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De Michel Teló a Van Halen, Brasil Open revela o gosto musical dos tenistas

Marcelo Ferrelli/Inovafoto

O Brasil Open de 2012 foi um sucesso. Sucesso de público, de organização, de nível técnico apresentado em quadra e também na cobertura da imprensa. Mas um ponto curioso do maior torneio de tênis do país foi o sucesso sonoro, com uma boa seleção musical para os intervalos das partidas e uma lista especial de músicas selecionadas pelos próprios tenistas para o momento da entrada em quadra, digna de grandes eventos pelo mundo.

Um ponto curioso foi notar como algumas músicas brasileiras já fazem sucesso com os estrangeiros. A música “Ai se eu te pego”, de Michel Teló, foi a mais escolhida pelos tenistas para a entrada na quadra. Enquanto isso, a música “Balada Boa (Tche tchererê Tche Tche)”, de Gusttavo Lima, não ficou para trás e serviu de inspiração para o campeão Nicolas Almagro em seu bate-bola na quadra central antes da final contra o italiano Filippo Volandri.

A história musical do Brasil Open ficou por conta do DJ Eduardo Tomiatti, responsável por receber todos os pedidos de músicas e preparar a cerimônia de abertura de cada partida. Ele revelou ao Espelho Mau a lista com todos os pedidos, que passaram pelo Rock do Ac/Dc, o sertanejo de Michel Teló, o pop espanhol de Juan Magan e até o pagode do grupo Bom Gosto.

Nicolas Almagro entrou em todas as suas partidas ouvindo a música “2 Fly”, de Juan Magan, enquanto o vice-campeão Pippo Volandri foi fazendo seus estragos na chave contra Albert Montañes, David Nalbandian e Thomaz Bellucci ao som de “We Will Rock You”, do Queen. Digamos que ele fez jus à trilha sonora escolhida, assim como Almagro.

O único momento musical diferente de Almagro ocorreu quando Edu Tomiatti estava testando o som na manhã de domingo para a cerimônia de encerramento do torneio. O espanhol fez um pedido para que fosse tocada a música de entrada do compatriota Albert Ramos, a quem derrotou na semifinal. O som era esse do ‘agradável’ “Tche tchererê tche tche”, de Gusttavo Lima.

Alvo da torcida quando foi adversário de Thomaz Bellucci na quadra central do ginásio do Ibirapuera, o argentino Leonardo Mayer começou sua jornada com o “Ai se eu te pego”, mesma escolha de David Nalbandian, que tem o tema como toque de seu celular. Para encarar Bellucci, Mayer trocou de música para “Paradise”, do Coldplay.

Thomaz Bellucci iniciou sua campanha ao som de “Sultans of Swing”, do Dire Straits, mas trocou para uma música eletrônica de Benny Benassi antes de perder na semifinal. Ricardo Mello usou como trilha sonora “Levels”, do Avicii, escolha compartilhada pelo português Frederico Gil e João Souza, o Feijão, que para não repetir, trocou sua escolha para o pagode do grupo Bom Gosto.

Ainda teve a despedida de Fernando Gonzalez ao som de “Back in Black”, do Ac/Dc, a derrota na estreia do francês Gilles Simon após a entrada com “Right Now”, do Van Halen, entre outros. Na cerimônia de premiação, como não poderia deixar de ser, “Viva la Vida”, do Coldplay, marcou a entrega de troféus. Para evitar conflitos nas duplas, os duplistas acabaram não tendo a opção de escolher músicas. Confira abaixo a lista de músicas:

Albert Montañes (ESP): Marco V – “Simulated”
Albert Ramos (ESP): Rihanna – “Man Down” e Gusttavo Lima – “Balada Boa”
Benoit Paire (FRA): Black Eyed Peas – “I Gotta Feeling”
Carlos Berlocq (ARG): Survivor – “Eye of the Tiger”
David Nalbandian (ARG): Michel Teló – “Ai se eu te Pego”
Eric Prodon (FRA): Michel Teló – “Ai se Eu Te Pego”
Fernando Gonzalez (CHI): Ac/DC – “Back in Black”
Fernando Verdasco (ESP): Michel Teló – “Ai se Eu Te Pego”
Filippo Volandri (ITA): Queen – “We Will Rock You”
Frederico Gil  (POR): Avicii – “Levels”
Gilles Simon (FRA): Van Halen – “Right Now”
Igor Andreev (RUS): Simple Plan – “Me Against the World”
Javier Marti (ESP): Florida – “Good Feelings”
João Souza (BRA): Grupo Bom Gosto – “Curtindo a Vida
Juan Carlos Ferrero (ESP): Survivor – “Eye of the Tiger”
Leonardo Mayer (ARG): Michel Teló – “Ai se eu te Pego” e Coldplay – “Paradise”
Nicolas Almagro (ESP): Juan Magan – “2 Fly”
Pere Riba (ESP): Coldplay – “Viva la vida”
Potito Starace (ITA): Timati feat kalenna – “Welcome to St. Tropez”
Ricardo Mello (BRA): Avicii – “Levels”
Ruben Ramirez Hidalgo (ESP): Juan Magan – “Ayer la Vi (Bailando por Ahi)”
Rui Machado (POR): Coldplay – “Clocks”
Santiago Giraldo (COL): Alexandra Stan – “Mr. Saxobeat”
Thomaz Bellucci (BRA): Dire Straits – “Sultans of Swing” e Benny Benassi – “Turn me Up”
Victor Hanescu (ROM): LMFAO – “Sexy and I Know It”

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11 de setembro de 2001: censura nas estações de rádio

Há dez anos os Estados Unidos acordavam com medo e chorando a morte das vítimas dos ataques terroristas organizados pelo grupo Al-Qaeda. Neste domingo muita coisa deve ser lembrada sobre o ocasião, como o aumento da segurança nos aeroportos, o legado dos escombros das torres gêmeas do World Trade Center, entre outros.

Mas talvez um dos fatos mais absurdos decorrentes do 11 de setembro de 2001 passe em branco: a lista de músicas que foram proibidas em 1.200 (MIL e DUZENTAS!!) emissoras de rádio controladas pelo grupo Clear Channel Communications. Sim, a censura chegou às emissoras de rádio dos Estados Unidos após a tragédia e as explicações disso até hoje seguem fajutas baseadas no termo “letras questionáveis”.

O vice-campeão em censuras foi o AC/DC, com “Dirty Deeds Done Dirt Cheap”, Hell’s Bells (a preferida do goleiro Rogério Ceni), “Highway to Hell”, “Safe in New York City”, “Shoot to Thrill”, “Shot Down in Flames” e a clássica “TNT”.

Claro, ao falar de inferno, tiros, morte, trabalhos sujos feitos de forma barata e a segurança de Nova York, o AC/DC daria motivos suficientes para que a assustada população não quisessem ouvir suas canções, já que tudo é motivo de piada para a banda australiana.

Mas teve coisa muito mais esquisita entre as proibições. Os senhores do grupo de mídia tiveram a coragem de banir a música “What A Wonderful World”, de Louis Armstrong, “Ob-la-di Ob-la-da”, dos Beatles, “New York, New York”, de Frank Sinatra, e aí vem outra curiosidade: proibiram “Live and Let Die” cantada por Paul McCartney, mas a versão do Guns N’ Roses para a música foi liberada.

O mesmo aconteceu com a música “Last Kiss”, proibida na versão de J. Frank Wilson, mas liberada quando executada pelo Pearl Jam. Bandas como Iron Maiden e Deep Purple não constam na lista, assim como o Megadeth marca presença, mas não com “Symphony of Destruction”, por exemplo.

O total de músicas proibidas chegou a 165, e o maior destaque foi o Rage Against The Machine, que conseguiu ter todas as suas músicas na lista e é claro que quando isso acontece a venda de discos aumenta e isso ajuda muito mais a banda, que recentemente retomou as atividades.

Bom, eu gostaria de colocar aqui o vídeo de cada uma das músicas proibidas, mas ficaria impossível navegar pelo blog e conferir. Assim sendo, vou colocar vídeos do campeão da censura Rage Against the Machine e do vice AC/DC.

Para quem quiser conferir as “proibidonas”, abaixo dos vídeos há a lista completa. Talvez fosse para chorar naquele momento, mas não dá para deixar de rir ao ver o quão patéticos os censores conseguiram ser nas rádios norte-americanas.

3 Doors Down: “Duck and Run”;
311: “Down”;
AC/DC: “Dirty Deeds Done Dirt Cheap”, Hell’s Bells, “Highway to Hell”, “Safe in New York City”, “Shoot to Thrill”, “Shot Down in Flames” e “TNT”;
The AD Libs: “The Boy from New York City”;
Alanis Morissette: “Ironic”;
Alice in Chains: “Down in a Hole”, “Rooster”, “Sea of Sorrow” e “Them Bones”;
Alien Ant Farm: “Smooth Criminal”;
The Animals: “We Gotta Get Out of This Place”;
The Bangles: “Walk Like An Egyptian”;
Barenaked Ladies:“Falling for the First Time”;
Barry McGuire: “Eve of Destruction”;
Beastie Boys:“Sabotage” e “Sure Shot”;
The Beatles: “A Day in the Life”, “Lucy in the Sky with Diamonds”, “Ob-La-Di Ob-La-Da” e  “Ticket to Ride”;
Billy Joel: “Only The Good Die Young”;
Black Sabbath:“Sabbath Bloody Sabbath” e “War Pigs”; 
Blood, Sweat and Tears: 
“And When I Die”;
Blue Öyster Cult:“Burnin’ for You”;
Bob Dylan: “Knockin’ On Heaven’s Door”;
Bobby Darin: “Mack the Knife”;
Boston: “Smokin'”;
Bruce Springsteen: “I’m Goin’ Down”, “I’m On Fire” e “War”;
Buddy Holly and the Crickets: “That’ll Be the Day”;
Bush: “Speed Kills”;
Carole King:“I Feel the Earth Move”;
Cat Stevens: “Morning Has Broken” e “Peace Train”;
The Chi-Lites:“Have You Seen Her”;
The Clash: “Rock the Casbah”;
The Crazy World of Arthur Brown: “Fire”;
Creedence Clearwater Revival: “Travelin’ Band”;
The Cult: “Fire Woman”;
The Dave  Clark Five: “Bits and Pieces”;
Dave Matthews Band: “Crash into Me”;
Dio: “Holy Diver”;
Don McLean: “American Pie”;
The Doors: “The End”;
The Drifters: “On Broadway”;
Drowning Pool:“Bodies”;
Edwin Starr: “War”;
Elton John:“Bennie and the Jets”, “Daniel” e “Rocket Man”;
Elvis Presley: “(You’re the) Devil in Disguise”;
Everclear: “Santa Monica”;
Filter: “Hey Man, Nice Shot”;
Foo Fighters: “Learn to Fly”;
Frank Sinatra: New York, New York”;
Fuel: “Bad Day”;
Fontella Bass:
 
“Rescue Me”;
The Gap Band: “You Dropped a Bomb on Me”;
Godsmack: “Bad Religion”;
Green Day: “Brain Stew”;
Guns N’ Roses:“Knockin’ On Heaven’s Door”;
The Happenings:“See You in September”;
Herman’s Hermits: “Wonderful World”;
The Hollies: “He Ain’t Heavy, He’s My Brother”;
J. Frank Wilson and the Cavaliers:“Last Kiss”;
Jackson Browne:“Doctor My Eyes”;
James Taylor: “Fire and Rain”;
Jan and Dean:“Dead Man’s Curve”;
Jerry Lee Lewis: “Great Balls of Fire”;
The Jimi Hendrix Experience: “Hey Joe”;
John Lennon: “Imagine”;
John Mellencamp: “Crumblin’ Down” e “Paper in Fire”;
John Parr: “St. Elmo’s Fire (Man in Motion)”;
Johnny Maestro & The Brooklyn Bridge: “The Worst That Could Happen”;
Judas Priest:“Some Heads Are Gonna Roll”;
Kansas: “Dust in the Wind”;
Korn: “Falling Away from Me”;
Led Zeppelin: “Stairway to Heaven”; 
Lenny Kravitz:
 “Fly Away”;
Limp Bizkit: “Break Stuff”;
Local H:“Bound for the Floor”;
Los Bravos: “Black is Black”;
Louis Armstrong: “What A Wonderful World”;
Lynyrd Skynyrd: “Tueday’s Gone”;
Martha and The Vandellas: “Dancing in the Street” e “Nowhere to Run”;
Megadeth: “Dread and the Fugitive Mind” e “Sweating Bullets”;
Metallica: “Enter Sandman”, Fade to Black”, Harvester of Sorrow” e “Seek & Destroy”;
Mitch Ryder & the Detroit Wheels: “Devil with a Blue Dress On”;
Mudvayne: “Dead Blooms”;
Neil Diamond:“America”;
Nena:“99 Luftballons” e “99 Red Ballons”;
Nine Inch Nails: “Head Like a Hole”;
Norman Greenbaum: “Spirit in the Sky”;
Oingo Boingo: “Dead Man’s Party”;
Ozzy Osbourne: “Suicide Solution”;
P.O.D.:“Boom”;
Paper Lace: “The Night Chicago Died”;
Pat Benatar: “Hit Me with Your Best Shot” e “Love is a Battlefield”;
Paul McCartney and The Wings: “Live and Let Die”;
Peter and Gordon: “I Go to Pieces” e “A World Without Love”;
Peter Gabriel: “When You’re Falling”;
Peter, Paul and Mary: “Blowin’ in The Wind” e “Leaving on a Jet Plane”;
Petula Clark: “A Sign of The Times”;
Phil Collins: “In the Air Tonight”;
Pink Floyd:“Mother” e “Run Like Hell”;
The Pretenders: “My City Was Gone”;
Queen:“Another One Bites the Dust” e “Killer Queen”;
R.E.M.:“It’s the End of the World As We Know It (And I Feel Fine);
Rage Against The Machine: Todas as músicas;
Red Hot Chili Peppers: “Aeroplane” e “Under The Bridge”;
Ricky Nelson: “Travelin’ Man”;
The Rolling Stones: “Ruby Tuesday”;
Saliva:“Click Click Boom”;
Sam Cooke: “Wonderful World”;
Santana: “Evil Ways”;
Savage Garden: “Crash and Burn”;
Shelley Fabares:“Johnny Angel”;
Simon & Garfunkel: “Bridge over Troubled Water”;
Skeeter Davis: “The End of the World”;
Slipknot: “Left Behind” e “Wait and Bleed”;
The Smashing Pumpkins: “Bullet with Butterfly Wings”;
Soundgarden: “Black Hole Sun”, “Blow Up the Outside World” e “Fell on Black Days”;
Steam: “Na Na Hey Hey Kiss Him Goodbye”;
Steve Miller Band: “Jet Airliner”;
Stone Temple Pilots: “Big Bang Baby” e “Dead and Bloated”;
Sugar Ray: “Fly”;
The Surfaris: “Wipe Out”;
System Of A Down: “Chop Suey!”;
Talking Heads: “Burning Down the House”;
Temple of the Dog:“Say Hello 2 Heaven”;
Third Eye Blind:“Jumper”;
The Three Degrees: “When Will I See You Again”;
Tom Petty and The Heartbreakers: “Free Fallen”;
Tool: “Intolerance”;
The Trammps:“Disco Inferno”;
U2: “Sunday Bloody Sunday”;
Van Halen: “Jump” e “Dancing in the Street”;
The Youngbloods: “Get Together”;
Zager and Evans: “In The Year 2525”;
The Zombies: “She’s Not There”.

65 anos de Freddie Mercury. Voz, carisma e genialidade

A voz mais potente da história do rock, talvez da música, o tanzaniano Farroukh Bulsara completaria nesta segunda-feira 65 anos, mas em novembro de 2011 serão 20 anos de sua morte decorrente da Aids.

O sujeito também marcado pelo carisma e pelo bom humor ficou conhecido em todo o mundo sob a alcunha de Freddie Mercury, e convenhamos que ele acertou ao usar um nome diferente do seu de batimo.

A carreira musical de Freddie começou em 1969 e se destacou ao lado de Brian May, John Deacon e Roger Taylor na banda Queen, que a partir do álbum A Night At Opera em 1975 ganhou o mundo com o estilo único da banda.

A partir deste disco muitos discutiram se o Queen é rock, é pop, é clássico. Afinal, o que foi o Queen? O que foi Freddie? Falamos aqui da banda que mais desafiou os rótulos musicais e conquistou seguidores em várias esferas. E quem não gosta do Queen ou de Freddie Mercury, no mínimo sabe de quem se trata quando o assunto é o cantor e o conjunto.

Freddie Mercury foi tão gigante, que a tentativa do Queen em retornar aos palcos ao lado de Paul Rodgers (Bad Company e Free) acabou de certa forma frustrada, ou frustrante. Rodgers é um excelente vocalista, mas substituir Freddie Mercury, mesmo que a intenção não seja diretamente essa, é impossível. Muitos fãs viraram a cara para o álbum The Cosmos Rock (2008), que seria muito bom caso não tivesse o nome Queen no encarte.

Freddie Mercury partiu em 1991, dois dias depois de escrever um comunicado à imprensa admitindo o antes negado por muito tempo vírus da Aids. E o legado musical deixado tem material para todos os gostos, seja na carreira solo ou com o Queen.

E o que dizer da grande sacada com “We Are The Champions”, entoada a cada final de campeonato esportivo? E quem nunca ouviu “We Will Rock You”? Quem nunca se arrepiou com “Who Wants to Live Forever”? Você não riu de Freddie no videoclipe de “I Want to Break Free”?

Enfim, lembrando que o Espelho Mau privilegia covers, eu poderia usar qualquer um dos mil tributos feitos a Freddie ou ao Queen, mas nada melhor do que o próprio Farroukh Bulsara entoando um clássico eternizado por ninguém menos que Elvis Presley. A composição é de Jerry Leiber e Mike Stoller, foi gravada por Elvis em 1957 e seu nome é “Jailhouse Rock”. Divirta-se!