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Vocalista e guitarrista do Metallica

Metallica brinda fãs com festa histórica pelos 30 anos e música inédita

Há 30 anos o Metallica surgia com quatro cabeludos nos Estados Unidos, liderado pelo filho do ex-tenista e cineasta Torben Ulrich. Certo dia o baterista Lars Ulrich postou um anúncio no jornal The Recycler, James Hetfield leu e aí começou a ser parida a banda em Los Angeles.

Completaram o quarteto inicial o guitarrista Dave Mustaine e o baixista Ron McGovney, que logo daria lugar a um jovem monstro chamado Clifford Lee Burton, o Cliff Burton. Com dois guitarristas, um baixista e um baterista, só faltava encontrar alguém para os vocais. Como não conseguiram ninguém, James Hetfield assumiu o posto como tampão e não largou mais.

E a primeira gravação surgiu apenas no ano seguinte, quando a banda executou Hit the Lights para uma compilação chamada Metal Massacre. Depois veio a briga que tirou Dave Mustaine e botou Kirk Hammet em seu lugar e os álbuns Kill ‘Em All, Ride the Lightning e Masters of Puppets, até a morte de Cliff Burton, que teve a vaga ocupada por Jason Newsted.

Enfim, a história do Metellica é bem longa, mas cheguei ao ponto em que queria chegar. Pois Jason Newsted marcou um período no qual a banda ficou mais pop, em que os fãs sentiram saudades de Cliff Burton e resistiu até pouco antes do terrível álbum St. Anger (2003) e desde então viveu trocando farpas com os ex-parceiros de banda.

Até que na noite de segunda-feira Jason Newsted se juntou ao Metallica e subiu ao palco em um show especial com 6h de duração em San Francisco para comemorar os 30 anos da banda. E o pai de Cliff Burton também foi chamado para a comemoração da banda com a missão de contar histórias do filho. Uma noite memorável, que muitos pagariam o que não têm para ver.

E se alguém achou pouco um show deste tamanho, ainda tendo convidados de outras bandas como Slipknot e Scorpions e toda a nostalgia de uma festa na qual ficou faltando apenas Dave Mustaine, o líder do Megadeth, o Metallica tratou de presentear os fãs com uma música que ficou de fora do Death Magnetic: Hate Train

Quer saber mais sobre a festança? Então confira abaixo a setlist .

The Call of Ktulu
No Remorse
Leper Messiah
The Day That Never Comes
Carpe Diem Baby
Hate Train
Please Don’t Judas Me (cover do Nazareth)
Wherever I May Roam (com John Dent)
Sad But True (com John Marshall)
No Leaf Clover (com Apocalyptica)
One (com Apocalyptica)
Harvester of Sorrow (com Jason Newsted)
Damage Inc. (com Jason Newsted)
Motorcycle Man (cover do Saxon, com Biff Byford, do Saxon)
The Prince (cover do Diamond Head, com Sean Harris e Brian Tatler, do Diamond Head)
It’s Electric (cover do Diamond Head, com Sean Harris e Brian Tatler, do Diamond Head)
Helpless (cover do Diamond Head, com Sean Harris e Brian Tatler, do Diamond Head)
Am I Evil? (cover do Diamond Head, com Sean Harris e Brian Tatler, do Diamond Head)
Seek & Destroy (com Jason Newsted, John Marshall, Brian Tatler, Biff Byford, Apocalyptica e Soul Rebels Brass Band)

O bom, o mau e o feio… James Hetfield completa 48 anos

Aquela voz de adolescente espinhento de músicas como “Seek & Destroy” de James Hetfield foi se alterando ao longo dos 30 anos do Metallica e nesta quarta-feira o “vocalista por acidente” da banda norte-americana que tornou popular o Thrash Metal completa 48 anos.

Sim, James Hetfield era um dos guitarristas do Metallica e é muito bom no instrumento, mas como faltava alguém que cantasse na banda ele decidiu soltar seus berros e a brincadeira deu certo. O que deveria ser um quebra-galho se tornou uma marca do Metallica.

Enfim, nesses 48 anos foram muitos altos, muitos baixos e agora novamente altos na carreira de Hetfield e o Metallica. A briga do vocalista com o álcool foi brava e deu no que deu no terrível álbum St. Anger (2003), o pior da banda na opinião deste blogueiro (que não é um dos xiitas que odeiam Load e Re-Load).

Uma das marcas do Metallica são os inúmeros covers, o que é ótimo. Pois para este blog, banda que lança um álbum contendo apenas regravações, que toca ao menos um cover por show e abre cada apresentação com uma obra de Ennio Morricone é digna de muito respeito.

Falando em Ennio Morricone, aproveito para também homenagear Il Maestro, autor de várias peças que marcaram o cinema. E já que é para citar regravações, Morricone e Metallica, com vocês “The Ecstasy of Gold”, tema do filme italiano “Il buono, il brutto, il cattivo” (1996). Filme que foi lançado em inglês como “The Good, The Bad and The Ugly” e no Brasil recebeu a (sempre péssima) aportuguesada nomenclatura de “Três homens em conflito”.

A versão gravada oficialmente pelo Metallica para a coletânea We All Love Ennio Morricone, que foi lançada em 2007. Ela é um pouco diferente e mais longa que a apresentada na abertura dos shows da banda, quando as imagens exibidas no telão são do filme “Il buono, il brutto, il cattivo, de Sergio Leone.