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Paula Fernandes vai além do sertanejo e do heavy metal (!?!)

A voz da mineira Paula Fernandes é uma das melhores coisas que há atualmente na capenga música brasileira. A cantora é uma legítima representante da música sertaneja verídica, diferente daquele “sertanejo de apartamento” encarnado por Luan Santana e outros. Mas demonstra habilidade também em outros estilos.

Ok, minha área de atuação não costuma incluir música sertaneja, mas a beleza e a voz de Paula Fernandes me impressionaram muito nesta febre que ela alcançou após cantar com Roberto Carlos e estourar o hit “Pássaro de Fogo”.

Meu irmão me indicou uma preciosidade, um disco (chamado Dust In The Wind) gravado em 2006  pela cantora contendo apenas covers de sucessos do pop, do folk, do country norte-americano, do rock progressivo brasileiro, do rock inglês e… do Heavy Metal!

Ouvi o álbum inteiro, me interessei e decidi escolher duas emblemáticas para postar no Espelho Mau. A primeira é uma releitura bem feita de “Behind Blue Eyes”, gravada originalmente pelo The Who em 1971.

Já tinha ouvido outras versões do clássico e garanto, a versão de Paula Fernandes é muito melhor da que o insuportável Limp Bizkit tentou emplacar em 2003. E cá para nós, a voz e o visual dela são bem melhores que os de Fred Durst.

Como se não bastasse, Paula Fernandes se arriscou em um degrau acima e regravou “Nothing Else Matters”, um dos sucessos do Metallica no aclamado álbum que se chama Metallica, mas todo mundo conhece como Black Album desde o seu lançamento em 1991.

É claro que se trata de uma versão acústica, sem as guitarras do Metallica e sem aquela voz mais agressiva de James Hetfield em uma das principais baladas já gravadas pela banda norte-americana. E isso é um grande mérito da cantora ao deixar a música mais ao seu estilo, sem estragar, sem deixar a desejar como muita banda cover faz.

Em um momento musical em que todo sucesso pode ser questionável, as versões gravadas antes de a cantora ter atingido o sucesso mostram que há sim músicos que chegam ao estrelato com méritos. E Paula Fernandes já demonstrou que sua voz é muito potente seja para suas canções sertanejas, seja para covers de estilos musicais bem diferentes.

O bom, o mau e o feio… James Hetfield completa 48 anos

Aquela voz de adolescente espinhento de músicas como “Seek & Destroy” de James Hetfield foi se alterando ao longo dos 30 anos do Metallica e nesta quarta-feira o “vocalista por acidente” da banda norte-americana que tornou popular o Thrash Metal completa 48 anos.

Sim, James Hetfield era um dos guitarristas do Metallica e é muito bom no instrumento, mas como faltava alguém que cantasse na banda ele decidiu soltar seus berros e a brincadeira deu certo. O que deveria ser um quebra-galho se tornou uma marca do Metallica.

Enfim, nesses 48 anos foram muitos altos, muitos baixos e agora novamente altos na carreira de Hetfield e o Metallica. A briga do vocalista com o álcool foi brava e deu no que deu no terrível álbum St. Anger (2003), o pior da banda na opinião deste blogueiro (que não é um dos xiitas que odeiam Load e Re-Load).

Uma das marcas do Metallica são os inúmeros covers, o que é ótimo. Pois para este blog, banda que lança um álbum contendo apenas regravações, que toca ao menos um cover por show e abre cada apresentação com uma obra de Ennio Morricone é digna de muito respeito.

Falando em Ennio Morricone, aproveito para também homenagear Il Maestro, autor de várias peças que marcaram o cinema. E já que é para citar regravações, Morricone e Metallica, com vocês “The Ecstasy of Gold”, tema do filme italiano “Il buono, il brutto, il cattivo” (1996). Filme que foi lançado em inglês como “The Good, The Bad and The Ugly” e no Brasil recebeu a (sempre péssima) aportuguesada nomenclatura de “Três homens em conflito”.

A versão gravada oficialmente pelo Metallica para a coletânea We All Love Ennio Morricone, que foi lançada em 2007. Ela é um pouco diferente e mais longa que a apresentada na abertura dos shows da banda, quando as imagens exibidas no telão são do filme “Il buono, il brutto, il cattivo, de Sergio Leone.