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Amy Winehouse, uma legítima rock star

Aos 27 anos morreu Amy Winehouse e muitos vão passar dias, semanas, meses e anos discutindo a causa da morte, as polêmicas e o estilo de vida da inglesa que tirou a música pop daquele inferno de mesmice em que a dança ganhou mais importância do que a música.

Considero a cantora como a única Rock Star da década de 2000. Afinal, nada que surgiu no rock depois da primeira metade dos anos 90 fez referência a aquilo que havia sido um dia o gênero musical. Na forma de usar o ‘foda-se’ para se apresentar, no ‘tô cagando’ para a mídia e agora em sua morte também na mesma idade de monstros como Brian Jones, Janis Joplin e Jimi Hendrix, entre outros.

E isso justamente pelo fato de geralmente as estrelas mortas do rock causarem mais comentários negativos pelo que fizeram fora dos palcos do que pelo genial que fizeram sobre o palco, ou nos estúdios.

E aí você vai ler muito nos próximos dias gente falando que ela não é um ídolo, é uma drogada, uma doente e por aí vai. Para mim, o lado ‘em que mundo estou?’ da cantora é exatamente o que personifica um ídolo.

Considero ídolos aqueles que alcançam o que nunca terei nem pretensão, aqueles que vivem sem limites e acabam pagando por isso. Se quiser um ídolo de porcelana, perfeito, modelo-padrão, que cada um compre seu santinho e reze por ele, oras!

Outra coisa que vai dilatar o saco é que o talento da cantora provavelmente ficará de lado nos próximos dias. Afinal, é algo que hoje não vende. As pessoas consomem o escândalo, a polêmica e depois compram qualquer coletânea feita nas coxas para se dizerem fãs.

Como este blog é um espaço em que são valorizados os covers, versões e afins, encerro com uma bela versão de “All My Loving” (daqueles tais Beatles) executada por Amy Winehouse. E isso não é uma homenagem à cantora, mas à música, que perdeu algo grandioso.

Enfim, mais vale uma Amy Winehouse morta do que um Restart (ou tudo o que se produz de música chata atualmente) vivo.