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Tantas quedas por aí e os Aviões do Forró seguem intactos!

O número de acidentes aéreos em 2011 foi recorde pelos números registrados até outubro no Brasil, com a marca de 128 acidentes até o mês 10, batendo em 20% o recorde anterior de 2009.

A notícia é da GloboNews e eu só estou usando aqui para lembrar que muitos aviões caem, com gente importante, bacana, honesta… Mas tem alguns aviões que não caem nunca. Não, não enlouqueci ainda. Estou falando de música e as aeronaves em questão são: Aviões do Forró!.

Ahn? Não conhece? Mentira! Certamente você escutou algumas versões abrasileiradas de sucessos da música internacional e talvez não tenha prestado muita atenção à letra bisonhamente modificada, falando de uma típica dor de corno.

Ainda tem a sonoridade que mais parece aquela sua tiazona mais animada na noite de Natal cantando em um videokê. Sim, o som tocado ao fundo parece o mesmo midi de um karaokê! E não é só este grupo que faz isso, mas vários outros forrozeiros espalhados pelo país também aproveitam sucessos de outros para faturar.

Nesta semana surgiu uma versão da música “Rolling In The Deep”, da ótima cantora inglesa Adele. Os fãs da gringa viraram fera com a versão que não sei o bastante para dizer se foi devidamente creditada ou não. Para quem quiser conhecer a aberração versão dos Aviões do Forró, basta conferir abaixo.

A original é assim ó:

E se você fã da Adele ficou triste após ouvir o que foi feito com a música dela, saiba que não é a primeira vez que isso ocorre e provavelmente não será a última. Fergie, Lady Gaga, Nelly Furtado, Pussycat Dolls, Rihanna e Natalie Imbruglia também já tiveram essas “versões abrasileiradas” de suas músicas pelo grupo forrozeiro.

Essa aqui era “Torn”, de Natalie Imbruglia, a esposa de Daniel Johns,do Silverchair.

Essa outra era o chiclete “Umbrella”, da Rihanna.

E essa outra aqui era “Alejandro”, da Lady Gaga, mas virou “Alexandre”!

A Fergie também não escapou e “Big Girls Don’t Cry” virou “O Destino nos Separou”.

O que acho das versões? Péssimas!, para não falar outra coisa. Mas aí é questão de gosto. O que não é questão de gosto é se o devido crédito aos autores originais não for dado, assim como não é questão de gosto caso a gravação da nova versão não tenha sido autorizada pelo artista ou a gravadora dos originais. Aí não é preconceito com o gênero, frescura do blogueiro, nem nada. É crime!

Peso pasteurizado e riff de clássico do Megadeth… Você pode pagar caro por conhecer o Glória!

Entre as bandas que mais fazem sucesso com a garotada atualmente está o Glória, grupo que tem um estilo musical assumidamente Emocore e nos últimos tempos tem incluído um pouco de peso à là Heavy Metal, embarcando na onda do sucesso do Avenged Sevenfold.

A autenticidade de todo esse peso é um pouco questionado. Usam aquelas guitarras dobradas, com um vocalista mais melódico que não é muito afinado e um outro vocalista que serve para ficar berrando.

A qualidade dos músicos? Bem, isso não é assim um problema. Eles inclusive contrataram recentemente o virtuoso e novato baterista Eloy Casagrande, da banda de Andre Matos. Agora, sabem quem produz o som deles? Rick Bonadio! O dono do selo Arsenal Music e que propaga boa parte do que mais tem música radiofônica.

E ao procurar algo mais sobre a banda, me deparo com um riff que me lembra uma banda genuinamente de Metal, o Megadeth de Dave Mustaine. Música de maior sucesso do grupo norte-americano “Symphony of Destruction” tem um dos riffs mais marcantes da história do Metal.

O Glória muito provavelmente conhece o riff, Rick Bonadio também. E os fãs do Glória agora passam a saber que há um bem semelhante lançado 18 anos depois do original. Plágio? Bom, um trecho bem menor do Angra que foi reutilizado pelo Parangolé foi parar na Justiça…

Enfim, se você teve a coragem de comprar ingressos para o “Dia Metal” do Rock In Rio, saiba que a banda tocará no mesmo palco de Metallica e Motörhead, embora não tenha tantas semelhanças, enquanto Angra, Korzus e Sepultura vão tocar em um palco secundário.

E o título “Vai Pagar Caro Por Me Conhecer” pode realmente fazer todo sentido a você, caro leitor que vai ao Rock in Rio.

Coldreplay: Uma cópia ainda mais descarada

O Coldplay é uma banda que eu gosto, mas não dá para deixar de admitir que algumas coisas da banda soam um tanto quanto estranhas, especialmente depois do lançamento do single “Every Teardrop Is A Waterfall”.

Pois a novidade da banda mal surgiu e junto apareceram as acusações de plágio. Opa… Plágio? Coldplay? Sim, você já viu o filme e agora está começando a ver mais um remake, uma “coincidência” da banda inglesa em relação a uma composição de outros músicos.

Se você estava em outro mundo e não viu nem ouviu nada sobre o processo de Joe Satriani sobre o Coldplay devido à repetição de frases musicais muito parecidas na música “Viva La Vida”, lançada em 2008, cinco anos depois de “If I Could Fly”, do guitarrista, aí vai.

A história deu muito o que falar e a ótima música “Viva La Vida”, que fez bastante sucesso durante pelo menos dois anos, foi motivo para um processo encerrado em 2009 após um acordo entre as partes.

Ok, mas será que antes de voltar a fazer uma gravação o Coldplay não se importou em tomar cuidado para não entrar pelo cano outra vez? Parece que não! Pois “Every Teardrop Is A Waterfall” é muito mais parecida com a original “Ritmo de la Noche”, lançada em 1990 pelo Mystic do que a faixa que causou problemas com Satriani.

Sim, em uma música de refrão bem parecido com um famoso ouvido aos domingos no Programa Sílvio Santos (“Ritmo…é Ritmo de Festa…. – quem não se lembra disso?) a música tem trechos idênticos e já causou polêmica nesta sexta-feira com o lançamento do single pelo Coldplay.

Se foi proposital, não dá para afirmar. Mas que parece muito mais cópia do que a música de Joe Satriani, isso eu quero ver alguém provar… Quer tentar? Então confira:

Angra também é plagiado por bandas estrangeiras de metal

Nesta semana a acusação do Angra de plágio contra o grupo Parangolé tomou grandes proporções e chamou a atenção para o uso de trechos em composições sem os devidos créditos.

Mas no caso o curioso era o fato de se tratar de um grupo de pagode/axé plagiando um de heavy metal. Mas o Angra também tem “inspirado” bandas de heavy metal nos últimos anos. As bandas Dragonforce e Unicorn utilizaram trechos bem parecidos com os de músicas do álbum Rebirth (2001), da banda brasileira.

No caso do Dragonforce, banda britânica de metal melódico, a música “Through the Fire & Flames”, faixa de abertura do disco Inhuman Rampage (2006) tem um trecho parecido com a abertura de “Acid Rain”, que curiosamente é a primeira faixa do disco do Angra lançado cinco anos antes.

Já a banda italiana Unicorn não teve muito pudor em repetir na música “Elysian Fields” a melodia do refrão de “Heroes Of Sand”. O interessante é que há uma frase idêntica em que até a palavra “Dreaming Somehow” é reutilizada. A música da banda italiana faz parte do álbum The 13th Sign, lançado em 2005, quatro anos depois do lançamento da original.

Os integrantes do Angra têm conhecimento do caso de plágio da banda italiana e deverão buscar um acordo ou processo, da mesma forma como estão tentando resolver com a banda Parangolé.

Parangolé repete trecho de música do Angra. Plágio?

Uma discussão entre músicos via Twitter ajudou na coleta de material para este post na tarde desta terça-feira, após a acusação de plágio por parte de integrantes da banda de heavy metal Angra contra o grupo de pagode/axé Parangolé.

Como este é um dos principais temas do blog Espelho Mau, resolvi dar uma conferida na música “Asevixe”, do Parangolé, e de primeira já percebi a cópia sem nenhum pudor de um riff de guitarra da música “Nova Era”, do Angra.

Com fãs do Angra inflados pelo baixista Felipe Andreoli e o guitarrista Kiko Loureiro, o cantor Léo Santana, do grupo de axé, se defendeu pelo Twitter afirmando não conhecer o Angra e lembrou que sua música já é tocada há pelo menos quatro anos… Mas a música do Angra foi registrada há dez anos.

“Nunca ouvir musicas desse Angra que você está falando. Só ouvir falar no nome da banda. Se levaram essa música lá, é problema dos compositores”, postou Léo Santana no Twitter. “Vou até falar com os parceiros pra ouvir mais Angra pra copiar mais ainda. gostei do plagio de tomba ê!rsr”, completou o cantor de axé, além de frases que o blog se recusa a escrever, já que o leitor não é obrigado a ler palavras baixas.

Pela lei as características para identificar um plágio são:

  • Compassos idênticos: A lei diz que duas músicas não podem ter mais de 4 compassos iguais. Vale lembrar que nem sempre ritmos parecidos são plagiados.
  • Letra da música: Duas músicas não podem ter letras idênticas, nem pode-se copiar as chamadas “palavras rítmicas” (exemplo: “Tê-tetere-teretetê”).
  • Ritmo e “batida”: Duas músicas diferentes podem ter ritmos e “batidas “muito semelhantes, para “desempatar” isto usam-se 3 conceitos : Análise da letra, análise das notas e consenso entre os autores.

Agora tire suas conclusões. Se é plágio ou não, é certo copiar frases musicais inteiras de uma obra em outra?