, lançada em 1977 por Roberto Carlos após a composição em parceria com Erasmo Carlos, dois amigos. Em 1998 (21 anos depois), a argentina de punk rock Attaque 77 decidiu lançar um álbum contendo covers e entre eles estavam canções “brasileñas”, como a do “rei” Roberto Carlos.

Confira, ria, chore e abrace o hermano mais próximo para acompanhar a bela canção, seja saboreando um Malbec ou uma legítima cachaça…

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Fusquinha, o legado de Itamar Franco

Nos últimos dias a morte do ex-presidente Itamar Franco foi um dos assuntos mais comentados nas mídias, obviamente devido à importância da personalidade política, que recebeu muitas homenagens.

Mas para quem gosta de carros, como este blogueiro que vos escreve, houve uma certa decepção por ninguém ter lembrado de um personagem importante ligado ao governo de Itamar Franco, o bom, velho e querido Fusca.

O carro gordinho lançado após a II Guerra Mundial, virou prêmio de Paulo Maluf aos campeões mundiais de futebol em 1970 e que ainda pode ser visto diariamente pelas ruas esbanjando seu charme deixou de ser fabricado no Brasil em 1986, mas graças a Itamar Franco ganhou vida novamente em 1993 e só parou de ser fabricado em 1996, já no governo de FHC. Depois criaram um tal de New Beetle, que não tem nada do Fusquinha.

E aí você pergunta: Mas o que Itamar Franco e o Fusquinha têm a ver com um blog sobre música? E sobre covers então? É aí que vem a grande homenagem ao ex-presidente, ao carro e, forçando a barra, a Roberto Carlos.

Pois em 1963, o “Rei” ainda em sua fase Rock decidiu homenagear o velho Calhambeque com música e letra divertidas e despojadas em “O Calhambeque”, faixa do EP É Proibido Fumar. E é justamente aproveitando um pouco os acordes iniciais da música e fazendo certa paródia que entra na história o Ultraje a Rigor.

A banda liderada por Roger Moreira sempre foi famosa pelo bom humor e a falta de papas na língua. Claro que não poderia ser diferente ao fazer uma música para o então presidente Itamar Franco. Que o ex-presida  perdoe a todos, mas o riso é inevitável!

David Coverdale: uma versão maliciosa de Roberto Carlos

O inglês David Coverdale está próximo de completar 60 anos e carrega consigo um histórico de sucesso nas composições com uma espécie de “default” em que as palavras “Love”, “Heart”, “Darling” e “Baby” têm presença certa.

E toda a fama de sedutor do cantor que estourou no Deep Purple e seguiu em carreira solo levando o seu ‘rock-para-não-diabéticos’ ao Whitesnake, uma das melhores bandas do estilo, fazem do homem de poderosa voz um alvo de não tão absurda uma comparação com o “rei” Roberto Carlos.

Afinal, ele também foi pioneiro no rock (nacional) com a Jovem Guarda, também acumulou seus milhões de fãs e de verdinhas escrevendo canções melosas, também gravou um acústico

Coverdale teve um grande parceiro nos tempos de Deep Purple chamado Glenn Hughes, com quem cantava e compunha… Já o parceiro de Roberto Carlos era Erasmo Carlos e nos dois casos o companheiro ficou “sentado à beira do caminho” e não fez tanto sucesso sozinho quanto RC ou DC.

E se alguém resolver julgar que o “rei” se vendeu por fazer raros shows e ficar à espreita de um contrato com a TV Globo, lembremos que Coverdale gravou comercial de cigarros Hollywood junto ao Roupa Nova.

Mas o mais curioso e que instiga a criação deste post é o fato de os dois terem tantas características do chamado “brega” (romantismo, forma de se vestir, histórico…), mas escapam do rótulo. Afinal, um é rei e o outro canta em inglês.

Ainda gosto mais do brega britânico por ser mais rock, por ser mais malicioso e por ter mais pegada (estou falando do lado musical), enquanto o “rei” resolveu gastar sua majestade ultimamente gravando com grupos de funk, forró axé e por aí vai… uma típica marionete da qual Coverdale ao menos não é.

Ok, a comparação parece ser absurda, certo? Então ouça e opine!