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Cuidado: Internet mata!

A internet é um mundo, um segundo mundo. A música hoje também é movida por ela. Com ela você fica sabendo sobre os novos álbuns lançados por bandas das antigas e também das novidades que estão surgindo sem a ajuda da indústria das gravadoras.

Com o crescimento das redes sociais, a coisa piorou. O Facebook e o Twitter, duas ferramentas que eu gosto mundo, estão infestados de gente querendo aparecer, pedindo retuitadas, indicações, compartilhamentos, curtidas, comentários e afins. E alguns tentam aparecer de outra forma: espalhando falsas notícias.

Na madrugada deste domingo surgiu um boato forte sobre uma suposta morte de Lemmy Kilmister, o baixista, vocalista e líder do Motorhead, que já foi roadie de Jimi Hendrix e tem muita história para contar na música dentro e fora dos palcos. Lemmy teve problemas de saúde recentemente, o que fez com que sua banda cancelasse alguns shows, e na última semana deixou o show no meio durante o festival Wacken Open Air, na Alemanha.

Após os boatos nas redes sociais, um diretor de uma produtora de shows disse ter recebido telefonemas confirmando a morte de Lemmy e soltou um comunicado lamentando o ocorrido. Horas depois ele precisou se retratar ao saber que o velho líder do Motorhead estava vivo. Ou seja, a produtora matou e ressuscitou um músico.

Não foi a primeira vez. Não será a última. Hoje em dia não há o trabalho de checar as informações, muitos jornalistas usam Twitter e Facebook como fontes oficiais, mesmo quando as informações não partem das mídias oficiais das personalidades ou empresas. E não estou falando aqui que os jornalistas são os únicos errados, pois quem alimenta boatos e divulga falsa informação também está cometendo uma grande falha.

A babaquice feita com Lemmy foi apenas mais uma. Já tivemos o Twitter anunciando a morte de Bruce Dickinson, Justin Bieber, Bon Jovi, que precisou postar uma foto ironizando a notícia de sua morte, e até de Zé Ramalho, que teve a notícia de sua suposta morte anunciada em um grande portal depois dos boatos nas redes sociais, tendo a esposa do músico que vir a público desmentir e dizer que ele está vivo.

Tem graça anunciar a morte de alguém sem que ela tenha ocorrido? É legal querer noticiar primeiro, sem checar nada, só para falar que deu em primeira-mão um assunto que você nem sabe se é verdadeiro?

Este ano já tivemos muitas mortes a lamentar na música, como Dominguinhos, Chorão, Emilio Santiago, Claudio Leo, Alvin Lee, Clive Burr, JJ Cale, Chi Cheng, Trevor Bolde, Reg Presley, Ray Manzarek, Jeff Hanneman, Peter Banks, Dan Toler.

Será que já não basta listarmos tantos, de tantos estilos, e ainda queriam levar o Lemmy?

O mundo virtual pode estar afetando a sanidade das pessoas. Cuidado: Internet mata!

Então é Natal? Um 2012 menos bundão e mais Rock a todos!

E então? É Natal? É, talvez seja, ou não. Tudo depende de quando você está lendo este texto enquanto poderia estar comendo, bebendo, dormindo, entregando presentes ou tomando beliscões na bochecha da avó.

Enfim, este é o último post que escrevo em 2011. Claro, eu gostaria de ter feito muito mais. Inclusive programei outros discos que gostei no ano para resenhar como os do Coldplay, do Sepultura e do Foo Fighters. Mas não deu tempo, pois alguns devem saber que deixei o UOL Esporte na semana passada e então tive que cumprir uma série de burocracias para lá e também para a minha nova casa.

A partir do dia 3 de janeiro passo a fazer parte da assessoria de imprensa da Confederação Brasileira de Tênis. O blog continuará existindo, talvez ainda com esse material que deixei passar, mas com outras novidades também. O Espelho Mau é quase um filho para mim e como gosto de crianças, não pretendo abandoná-lo.

Enfim, voltando ao fato de cumprir ou deixar de cumprir coisas, eu deixei muitas a fazer neste ano não foi apenas no blog. Assim como cada um que perdeu um pouco do precioso tempo por aqui também deixou, ficou devendo e aquelas promessas de emagrecer, casar, adquirir uma propriedade e parar de beber (essa e a de emagrecer são meus clichês no fim de ano) novamente foram adiadas.

Não comemoro Natal. Desde cedo já soube que o Papai Noel não existia. Chamava até o sujeito que se vestia de vermelho naquele puta calor pelo nome verdadeiro enquanto as outras crianças ficavam ansiosas para que ele chegasse com os presentes. Mas ainda assim eu sou obrigado a admitir que acho esse “clima” bacana.

Se não for pedir muito (pedi algo até agora? Não? Ah, então aí vai), gostaria que essas pessoas que gostam de ficar com o coração mole no Natal, fizessem isso para a vida. Que tal dar bom dia para o porteiro sempre e não apenas no dia 25? Que tal tratar as outras pessoas como semelhantes sempre? Presentes? Sempre que posso presenteio as pessoas que gosto. Não preciso da desculpa do Natal e do “clima de paz” para isso. Uma das coisas que mais me irritam com o Natal é ver fulano aos abraços nos dias 24 e 25, mas quebrando o pau a partir do dia 26 de dezembro. Hipocrisia do cacete!

Enfim, desejo a todos os que acreditam e comemoram Natal, um Feliz Natal! E espero que 2012 seja um ano mais legal, mais progressivo, mais Rock e menos Emo, mais irresponsável e menos bunda mole para todos! Tenho novos planos, novos caminhos e novos desafios, espero conseguir cumprir até onde der, para depois voltar com novas promessas para 2013! É assim, muda o número, a gente fica mais velho, mas no fim, somos os mesmos.

Ah? Mas cadê a porra da música nesse blog? Ok, o texto ficou parecendo aqueles e-mails de fim de ano que você já marca automaticamente como Spam. Então, ficamos por aqui com um dos covers mais tocados nesta época do ano. Chega aí, Simonão!

Se preferirem, temos a versão original da música, Happy Xmas (War is Over) composta por John Lennon e a mardita Yoko Ono. A versão foi lançada oficialmente em 1971 e completa neste dezembro 40 anos.

E para quem gosta de algo um pouco mais pesado, seguem as melhores versões de todos os tempos para as músicas de Natal!

“We Wish You a Merry Xmas”, com Jeff Scott Soto, Bruce Kulick, Bob Kulick, Chris Wyse e Ray Luzier.

“Run Rudolph Run”, com Lemmy Kilmister, Billy Gibbons e Dave Grohl.

“God Rest Ye Merry Gentlemen”, com Ronnie James Dio, Tony Iommi, Rudy Sarzo e Simon Wright.

“Silent Night”, com Chuck Billy, Scott Ian, Jon Donais, Chris Wyse e John Tempesta.

Quer mais? Então compre o álbum We Wish You a Metal Xmas and a Headbanging New Year, que foi lançado em 2008 e tem ainda mais pérolas de Natal. Tem ainda o álbum A Twisted Christmas, do Twisted Sister, que é excelente.

Tem ainda o Skid Row tocando “Jingle Bells”

E fechamos a porta com o ex-vocal do Iron Maiden, Paul di Anno mandando “Another Rock and Roll Christmas”

See Ya!