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Rock agradável com saias, decotes, brincos e batons

Imagine as bandas de Rock mais clássicas, as que você mais gosta de escutar. Ok, provavelmente você já se imaginou em um show de um estilo no qual só há marmanjos em volta, na teoria, certo? Algumas garotas podem convencê-lo de que você está errado e comprovar que o gênero também é bem feminino.

Muitas bandas surgem ganhando a vida com covers de ídolos do Rock, mas poucas delas têm mulheres na formação. Mas algumas meninas mais espertas trataram de reinventar usando certa ironia no nome de suas bandas e viajando o mundo como a “versão feminina” do Ac/Dc, do Iron Maiden, do Kiss ou do Led Zeppelin.

Os nomes são excelentes. O australiano AC/DC formado apenas com mulheres é rebatizado como AC/DShe. Já as meninas fãs de Iron Maiden se aproveitam do nome da banda virando The Iron Maidens. Ainda há as mascaradas do KISSexy e as veteranas do Lez Zeppelin.

Outras bandas surgiram fazendo covers do AC/DC tendo apenas mulheres, mas o AC/DShe garante ser a primeira a fazer isso. O grupo foi formado em 1997 em São Francisco, na Califórnia (EUA).

Elas já dividiram o palco com bandas grandes como Aerosmith e Ted Nugent, e cá para nós, têm um visual bem bonito, o oposto do AC/DC original formado pelos irmãos Angus e Malcolm Young.

O nome das meninas também é caracterizado. A vocalista é Bonny Scott, as guitarrista são Agnes Young e Mallory Young, Philomena Rudd assume as baquetas e o baixo é de Riff Williams.

Também nos Estados Unidos e na Califórnia, mas em Los Angeles, foi formada a banda The Iron Maidens com uma ligação lógica ao Iron Maiden no ano de 2001. Mas foi em 2005 o ápice do grupo que lançou o álbum World’s Only Female Tribute to Iron Maiden contendo uma capa desenhada por ninguém menos que Derek Riggs, ex-desenhista oficial da banda, que fez as melhores capas da Donzela.

Curiosamente, Derek Riggs transformou o Eddie em Edwina, uma versão mulher do famoso mascote do Iron Maiden. Dois anos depois do álbum de estreia veio o Route 666, com produção do ex-guitarrista do Kiss, Bruce Kulick, além de participação especial de Phil Campbell (guitarrista do Motörhead) em “The Trooper”.

Elas ainda lançaram um EP intitulado The Root of All Evil em 2008 e em 2010 lançaram um DVD gravado ao vivo no Japão! E as meninas também passaram pelo Brasil em 2011.

Ah, os nomes delas também são alterados, com Kirsten Rosenberg rebatizada a Bruce Chickinson, Nina Strauss como Mega Murray, Courtney Cox como Adriana Smith (guitarrista em nível Miss Universo), Wanda Ortiz como Steph Harris e Linda McDonald como Nikki McBurrain.

Agora, e se por um dia o Gene Simmons tivesse uma aparência mais agradável? Não, isso não é possível exceto no KISSexy, banda formada em Milão, na Itália, em 1993.

Nesta banda a baixista Elena Scanabessi vira o personagem SexyDemon (o demônio de Gene Simmons), a baterista Barbara Caserta se transforma em SexyCat (do original CatMan de Peter Criss), a guitarrista e vocalista Sara Di Fonzo é a SexyStarChild (versão para o personagem de Paul Stanley), enquanto a única decepção no grupo fica com Sergio Leonarduzzi – Sim! É um homem! -, que interpreta o SpaceAce (personagem de Ace Frehley).

A banda tinha outra formação no início e se apresenta como a primeira versão feminina do Kiss. A baterista Barbara Caserta foi a criadora e é a única que continuou da formação original.

Para fechar o quarteto de tributos com belos atributos, tem o Lez Zeppelin. O nome deixa muito óbvio que se trata de uma banda feminina em homenagem ao Led Zeppelin e que é bem prestigiada entre músicos, tendo recebido elogios até de Joe Perry, guitarrista do Aerosmith.

Diferentemente da banda que é inglesa, o Lez Zeppelin foi formado em Nova York, nos Estados Unidos em 2005 já contando apenas com mulheres na formação. Diferentemente das outras versões aqui vistas, este tributo não tem os nomes das garotas trocados para fazer menção aos originais. A vocalista é Shannon Conley, a guitarrista é Steph Paynes, a baterista é Lessa Harrington-Squyres e a baixista é Megan Thomas.

O grupo já recebeu convites para tocar em grandes festivais como o Download Festival na Inglaterra e o Rock am Ring na Alemanha. Em 2007 gravou o eu primeiro álbum de tributo tendo como produtor Eddie Kramer, que trabalhou justamente com o Led Zeppelin e outras bandas grandiosas.

A vocalista Shannon Conley ainda tem um detalhe interessante. É conhecida como atriz e dubladora de filmes nos Estados Unidos. Ou seja, se você já assistiu a um desenho original do X-Men sem dublagem em português, procure pela personagem Abigail Brand. Antes dela a vocalista era a australiana Sarah McLellan, que se parece menos com Robert Plant, é mais bonita do que Conley e atualmente se dedica à culinária no blog The Aussie Who Ate The Big Apple.

Rock and Roll com pandeiro e tamborim, pode?

Quando uma banda grava algo que pode ser classificado como clássico, certamente ela vai receber diversos covers e versões da obra-prima. E em muitos dos casos as regravações atingem o máximo do inusitado.

Pois a “vítima” de hoje é o Led Zeppelin, a lendária banda inglesa que ajudou a fincar raízes do Rock no mundo e até hoje é cultuada pelo talento e o trabalho de Jimmy Page, Robert Plant, John Paul Jones e John Bonham.

Sim, você provavelmente vai argumentar que o máximo do inusitado que cometeram ao Led Zeppelin foi a Cláudia Leitte cantando “Dy’er Mak’er”. Mas no caso a banda deu motivos ao gravar um Reggae e abriu brechas para que vários aproveitassem para repetir aquela “batidinha à jamaicana”.

Eis que estamos acompanhando na redação do UOL os benditos Jogos Pan-Americanos e me surge uma propaganda na emissora oficial do evento divulgando um álbum de uma banda chamada Sambô. Rafael Krieger e eu chegamos à conclusão de que se tratava de uma versão de Led Zeppelin com pandeiro, tamborim e cavaquinho em rede nacional.

O problema é que a música em questão não era uma “Dy’er Mak’er” da vida, mas sim “Rock And Roll”! Quando você ou eu, ou qualquer um imaginou que haveria uma versão de samba para um clássico nomeado Rock And Roll?

Seria uma afronta? Cadê as guitarras? Cadê o Robert Plant rasgando a voz? Ah, esses pagodeiros… Sim, muitos podem pensar isso à primeira impressão, mas eu sou fã de covers e guardo até os mais bizarros. E podem acreditar que o blog Espelho Mau achou bem interessante a versão.

Não, o blogueiro não enlouqueceu pelas mais de 10h diárias de trabalho insano! A versão ficou interessante e é muito bem executada pelo Sambô, grupo que define seu estilo musical como Samba Rock, que obviamente é um estilo muito mais Samba do que Rock (ainda me questiono o motivo de terem incluído o Rock no nome, mas como o Rock in Rio também fez isso…).

O mais legal de tudo isso é pensar que a versão remete a um bar e você pode (deve!) acompanhar a versão saboreando uma boa cerveja!

Quer discordar do blogueiro? Xingar a mãe, dizer que quer que Rubens Lisboa vá visitar Omar Kadafi? Ok, pode ser. Mas primeiro confira abaixo o vídeo e avalie o nível da minha sanidade.

Para quem gostou, vale procurar outras versões surpreendentes da banda Sambô. Tem U2, Rolling Stones, Raul Seixas…

Senta lá, Cláudia!

O baixo número de atrações de Rock na quarta edição brasileira do festival Rock in Rio fez da cantora carioca Cláudia Leitte a vítima de reclamações de roqueiros contra o evento. Virou febre nas redes sociais a piadinha de que “se a Cláudia Leitte pode tocar no Rock in Rio, o Metallica tem que tocar no Carnaval da Bahia”.

São piadas, o público pega no pé contra o evento que tem Rock no nome, coisa normal e que poderia ser relevada por uma artista do tamanho que tem atualmente a cantora de axé, que leva multidões em seus shows e tem seus discos entre os mais vendidos. Mas a resposta de Cláudia Leitte beirou o infantil.

A cantora publicou em seu blog uma comparação do tratamento dos roqueiros que só querem Rock no Rock in Rio com o nazismo de Hitler, um dos acontecimentos que mais marcaram a humanidade e que nem deveriam ser citados em uma coisa banal como essa discussão de o Rock in Rio ter ou não Rock. Ela ainda criticou as atrações internacionais que se apresentaram no mesmo dia no Rock in Rio, as cantoras pop Kate Perry e Rihanna.

“Artistas internacionais vêm pra cá, mostram a bunda, atrasam-se por 2 horas pq estão dando uma festinha no camarim, não conseguem conciliar a respiração com o canto, não preparam espetáculos para o nosso povo, desafinam, enfim, pouco se importam conosco, querem beijar na boca, ir à praia e tomar nossa cachaça, e nós, que pagamos caro para assistir aos seus “espetáculos” em nossa terra, aplaudimos a tudo isso. Ah! É Rock! É Pop! É bom!”, escreveu a cantora.

Depois de escrever o post descobri fui informado que a cantora foi vaiada no Rock in Rio e não pelos roqueiros, mas pelo próprio público que estava lá para ver seu show. Em um vídeo divulgado no YouTube, Cláudia Leitte é vaiada após iniciar a música “Corda do Caranguejo”, quando o público que estava sendo esmagado à frente do palco gritava “Não!”. A reação da cantora foi: “A pergunta que não quer calar é a seguinte: Você aguenta o curso? Foi por isso que você se matriculou”, e aí deu no que deu. O pessoal não aprovou.

Não vi outras atrações do evento choramingando por isso, pelo contrário. Também me parece uma coisa muito desagradável um artista criticar o profissionalismo ou a falta dele por parte de outro cantor ou cantora que se apresentou no mesmo dia, no mesmo palco.

Ainda mais lembrando que no Brasil adoramos exaltar a quem exibe a bunda, não dispensamos a caipirinha, a cachaça, beijar na boca e etc. E os estrangeiros sempre ‘roubam’ o público de artistas brasileiros no Rock, em que as bandas nacionais estão cada vez contando com um público menor devido ao aumento de shows internacionais. Algum artista roqueiro protestou contra isso? Da mesma forma? Não.

E o set list apresentado pela cantora até que foi o “mais Rock” comparado com as cantoras que se apresentaram na última sexta-feira no dia de abertura do festival. Cláudia Leitte tocou “Manguetown” de Chico Science & Nação Zumbi, além de mandar o reggae do Led Zeppelin “Dy’er Mak’er” e um trecho de “(I Can’t Get No) Satisfaction”, dos Rolling Stones, durante “Beijar na Boca”, um dos sucessos da cantora.

Enquanto Claudia Leitte ainda está preocupada com os comentários após o seu show, a cantora baiana Ivete Sangalo, que se apresenta nesta sexta-feira no Rock in Rio, responde com bom humor e uma dose de ironia quando questionada se está preocupada por tocar axé no evento.

“Não vou fazer malabarismos, virar cambalhota, nem cantar uma música da Alanis Morissette para conquistar o público. Eu sou uma cantora de axé e por isso fui contratada no festival”, disse a cantora ao jornal O Globo.

Ivete Sangalo ainda lembra que o seu axé também tem guitarras e brinca ao lembrar que tem músicas com riffs pesados como heavy metal. “‘Dalila’ é a minha música mais Heavy Metal e vai estar no repertório também. Gosto muito de som pesado. Aliás, o axé tem uns riffs de guitarra, que, se apertar um pouco mais, vira Heavy Metal. Nada é mais Rock N’ Roll do que o axé”.

Com declarações deste tipo, duvido muito que a companheira ou rival de gênero musical de Cláudia Leitte tenha o mesmo tipo de reação para as reclamações do público roqueiro. Até porque o dia do Rock puro no festival foi no último domingo e já acabou.