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Surto e internação: Green Day volta para a geladeira

O vocalista do Green Day, Billie Joe Armstrong, está internado em uma clínica de recuperação e a banda pode ficar um longo período afastada dos palcos após um surto do frontman durante o festival I Heart Radio Music Festival, em que sua banda teve o set cortado em 20 minutos para dar mais tempo ao show do rapper Usher.

O episódio ocorreu há algumas semanas e depois de sair do palco xingando ao ver que tinha apenas um minuto de show enquanto tocava Basket Case. Billie Joe Armstrong reclamou, disse que está na estrada desde 1988 e soltou a seguinte frase: “Não sou a porra do Justin Bieber, seus filhos da puta!”. Irritado, ele ainda quebrou uma guitarra antes de deixar o palco. Confira o momento abaixo:

Depois da confusão o vocalista se internou em uma clínica de reabilitação para combater o abuso de drogas. Os próprios companheiros de banda não sabem em quanto tempo Billie Joe Armstrong poderá voltar a se apresentar com o Green Day. A própria gravadora admite a possibilidade de o retorno ocorrer apenas em 2013.

O Green Day estava em plena turnê de divulgação do álbum “Uno” e em breve terá o lançamento de “Dos”, que faz parte da trilogia de novos discos da banda. Ou seja, o ataque de fúria acabou sendo um grande problema para a banda e também para a gravadora.

Enquanto isso, o Metallica foi o substituto do Green Day no festival Voodoo Music + Arts, com direito a introdução de “American Idiot” e várias referências de James Hetfield à banda Punk.  “Nós! Somos! Green Day! Mas um pouco mais pesados”, brincou o vocalista do Metallica.

O Metallica ofereceu a música “Battery” a Billie Joe Armstrong. “Eles estão se resolvendo, espero que possam se acertar porque o mundo precisa deles”, afirmou James Hetfield ao público do festival.

E aí, o mundo precisa mesmo do Green Day? Confesso que a banda já não me agrada muito faz um bom tempo, mas admito que também curti o ‘piti’ de Billie Joe Armstrong. As bandas de Rock ou de pseudo-Rock estão muito bundonas, sem a menor graça.

Alanis Morissette desejou uma boa recuperação a Billie Joe Armstrong, elogiou em parte a atitude dele e completou cantando um cover de “Basket Case”. Como o blog gosta de regravações, covers, plágios, inspirações e afins, segue abaixo o vídeo:

Ouviu falar do Rock in Rio Lisboa? Pois já acabou…

 

Sepultura e Tambours du Bronx no Palco Mundo do Rock in Rio Lisboa 2012. Foto: Agencia Zero

No último domingo se encerrou mais uma edição do Rock in Rio Lisboa e pouco se falou sobre o festival aqui no Brasil, provavelmente devido à volta da edição brasileira do evento no ano passado e a confirmação de que teremos novamente o Rio de Janeiro como sede do Rock in Rio em 2013.

A principal novidade que foi noticiada em relação ao festival foi a confirmação das datas da estreante edição em Buenos Aires, na Argentina, que vai ter o evento nos dias 27, 28 e 29 de setembro, além de 4, 5 e 6 de outubro, enquanto o Rio fica com as datas de 13, 14, 15, 19, 20 e 21 de setembro.

Este blog não perdeu mais que dois minutos com qualquer um dos shows do Rock in Rio Lisboa 2012 e reparou apenas em alguns detalhes em relação à escolha das atrações para o Palco Mundo em comparação ao Rio de Janeiro no ano passado.

No primeiro dia do festival a atração principal do Palco Mundo foi o Metallica. O que foi o “dia do Metal” em Lisboa teve ainda os shows de Evanescence, Mastodon e Sepultura com Tambours du Bronx no palco principal, enquanto o Kreator (com Andreas Kisser) tocou no Palco Sunset.

Para quem não se lembra, a banda Glória foi a primeira atração do Palco Mundo no “dia do Metal” no Rio de Janeiro, enquanto o Sepultura tocou no Palco Sunset junto ao Tambours du Bronx. Aliás, não apenas o Sepultura, mas o Korzus e o parado Angra tocaram no palco secundário e a justificativa usada foram as parcerias.

Será que o Sepultura goza de mais prestígio em Portugal do que no Brasil?

Outra mudança em relação ao palco foi de Joss Stone, que subiu para o Palco Mundo no dia 2 de junho depois de ter tocado no entardecer do Rio de Janeiro no ano passado. No mais, em termos de atrações, o Rock in Rio brasileiro me parece ter sido bem melhor que o português, mesmo que os patrícios não tenham tido que aturar o show da Claudia Leitte…

No mais, tivemos algumas atrações interessantes como o Offspring, o Smashing Pumpkins e o Kaiser Chiefs, que se juntaram aos repetidos Stevie Wonder, Ivete Sangalo, Maroon 5 e Lenny Kravitz.

Metallica se junta à lista de bandas que têm seus próprios festivais

O Metallica não cansa de comemorar seus  30 anos e agora a bola da vez é a criação de um festival da banda. Os quatro cavaleiros anunciaram para os dias 23 e 24 de junho o festival Orion + More para Atlantic City, em New Jersey, nos Estados Unidos.

A banda norte-americana já se apresentou em vários festivais pelo mundo. É um dos poucos grupos de Heavy Metal que pode dizer ter tocado nos maiores festivais de música do mundo. E a justificativa do Metallica para a criação do festival é justamente essa.

Festivais criados por bandas ou músicos não é assim uma coisa tão inovadora na música. Já houve a empreitada de vários nomes que lançaram seus eventos, alguns muito bem sucedidos, outros nem tanto. Por isso decidi lembrar aqui alguns momentos em que os músicos viram organizadores.

Ozzfest

Sharon Osbourne é ótima em marketing. E isso ficou comprovado quando a mulher e empresária de Ozzy Osbourne decidiu criar um festival para o ex-vocalista do Black Sabbath. A primeira edição do Ozzfest foi em 1996 e desde então ele ocorre frequentemente nos Estados Unidos. Já participaram do Ozzfest bandas como Sepultura, Slayer, Soulfly, Pantera, Machine Head, Black Sabbath (em reunião com Ozzy Osbourne), Foo Fighters, System Of A Down, Slipknot, Linkin Park e até o Korn. Mas um momento curioso do festival foi na participação do Iron Maiden, em 2005. Conhecido por vez ou outra cornetar Ozzy Osbourne, Bruce Dickinson não foi bem compreendido antes do festival e acabou virando alvo de uma chuva de ovos do público, orquestrado por dona Sharon Osbourne.

Lollapallooza

Vocalista da banda de Rock Alternativo Janes Addiction, Perry Farrell idealizou o festival Lollapallooza e realizou a primeira edição em 1991. Com atrações como Metallica, Red Hot Chilli Peppers, Pearl Jam, Rage Against the Machine, Alice In Chains e Nine Inch Nails, entre outros, o festival teve duração até 1997 e depois acabou. A volta ocorreu de forma modesta em 2003 e desde 2005 o evento passou novamente a ser anual. No ano passado, Perry Farrell anunciou a expansão de seu festival antes realizado apenas nos Estados Unidos. Neste ano as cidades de Santiago, no Chile, e São Paulo, no Brasil, recebem o festival com um lineup bem variado. Em São Paulo, o grande nome é o do Foo Fighters.

Sepulfest

O Sepultura foi o representante brasileiro entre os aventureiros a festivais organizados pela própria banda, mas o evento acabou não tendo o retorno esperado. A primeira edição ocorreu em 2004, com algumas apostas bem variadas em São Paulo, misturando o grupo comediante Massacration com a Nação Zumbi os Ratos de Porão e o Claustrofobia. Dois anos depois, o Sepultura levou seu festival para Curitiba contando novamente com o Massacration em sua programação junto ao Korzus. O festival acabou não decolando.

Gigantour

Dave Mustaine foi mais rápido que o Metallica na criação de seu festival, no caso, uma turnê com grandes bandas de Heavy Metal. O vocalista e guitarrista do Megadeth (ex-integrante do Metallica) fundou seu evento em 2005, passando por várias cidades dos Estados Unidos ao lado de bandas como Anthrax, Dream Theater, Arch Enemy, Soulfly, Lacuna Coil e Children of Bodom. O Gigantour está confirmado para este ano, tendo como atração o Motörhead. Um momento legal do evento foi em 2005 com o tributo ao guitarrista Dimebag Darrell, assassinado durante show. Ao lado de Burton C. Bell (Fear Factory), Russell Allen (Symphony X) e do Dream Theater, Dave Mustaine tocou no palco a música “Cemetery Gates”, do Pantera.

Outras bandas também tentaram a empreitada com seus próprios eventos, casos de Blind Guardian e Mayhem, mas não foram tantos assim os que conseguiram sucesso com a aposta.

Metallica revisita passado em show histórico para fãs selecionados

Em suas comemorações pelos 30 anos de carreira o Metallica conseguiu no sábado superar o que havia feito durante a última semana em um show fechado para seu fã-clube em São Francisco, na Califórnia, contando até com o primeiro baixista Ron McGovney e o guitarrista Dave Mustaine, o líder do Megadeth, para ter todos os membros e ex-membros ainda vivos no mesmo palco pela primeira vez, algo que muitos não imaginariam ver.

Para o fã do Metallica, um show que começa com a música “Orion”, em homenagem a Cliff Burton, é algo para ser imortalizado. E aí começam a vir o cover de “Sabbra Cadabra”, do Black Sabbath, com o baixista original da música Geezer Butler, com a sequência tocando “Iron Man” e “Paranoid” tendo não apenas Butler, mas também um tal de Ozzy Osbourne no palco.

E aí você percebe que a banda norte-americana não está para brincadeira em suas comemorações em um show que muitos pagariam uma fortuna para ver, mas apenas aquele público de fiéis da banda é que tem a oportunidade de registrar e contar para os netos um dia.

O Metallica conseguiu reunir os ex-baixistas Jason Newsted e Ron McGovney (anterior a Cliff Burton), o ex-guitarrista Lloyd Grant, o guitarrista precursor Hugh Tanner, além de Dave Mustaine. Enfim, o Metallica reuniu toda a sua história e só não teve Cliff Burton na abertura tocando “Orion” devido à tragédia que vitimou o baixista em 1986.

No fim, ficou uma lição para várias outras bandas que se recusam a fazer uma reunião. O Metallica não precisou se desfazer de sua atual formação, bastou fazer shows para seus verdadeiros fãs incluindo a participação dos ex-membros. E isso deve deixar bastante incomodados aqueles que esperam ver isso do Guns N’ Roses, por exemplo, ou dos brasileiros de Sepultura e Angra.

Veja abaixo a set list do Metallica na noite de sábado:

1. Orion
2. Through the Never
3. Ride the Lightning
4. The God That Failed
5. Welcome Home (Sanitarium)
6. Rebel of Babylon
7. Blackened (com os membros do fã-clube Dennis e Annette Diaz
8. Dirty Window (com Bob Rock)
9. Frantic (com Bob Rock)
10. Sabbra Cadabra (com Geezer Butler)
11. Iron Man (com Ozzy Osbourne e Geezer Butler)
12. Paranoid (com Ozzy Osbourne e Geezer Butler)
13. King Nothing (com Jason Newsted)
14. Whiplash (com Jason Newsted)
15. Motorbreath (com Hugh Tanner)
16. Phantom Lord (com Dave Mustaine)
17. Jump in the Fire (com Dave Mustaine)
18. Metal Militia (com Dave Mustaine)
19. Hit the Lights (com Dave Mustaine, Lloyd Grant e Ron McGovney)
20. Seek & Destroy (com Jason Newsted, Dave Mustaine, Lloyd Grant, Ron McGovney, Hugh Tanner, Mark Osegueda e o Soul Rebels)

Metallica brinda fãs com festa histórica pelos 30 anos e música inédita

Há 30 anos o Metallica surgia com quatro cabeludos nos Estados Unidos, liderado pelo filho do ex-tenista e cineasta Torben Ulrich. Certo dia o baterista Lars Ulrich postou um anúncio no jornal The Recycler, James Hetfield leu e aí começou a ser parida a banda em Los Angeles.

Completaram o quarteto inicial o guitarrista Dave Mustaine e o baixista Ron McGovney, que logo daria lugar a um jovem monstro chamado Clifford Lee Burton, o Cliff Burton. Com dois guitarristas, um baixista e um baterista, só faltava encontrar alguém para os vocais. Como não conseguiram ninguém, James Hetfield assumiu o posto como tampão e não largou mais.

E a primeira gravação surgiu apenas no ano seguinte, quando a banda executou Hit the Lights para uma compilação chamada Metal Massacre. Depois veio a briga que tirou Dave Mustaine e botou Kirk Hammet em seu lugar e os álbuns Kill ‘Em All, Ride the Lightning e Masters of Puppets, até a morte de Cliff Burton, que teve a vaga ocupada por Jason Newsted.

Enfim, a história do Metellica é bem longa, mas cheguei ao ponto em que queria chegar. Pois Jason Newsted marcou um período no qual a banda ficou mais pop, em que os fãs sentiram saudades de Cliff Burton e resistiu até pouco antes do terrível álbum St. Anger (2003) e desde então viveu trocando farpas com os ex-parceiros de banda.

Até que na noite de segunda-feira Jason Newsted se juntou ao Metallica e subiu ao palco em um show especial com 6h de duração em San Francisco para comemorar os 30 anos da banda. E o pai de Cliff Burton também foi chamado para a comemoração da banda com a missão de contar histórias do filho. Uma noite memorável, que muitos pagariam o que não têm para ver.

E se alguém achou pouco um show deste tamanho, ainda tendo convidados de outras bandas como Slipknot e Scorpions e toda a nostalgia de uma festa na qual ficou faltando apenas Dave Mustaine, o líder do Megadeth, o Metallica tratou de presentear os fãs com uma música que ficou de fora do Death Magnetic: Hate Train

Quer saber mais sobre a festança? Então confira abaixo a setlist .

The Call of Ktulu
No Remorse
Leper Messiah
The Day That Never Comes
Carpe Diem Baby
Hate Train
Please Don’t Judas Me (cover do Nazareth)
Wherever I May Roam (com John Dent)
Sad But True (com John Marshall)
No Leaf Clover (com Apocalyptica)
One (com Apocalyptica)
Harvester of Sorrow (com Jason Newsted)
Damage Inc. (com Jason Newsted)
Motorcycle Man (cover do Saxon, com Biff Byford, do Saxon)
The Prince (cover do Diamond Head, com Sean Harris e Brian Tatler, do Diamond Head)
It’s Electric (cover do Diamond Head, com Sean Harris e Brian Tatler, do Diamond Head)
Helpless (cover do Diamond Head, com Sean Harris e Brian Tatler, do Diamond Head)
Am I Evil? (cover do Diamond Head, com Sean Harris e Brian Tatler, do Diamond Head)
Seek & Destroy (com Jason Newsted, John Marshall, Brian Tatler, Biff Byford, Apocalyptica e Soul Rebels Brass Band)

O México além de Chaves e Tequila

Ainda faltam alguns dias para o final dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, mas se você não aguenta mais ouvir falar no México, é preciso lembrar que muitas coisas boas saíram de lá além da Tequila, do Chaves e dos mariachis.

Ok, os mariachis não são a melhor referência para falar de coisas boas da terra do Chili. Mas não se pode dizer que musicalmente o México é um país com muitas qualidades. Pois é, você não precisa se limitar a ouvir o Maná querendo saber “como que seria poder viver sem ar”.

Também não estou falando do guitarrista Carlos Santana, que é ótimo no instrumento, chato para cacete cantando e irritante quando faz aquele amontoado de parcerias para caçar um níquel nos Estados Unidos.

A grata surpresa que conheci recentemente da música mexicana é uma dupla chamada Rodrigo y Gabriela, também conhecida como El Rodri y La Gabri. Mas não se engane pensando que é como as duplas da música tupiniquim (nada de Tico & Teco, Teodoro & Sampaio ou Faria & Lima).

O casal mexicano forma um duo e toca versões instrumentais de músicas bem mais pesadas do que geralmente um duo toca. E o segredo para isso é o fato de Rodrigo Sánchez e Gabriela Quintero terem se conhecido tocando em uma banda mexicana de Thrash Metal chamada Tierra Ácida para iniciarem uma parceria de sucesso pelos bares de Dublin, na Irlanda.

Embora o estilo não seja muito popular no Brasil, o duo mexicano faz sucesso em vários países europeus e já gravou álbuns ao vivo na França, na Inglaterra, na Irlanda e também no Japão. E se você é fã do filme “Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides” (conhecido no Brasil como “Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas”), certamente ouviu a trilha sonora que foi criada pelo gênio Hans Zimmer (confira no post anterior outra obra dele) e executada por Rodrigo y Gabriela.

Eles foram atrações do festival de Glastonbury na Inglaterra no ano passado e já chegaram até a ter a participação do baixista Robert Trujillo, do Metallica, em uma de suas apresentações.

Como as raízes desses mexicanos são o Heavy Metal, obviamente as versões mais legais deles não poderiam sair da linha. Os covers são de Metallica, Led Zeppelin, Megadeth e Slayer. A versão gravada para “Orion”, do Metallica é o meu cover preferido do duo e o motivo você pode conferir abaixo. A obra-prima deixada por Cliff Burton surpreende na nova roupagem.

Gostou? ficou curioso pelo trabalho composto pelo duo mexicano? Então confira o que eles aprontam na faixa “Viking Man”, lançada em 2006 no álbum homônimo do duo. Ah, o México!

11 de setembro de 2001: censura nas estações de rádio

Há dez anos os Estados Unidos acordavam com medo e chorando a morte das vítimas dos ataques terroristas organizados pelo grupo Al-Qaeda. Neste domingo muita coisa deve ser lembrada sobre o ocasião, como o aumento da segurança nos aeroportos, o legado dos escombros das torres gêmeas do World Trade Center, entre outros.

Mas talvez um dos fatos mais absurdos decorrentes do 11 de setembro de 2001 passe em branco: a lista de músicas que foram proibidas em 1.200 (MIL e DUZENTAS!!) emissoras de rádio controladas pelo grupo Clear Channel Communications. Sim, a censura chegou às emissoras de rádio dos Estados Unidos após a tragédia e as explicações disso até hoje seguem fajutas baseadas no termo “letras questionáveis”.

O vice-campeão em censuras foi o AC/DC, com “Dirty Deeds Done Dirt Cheap”, Hell’s Bells (a preferida do goleiro Rogério Ceni), “Highway to Hell”, “Safe in New York City”, “Shoot to Thrill”, “Shot Down in Flames” e a clássica “TNT”.

Claro, ao falar de inferno, tiros, morte, trabalhos sujos feitos de forma barata e a segurança de Nova York, o AC/DC daria motivos suficientes para que a assustada população não quisessem ouvir suas canções, já que tudo é motivo de piada para a banda australiana.

Mas teve coisa muito mais esquisita entre as proibições. Os senhores do grupo de mídia tiveram a coragem de banir a música “What A Wonderful World”, de Louis Armstrong, “Ob-la-di Ob-la-da”, dos Beatles, “New York, New York”, de Frank Sinatra, e aí vem outra curiosidade: proibiram “Live and Let Die” cantada por Paul McCartney, mas a versão do Guns N’ Roses para a música foi liberada.

O mesmo aconteceu com a música “Last Kiss”, proibida na versão de J. Frank Wilson, mas liberada quando executada pelo Pearl Jam. Bandas como Iron Maiden e Deep Purple não constam na lista, assim como o Megadeth marca presença, mas não com “Symphony of Destruction”, por exemplo.

O total de músicas proibidas chegou a 165, e o maior destaque foi o Rage Against The Machine, que conseguiu ter todas as suas músicas na lista e é claro que quando isso acontece a venda de discos aumenta e isso ajuda muito mais a banda, que recentemente retomou as atividades.

Bom, eu gostaria de colocar aqui o vídeo de cada uma das músicas proibidas, mas ficaria impossível navegar pelo blog e conferir. Assim sendo, vou colocar vídeos do campeão da censura Rage Against the Machine e do vice AC/DC.

Para quem quiser conferir as “proibidonas”, abaixo dos vídeos há a lista completa. Talvez fosse para chorar naquele momento, mas não dá para deixar de rir ao ver o quão patéticos os censores conseguiram ser nas rádios norte-americanas.

3 Doors Down: “Duck and Run”;
311: “Down”;
AC/DC: “Dirty Deeds Done Dirt Cheap”, Hell’s Bells, “Highway to Hell”, “Safe in New York City”, “Shoot to Thrill”, “Shot Down in Flames” e “TNT”;
The AD Libs: “The Boy from New York City”;
Alanis Morissette: “Ironic”;
Alice in Chains: “Down in a Hole”, “Rooster”, “Sea of Sorrow” e “Them Bones”;
Alien Ant Farm: “Smooth Criminal”;
The Animals: “We Gotta Get Out of This Place”;
The Bangles: “Walk Like An Egyptian”;
Barenaked Ladies:“Falling for the First Time”;
Barry McGuire: “Eve of Destruction”;
Beastie Boys:“Sabotage” e “Sure Shot”;
The Beatles: “A Day in the Life”, “Lucy in the Sky with Diamonds”, “Ob-La-Di Ob-La-Da” e  “Ticket to Ride”;
Billy Joel: “Only The Good Die Young”;
Black Sabbath:“Sabbath Bloody Sabbath” e “War Pigs”; 
Blood, Sweat and Tears: 
“And When I Die”;
Blue Öyster Cult:“Burnin’ for You”;
Bob Dylan: “Knockin’ On Heaven’s Door”;
Bobby Darin: “Mack the Knife”;
Boston: “Smokin'”;
Bruce Springsteen: “I’m Goin’ Down”, “I’m On Fire” e “War”;
Buddy Holly and the Crickets: “That’ll Be the Day”;
Bush: “Speed Kills”;
Carole King:“I Feel the Earth Move”;
Cat Stevens: “Morning Has Broken” e “Peace Train”;
The Chi-Lites:“Have You Seen Her”;
The Clash: “Rock the Casbah”;
The Crazy World of Arthur Brown: “Fire”;
Creedence Clearwater Revival: “Travelin’ Band”;
The Cult: “Fire Woman”;
The Dave  Clark Five: “Bits and Pieces”;
Dave Matthews Band: “Crash into Me”;
Dio: “Holy Diver”;
Don McLean: “American Pie”;
The Doors: “The End”;
The Drifters: “On Broadway”;
Drowning Pool:“Bodies”;
Edwin Starr: “War”;
Elton John:“Bennie and the Jets”, “Daniel” e “Rocket Man”;
Elvis Presley: “(You’re the) Devil in Disguise”;
Everclear: “Santa Monica”;
Filter: “Hey Man, Nice Shot”;
Foo Fighters: “Learn to Fly”;
Frank Sinatra: New York, New York”;
Fuel: “Bad Day”;
Fontella Bass:
 
“Rescue Me”;
The Gap Band: “You Dropped a Bomb on Me”;
Godsmack: “Bad Religion”;
Green Day: “Brain Stew”;
Guns N’ Roses:“Knockin’ On Heaven’s Door”;
The Happenings:“See You in September”;
Herman’s Hermits: “Wonderful World”;
The Hollies: “He Ain’t Heavy, He’s My Brother”;
J. Frank Wilson and the Cavaliers:“Last Kiss”;
Jackson Browne:“Doctor My Eyes”;
James Taylor: “Fire and Rain”;
Jan and Dean:“Dead Man’s Curve”;
Jerry Lee Lewis: “Great Balls of Fire”;
The Jimi Hendrix Experience: “Hey Joe”;
John Lennon: “Imagine”;
John Mellencamp: “Crumblin’ Down” e “Paper in Fire”;
John Parr: “St. Elmo’s Fire (Man in Motion)”;
Johnny Maestro & The Brooklyn Bridge: “The Worst That Could Happen”;
Judas Priest:“Some Heads Are Gonna Roll”;
Kansas: “Dust in the Wind”;
Korn: “Falling Away from Me”;
Led Zeppelin: “Stairway to Heaven”; 
Lenny Kravitz:
 “Fly Away”;
Limp Bizkit: “Break Stuff”;
Local H:“Bound for the Floor”;
Los Bravos: “Black is Black”;
Louis Armstrong: “What A Wonderful World”;
Lynyrd Skynyrd: “Tueday’s Gone”;
Martha and The Vandellas: “Dancing in the Street” e “Nowhere to Run”;
Megadeth: “Dread and the Fugitive Mind” e “Sweating Bullets”;
Metallica: “Enter Sandman”, Fade to Black”, Harvester of Sorrow” e “Seek & Destroy”;
Mitch Ryder & the Detroit Wheels: “Devil with a Blue Dress On”;
Mudvayne: “Dead Blooms”;
Neil Diamond:“America”;
Nena:“99 Luftballons” e “99 Red Ballons”;
Nine Inch Nails: “Head Like a Hole”;
Norman Greenbaum: “Spirit in the Sky”;
Oingo Boingo: “Dead Man’s Party”;
Ozzy Osbourne: “Suicide Solution”;
P.O.D.:“Boom”;
Paper Lace: “The Night Chicago Died”;
Pat Benatar: “Hit Me with Your Best Shot” e “Love is a Battlefield”;
Paul McCartney and The Wings: “Live and Let Die”;
Peter and Gordon: “I Go to Pieces” e “A World Without Love”;
Peter Gabriel: “When You’re Falling”;
Peter, Paul and Mary: “Blowin’ in The Wind” e “Leaving on a Jet Plane”;
Petula Clark: “A Sign of The Times”;
Phil Collins: “In the Air Tonight”;
Pink Floyd:“Mother” e “Run Like Hell”;
The Pretenders: “My City Was Gone”;
Queen:“Another One Bites the Dust” e “Killer Queen”;
R.E.M.:“It’s the End of the World As We Know It (And I Feel Fine);
Rage Against The Machine: Todas as músicas;
Red Hot Chili Peppers: “Aeroplane” e “Under The Bridge”;
Ricky Nelson: “Travelin’ Man”;
The Rolling Stones: “Ruby Tuesday”;
Saliva:“Click Click Boom”;
Sam Cooke: “Wonderful World”;
Santana: “Evil Ways”;
Savage Garden: “Crash and Burn”;
Shelley Fabares:“Johnny Angel”;
Simon & Garfunkel: “Bridge over Troubled Water”;
Skeeter Davis: “The End of the World”;
Slipknot: “Left Behind” e “Wait and Bleed”;
The Smashing Pumpkins: “Bullet with Butterfly Wings”;
Soundgarden: “Black Hole Sun”, “Blow Up the Outside World” e “Fell on Black Days”;
Steam: “Na Na Hey Hey Kiss Him Goodbye”;
Steve Miller Band: “Jet Airliner”;
Stone Temple Pilots: “Big Bang Baby” e “Dead and Bloated”;
Sugar Ray: “Fly”;
The Surfaris: “Wipe Out”;
System Of A Down: “Chop Suey!”;
Talking Heads: “Burning Down the House”;
Temple of the Dog:“Say Hello 2 Heaven”;
Third Eye Blind:“Jumper”;
The Three Degrees: “When Will I See You Again”;
Tom Petty and The Heartbreakers: “Free Fallen”;
Tool: “Intolerance”;
The Trammps:“Disco Inferno”;
U2: “Sunday Bloody Sunday”;
Van Halen: “Jump” e “Dancing in the Street”;
The Youngbloods: “Get Together”;
Zager and Evans: “In The Year 2525”;
The Zombies: “She’s Not There”.