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Em tempos de nostalgia, Helloween se reúne com Kiske

 

Em um momento de música consumida em plataformas digitais, o CD perdendo vendas, o vinil aumentando vendas (quem diria!), agora chegou a vez de as bandas se reunirem, em boa parte dos casos não exatamente por amizade, mas pensando nos fãs e, mais ainda, o preço que os fãs estão dispostos a pagar para ver o que têm saudade ou nem viram ao vivo em alguns casos.

Aqui no Brasil está aí para provar o Guns N’ Roses em turnê com Axl Rose, Slash e Duff McKagan juntos (em Buenos Aires até o Steven Adler subiu ao palco). E daqui pouco menos de um ano estará reunida em São Paulo uma formação clássica do Helloween, uma das grandes notícias do ano musical.

O anúncio da nova turnê foi feito pelo vídeo apresentado abaixo, postado no site oficial e nas mídias sociais da banda alemã. Será a Pumpkins United World Tour 2017/2018.

Depois de 24 anos, Michael Kiske se juntará à banda que o consagrou e que ajudou a atingir o ápice com os excelentes álbuns Keeper of the Seven Keys Part I & Part II, trazendo junto Kai Hansen, voz original da banda e guitarrista até a saída após os “Guardadores das Sete Chaves”.

Os demais integrantes nesta tour serão o guitarrista Michael Weikath e o baixista Markus Grosskopf, digamos, os “donos” do Helloween, únicos integrantes que estão desde a primeira formação, além dos atuais membros: o vocalista Andy Deris, substituto de Kiske desde 1994, o guitarrista Sascha Gerstner, que assumiu a posição após a saída de Roland Grapow em 2002 e o baterista Daniel Loble, que está na banda desde 2005, lembrando que o batera original da banda, Ingo Schwichtenberg, cometeu suicídio em 1995.

A notícia estava sendo especulada há algumas semanas, mas o autor deste blog sempre teve um pé atrás em se tratando de Kiske e Helloween, já que foram anos de declarações e demonstrações de que o vocalista não estava muito disposto a se reunir aos antigos companheiros. Kiske e Hansen já estavam tocando juntos desde 2011 no Unisonic, além de participações especiais em turnês do Gamma Ray.

Em meio a tantas reuniões de outras bandas, os fãs já aguardavam ansiosamente há alguns anos. O Helloween precisava, os últimos discos decepcionaram bastante na qualidade Enfim, a banda estava chata e precisava de um atrativo para chamar novamente a atenção dos fãs.

helloween-br-2017Kiske durante um bom tempo ficou sumido. Depois era arroz de festa como convidado de projetos especiais, como o Avantasia. Colocou em prática alguns bons, outros bem esquisitos. A situação começou a melhorar no final dos anos 2000, quando voltou a pegar gosto pelo Rock e foi aumentando a dose de potência até o Unisonic (2012), a coisa mais próxima do Helloween que o cantor de 48 anos fez desde 1993, com dois bons discos.

Kai Hansen já havia se aproximado do Helloween algumas vezes, inclusive com o Gamma Ray fazendo turnê em conjunto com sua banda de origem em 2007/2008, a Hellish Rock Tour.

O interessante da nova turnê é que a banda vai para o palco com três guitarras com Sascha Gerstner, assim como o Iron Maiden fez mantendo Janick Gers na época do retorno de Adrian Smith com Bruce Dickinson. E a volta de Kiske não significa a saída de Deris, ou seja, haja palco para todo mundo.

O público paulistano, que já recebeu a gravação de um DVD da banda, será novamente agraciado, pois o primeiro show confirmado da nova tour já está marcado para o Espaço das Américas, na Barra Funda, em São Paulo, no dia 28 de outubro, com venda de ingressos a partir desta quarta-feira, dia 16 de novembro.

Para quem tem passado por uma maratona de reuniões em 2016, com shows do Guns N’ Roses e da última turnê do Black Sabbath, nada mal ter garantida para o próximo ano mais uma grande banda apresentando uma formação clássica.

A reunião é boa para Michael Kiske e Kai Hansen, é ótima para o Helloween e alguém belisque os fãs da banda para que eles acreditem. Vai acontecer mesmo!

Viper: Um mês revivendo as melhores noites

“Para quem diz por aí que o Heavy Metal do Brasil está morto, aqui está a resposta!”.

A frase acima foi apenas uma das formas que o Viper usou para mostrar que o gênero está vivo e a banda em uma forma que faz com que todos lamentem o final da turnê To Live Again, lançada neste ano em comemoração pelos 25 anos do álbum Soldiers of Sunrise.

O próprio Viper talvez não tenha confiado muito em seu taco e a banda com a formação semiclássica com André Matos, Pit Passarell, Felipe Machado, Guilherme Martin e Hugo Mariutti (com participação de Yves Passarell) fez um show com casa cheia em São Paulo com as 1.800 pessoas confirmando o sold out na casa Via Marquês, um local acanhado para a gravação de um DVD do momento histórico.

Já do lado de fora era interessante notar a fila dando volta no quarteirão para que os fãs adentrassem ao recinto. No público, jornalistas como Maurício Dehó e Ricardo Batalha, músicos como o baixista do Korzus, Dick Siebert, Bruno Sutter, entre outros, deixavam claro que aquela casinha acanhada era a casa do Heavy Metal na noite do domingo, dia 1º de julho.

O atraso de quase 1h foi compensado com a energia da banda no palco. Não eram mais aqueles “menudos” de 15 a 20 anos e sim uns tiozinhos beirando os 40 anos que se apresentavam com a mesma alegria de 25 anos atrás para um público em sua maioria formado por jovens entre 30 e 50 anos.

No set list, os clássicos de “Soldiers of Sunrise” e “Theatre of Fate”, tocados na íntegra, além de um vídeo da banda contando histórias de forma bem despojada e algumas novidades como “Crime”, “Spreading Soul”, “Rebel Maniac” e o cover do Queen, “We Will Rock You”, novidades na voz de André Matos.

Em um show memorável é difícil destacar alguns momentos como os principais, mas certamente “Living for the Night” foi única por toda a história da música e tudo o que ela representou em seu tempo e também pela apresentação com a casa toda cantando junto. Um momento curioso foi quando Yves Passarell subiu ao palco e parte do público deu aquela ironizada no guitarrista que hoje toca no Capital Inicial.

É claro que escrevo aqui sobre o show de São Paulo, que foi registrado para um DVD, mas no total foram 15 apresentações de 2h30min cada no período de apenas um mês.

A brincadeira começou no dia 22 de junho em Santo André, foi a Ribeirão Preto no dia 28 de junho, passou por São José do Rio Preto no dia 29 de junho, chegou a São Paulo no dia 1º de julho, voou para o nordeste e passou Natal no dia 6 de julho, Recife no dia 7 de julho e Salvador no dia 8 de julho.

Na sequência foi a vez de o Rio de Janeiro virar a casa do Viper no dia 10 de julho, com Bauru recebendo a banda no dia 13 de julho (uma sexta-feira 13 que também foi Dia Mundial do Rock!).

Araraquara abriu as portas ao Viper no dia 14 de julho, Jundiaí no dia 15 de julho e então foi a vez de Ponta Grossa receber o show no dia 18 de julho, Joinville no dia 19 de julho, Curitiba no dia 20 de julho e Porto Alegre encerrou o espetáculo no dia 21 de julho.

O sucesso da turnê foi tanto que muitos dos que viram ficaram com aquele sentimento de que uma dosezinha a mais não faria nada mal. Justamente por isso a banda já anunciou que pretende realizar novas apresentações em setembro.

Muito se fala hoje em dia sobre o que seria André Matos de volta ao Angra, mas a verdade é que faz muito mais sentido que ele seja o cara do Viper. Nem a carreira solo de André e nem as outras bandas pelas quais passou são tão legais quanto foi essa banda que já derrapou bastante com umas fases até meio toscas após a sua saída.

Confira abaixo o set list do show de São Paulo:

Knights of Destruction
Nightmares
Thw Whipper
Wings of the Evil
Signs of the Night
Killera (Princess of Hell)
Soldiers of Sunrise
Law of the Sword
H.R.

Illusions
At Least a Chance
To Live Again
A Cry from the Edge
Living fot the Night
Theatre of Fate
Moonlight
Prelude to Oblivion

Crime
The Spreading Soul
Rebel Maniac
We Will Rock You (cover do Queen)

Guns N’ Roses é indicado ao Hall da Fama. Vem reunião aí?

O Guns N’ Roses teve confirmada nesta quarta-feira a sua indicação para o Hall da Fama do Rock and Roll ao lado do Red Hot Chili Peppers, do Small Faces, de Laura Nyro e dos Beastie Boys. (Sim, também não entendi a indicação dos dois últimos). E o que vem junto à novidade do Gn’R é a possibilidade de uma reunião da formação clássica.

Para quem não sabe, as bandas que são levadas ao Hall da Fama são convidadas a tocar na cerimônia e em muitos casos ocorrem as reuniões, pois quem entra para a lista sagrada são os músicos da principal formação, como não poderia deixar de ser.

Assim sendo, novamente veio a pergunta: Axl Rose vai baixar a cabeça e aceitar se juntar a Slash, Duff McKagan, Izzy Stradlin e Steven Adler para uma jam na festa? Pois não é tão improvável assim.

Axl Rose se aproximou de alguns ex-integrantes de sua banda nos últimos anos, tendo contato com Duff McKagan, Izzy Stradlin e até Steven Adler e a questão que fica é a relação conturbada do vocalista com o guitarrista Slash. Aquela demissão ao vivo na Mtv em 1996 ainda não foi bem digerida.

Mas as questões que faço são: será que Axl Rose está tão satisfeito assim com sua banda depois de ter levado 15 anos para lançar o medíocre álbum “Chinese Democracy”? Será que Slash não poderia fazer ao menos um show no lugar daquele monte de guitarristas que o substituem na banda atual?

O que ocorre hoje é que individualmente Slash tem seu talento muito mais reconhecido do que Axl Rose e isso certamente é um incômodo para o egocêntrico cantor que agora mais parece uma gralha, um cover mal feito de si mesmo.

Uma das últimas coisas que eu poderia esperar seria um ato de humildade de Axl Rose. Por outro lado, se levarmos em conta o que uma reunião poderia render ao dono da marca Guns N’ Roses, ele teria muito mais a ganhar do que a perder.

De todos os músicos que passaram pelo Gn’R nos anos 80 e 90, todos fizeram algum trabalho decente depois que deixaram a banda, enquanto o barrigudo é quem mais vive de passado.

Será que é bom para Axl Rose saber que o álbum solo de Slash, os trabalhos do Duff McKagan’s Loaded e até coisas gravadas pelo Velvet Revolver são muito melhores do que tudo o que ele se prestou a fazer nos últimos 16 anos? Acho que não. Confira as atividades abaixo:

Duff McKagan – baixista e backing vocals:

Izzy Stradlin – guitarrista base:

Steven Adler – baterista:

Slash – guitarrista:

Axl Rose – vocalista:

Sinceramente, pelo que os cinco fizeram desde então, Axl Rose é quem menos merece ir ao Hall da Fama!

Black Sabbath, Ozzy e o enigma do número 11

O Black Sabbath colocou pulgas atrás das orelhas de todos ao programar um anúncio para o dia 11 do mês 11 do ano 11, ou 11 de novembro de 2011, também conhecido como a próxima sexta-feira. Ozzy Osbourne retuitou a mensagem no Twitter e recomendou no Facebook.

Parece que os anos de espera de um retorno do Madman ao Sabbath para o lançamento de um novo disco e uma nova turnê com a formação original dos criadores do Heavy Metal (Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward) está mais próximo depois de o anúncio de um jornalista ser veementemente negado por Tony Iommi recentemente.

Há algumas coincidências envolvendo o número 11. Afinal, algo que repita o número não apenas no dia, mês e ano, mas também em horas e minutos é digno de Black Sabbath, algo muito grande.

E então podemos lembrar outras repetições do número com o próprio marido da Sharon. Pois o Black Sabbath com Ozzy Osbourne durou exatos 11 anos (1968-1979), com o figurão nos vocais foram lançados até hoje (somados oito de estúdio e três ao vivo) 11 álbuns!

Você sabe quantos discos de estúdio o velho Ozzy Osbourne lançou em sua carreira solo? Sim, foram 11.: Blizzard of Ozz (1980), Diary of a Madman (1981), Bark at the Moon (1983), The Ultimate Sin (1986), No Rest for the Wicked (1988), No More Tears (1991), Ozzmosis (1995), Down to Earth (2001), Under Cover (2005), Black Rain (2007) e Scream (2010).

E o Black Sabbath sem Ozzy gravou exatamente 11 álbuns de estúdio contando com o último, em que a banda teve o nome alterado para Heaven & Hell, que se tratava do Black Sabbath na fase Ronnie James Dio.: Heaven and Hell (1980), Mob Rules (1981), Born Again (1983), Seventh Star (1986), The Eternal Idol (1987), Headless Cross (1989), Tyr (1990), Dehumanizer (1992), Cross Purposes (1994), Forbidden (1995) e The Devil You Know (2009).

Como podemos ver, o número 11 aparece coincidentemente (ou não) em muitas referências de Ozzy Osbourne e o Black Sabbath. Será que com tudo isso eles ainda fariam o papelão de não anunciarem nada de reunião no dia 11/11/11 às 11h11? Duvido!