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Nossa, assim você me irrita!

Ouvi muito falarem de um tal de Michel Teló, decidi tentar saber de quem se trata e descobri que é o cara que gravou um dos maiores chicletes recentes da música nacional.

E aí ficou a dúvida: mas que porra de estilo musical é isso? Me responderam que é o tal Sertanejo Universitário, mais uma daquelas malditas subdivisões que só a música é capaz de proporcionar só para encher o saco.

Pois a música começa com uma batida reggae, depois parte para o forró, baião e a única coisa que não consigo identificar ali é o Sertanejo. Alguém me explica em que parte que está?

Mas outra curiosidade é que a música de Michel Teló é apenas uma versão (covers, a gente vê e ouve por aqui seja bom ou ruim). Pois a original do “Ai se eu te pego” é originalmente tocada por um grupo forrozeiro baiano chamado Cangaia de Jegue.

Também já houve versões em forró dos grupos Aviões do Forró e Garota Safada, além de uma versão pagode/axé do Parangolé (lembra aquele grupo que plagiou o Angra? então…). É aquela boa e velha tese de que nada é tão ruim que não possa piorar.

O que me impressiona um pouco na versão de Michel Teló é a mauricinhotização da música. “Sábado, no forró” da versão original se transforma em “sábado, na balada”, por exemplo, sem contar que a utilização daquele monte de gêneros musicais em um também tem como alvo buscar a garotada das baladas sertanejas.

Resposta para essa febre do “Ai se eu te pego”? Vai que é tua, Lemmy!

A volta dos que não foram

Toda vez que um músico ou uma banda anuncia uma turnê de despedida, não consigo me convencer da honestidade deles para com os seus fãs. Afinal, se os caras não se suportam mais, qual o motivo para darem uma esticadinha?

Aí você vai ouvir sempre aqueles argumentos de fãs defendendo o grupo que admira dizendo que seu músico já ganhou muito dinheiro e não precisaria fazer uma turnê caça-níquel. Mas faz!

O mais recente caso no Rock de entrar nesta barca furada é a banda alemã Scorpions, que há dois anos anunciou que faria uma turnê para se despedir dos fãs, além de um último álbum de estúdio intitulado Sting in the Tail (2010). Ok, o disco foi muito bom, os shows tiveram público razoável e então a banda deveria ter acabado, certo? Errado!

Após o lançamento de uma coletânea regravada neste ano, surgem agora rumores de que o Scorpions pode se apresentar novamente no Brasil em setembro de 2012. Ora, mas aquele show em São Paulo no ano passado não foi anunciado como o último no país? Foi e agora eles devem fazer o que seria o show derradeiro da carreira no ano que vem. E aí se render, quem sabe fazem outro disco, outra turnê, ou param por uns dois anos e depois fazem uma reunião…

E isso não é exclusividade das bandas de Rock. Para o público pagodeiro quem acaba de fazer uma turnê de despedida com shows lotados é o Exaltasamba. Ah, você confia neles? Então coloco cinquentinha na mesa e aposto que depois de gravarem trabalhos solo e encherem a burra, os caras decidem voltar daqui uns três ou quatro anos no máximo.

É desconfortável, os fãs podem acreditar nas boas intenções dos músicos, mas a realidade é que a arte também gira em torno do dinheiro e quanto mais o bolso estiver cheio, melhor. Condenável? Diria que não, desde que os músicos passem a deixar isso mais claro e parem com essa ladainha de que fazem tudo por amor ao público e não ligam para aquele chequinho gordo que pinga na conta.

Parangolé repete trecho de música do Angra. Plágio?

Uma discussão entre músicos via Twitter ajudou na coleta de material para este post na tarde desta terça-feira, após a acusação de plágio por parte de integrantes da banda de heavy metal Angra contra o grupo de pagode/axé Parangolé.

Como este é um dos principais temas do blog Espelho Mau, resolvi dar uma conferida na música “Asevixe”, do Parangolé, e de primeira já percebi a cópia sem nenhum pudor de um riff de guitarra da música “Nova Era”, do Angra.

Com fãs do Angra inflados pelo baixista Felipe Andreoli e o guitarrista Kiko Loureiro, o cantor Léo Santana, do grupo de axé, se defendeu pelo Twitter afirmando não conhecer o Angra e lembrou que sua música já é tocada há pelo menos quatro anos… Mas a música do Angra foi registrada há dez anos.

“Nunca ouvir musicas desse Angra que você está falando. Só ouvir falar no nome da banda. Se levaram essa música lá, é problema dos compositores”, postou Léo Santana no Twitter. “Vou até falar com os parceiros pra ouvir mais Angra pra copiar mais ainda. gostei do plagio de tomba ê!rsr”, completou o cantor de axé, além de frases que o blog se recusa a escrever, já que o leitor não é obrigado a ler palavras baixas.

Pela lei as características para identificar um plágio são:

  • Compassos idênticos: A lei diz que duas músicas não podem ter mais de 4 compassos iguais. Vale lembrar que nem sempre ritmos parecidos são plagiados.
  • Letra da música: Duas músicas não podem ter letras idênticas, nem pode-se copiar as chamadas “palavras rítmicas” (exemplo: “Tê-tetere-teretetê”).
  • Ritmo e “batida”: Duas músicas diferentes podem ter ritmos e “batidas “muito semelhantes, para “desempatar” isto usam-se 3 conceitos : Análise da letra, análise das notas e consenso entre os autores.

Agora tire suas conclusões. Se é plágio ou não, é certo copiar frases musicais inteiras de uma obra em outra?