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Se reinventando com o passado

Seguindo uma linha um tanto quanto parecida com a executada pelo AC/DC, o Krokus é ao lado do Gotthard uma das principais bandas suíças de Rock e já passou por diversas fases, sendo a mais bem sucedida na década de 80, quando se meteu com discos entre os 50 mais vendidos de Estados Unidos e Reino Unido, resultado alcançado com álbuns como “Hardware” (1981), “One Vice at a Time” (1982), “Headhunter” (1983), “The Blitz” (1984), que trouxe um cover bem mais ou menos da música “Ballroom Blitz”, do Sweet, e “Change of Address” (1986).

Mas como boa parte do que fez sucesso no Hard Rock dos anos 80, a fonte secou. A partir dos anos 90 foram idas e vidas, mudanças de formação e o sucesso só foi alcançado novamente em seu próprio território nos anos 2000.

Não que a música fosse ruim, mas aquela história de gravar ‘todo ano o mesmo disco’ não funciona com toda banda. Os álbuns dos anos 2000, “Rock the Block” (2004) e “Hellraiser” (2006) são bons, trazem uma pegada legal, que sempre te fazem lembrar daquela já citada banda australiana.

Em 2010, o álbum “Hoodoo” trouxe uma versão de “Born to be Wild”, do Seppenwolf, uma das músicas mais gravadas em covers em toda a história, mas o resultado foi bem legal e no disco (essa expressão ainda existe?) seguinte, “Dirty Dynamite” (2013), os caras gravaram “Help!”, dos Beatles, que nem de longe lembra a versão original e isso é uma coisa animadora, gosto quando os caras ‘desrespeitam’ mesmo.

O uso dos covers nos discos mais recentes traçaram o caminho até “Big Rocks”, lançado em janeiro de 2017, que nos traz 12 covers e uma regravação de um dos sucessos da banda. O álbum só tem petardos, uma porrada atrás da outra iniciando com a introdução do riff de “N.I.B”, do Black Sabbath, seguida de “Tie Your Mother Down”, do Queen, “My Generation”, do The Who, “Whild Thing”, do The Troggs, e “The House of the Rising Sun”, do The Animals, numa versão bem encorpada e a rasgada voz de Marc Storace, combinação excelente.

Outras revisitadas são “Gimme Some Lovin’”, do Spencer Davis Group, “Whole Lotta Love”, do Led Zeppelin, esta sem trazer nada de especial em relação aos milhares de covers já gravados. É bem executada, mas tem aquela coisa, né? Várias bandas já a executaram bem.

“Summertime Blues”, de Eddie Cochran, é mais uma que teve diversas gravações diferentes, mas neste caso a versão do Krokus ficou bem diferente das demais e traz do Rockabilly para o ‘Hardão’ mesmo, uma roupagem bem diferente. “Born to be Wild” é um pouco diferente da já gravada anteriormente pela banda, mas prefiro a primeira.

A versão para “Quinn the Eskimo”, de Bob Dylan, é uma das mais interessantes do disco, ao lado de “Jumpin’ Jack Flash”, último cover do álbum, já que a faixa final é uma regravação de “Back Seat Rock n’ Roll”, do próprio Krokus.

E como destaque a própria banda escolheu “Rockin’ in the Free World”, de Neil Young, para ganhar um vídeoclipe. A versão ficou muito boa e o vídeo traz imagens de um jovem carregando o mundo nas mãos sobre um skate enquanto passa por imagens de Adolf Hitler, Elvis Presley, Fidel Castro, Muhammad Ali, Donald Trump, o ataque às Torres Gêmeas, a Segunda Guerra Mundial, entre outras imagens e figuras históricas.

O clipe ficou bem legal, explorou assuntos históricos e do momento atual, em um período no qual são poucos os que fazem vídeos interessantes, e a música casou bem com o vídeo, assim como  com a pegada imposta pela banda, o riff é daqueles que ficam na cabeça durante dias.

Enfim, muitas bandas fazem discos com covers, você já deve ter ouvido vários bons e ruins, mas “Big Rocks”, do Krokus, é daqueles que você não se arrepende de repetir, repetir e repetir, mesmo a banda tendo esse histórico repetitivo.

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Bom humor e inteligência. Precisa de mais para ouvir o ‘joker’ Edguy?

Tobias Sammet não é um cara sério, nunca foi. E é exatamente com o bom humor e as fanfarronices do vocalista e compositor alemão que o Edguy segue vivo como uma banda que tem origem no Heavy Metal Melódico.

Muitos críticos do músico e de sua banda principal – ele ainda tem o projeto paralelo Avantasia – argumentam que o Edguy faz hoje um estilo mais puxado para o Hard Rock do que para o Heavy Metal Melódico. Ora, não é o Metal Melódico que já deu no saco? Pois o Edguy inventa e segue como uma das pouquíssimas bandas do gênero a fazer isso e se dar bem.

Como isso aqui se trata de uma lembrança dos bons discos de 2011, o álbum Age of the Joker não poderia ficar de fora. Em meus quesitos particulares avaliados, o álbum da banda alemã pontua bem em todos. É direto, é engraçado, é pegajoso, é bem produzido e tem uma boa dosagem de peso quando necessário.

A abertura com a faixa “Robin Hood” é precisa. A música ainda foi escolhida também para o primeiro videoclipe de Age of the Joker, que ficou bastante engraçado e irônico. A sequência com “Nobody’s Hero” mantém a pegada com aquele refrão pegajoso.

É a partir daí que surge o principal motivo para críticas, já que o Hard Rock começa a ser predominante, novas sonoridades são testadas, há aquele espaço para as baladas e então começo a questionar o motivo de não serem músicas radiofônicas por aqui, já que o estilo casa bem com outras que rolam vez ou outra em FMs de Rock.

Nos charts da Alemanha, Age of the Joker atingiu o posto de terceiro álbum mais vendido, algo que nenhum outro álbum da banda havia chegado perto. Vale lembrar que os toques de Hard Rock já vieram no álbum anterior, Trinnitus Sanctus, lançado em 2008, mas o alcance havia sido menor.

Só não gostei de uma coisa no álbum. A forma como ele termina. Pois a sequência com “Behind the Gates to Midnight World” e a bonjoviana “Every Night Without You” chega a dar um pouco de sono depois de um disco que começou tão aceso. Mas para o público mais “romântico”, a última música pode cair bem. Aí vai de gosto mesmo.

Não deixe de conferir o ótimo vídeo de “Robin Hood” abaixo, em uma das melhores paródias já feitas pelo Edguy (e olha que eles gostam disso!). Claro que as coelhinhas do clipe de “Superheroes” ainda chamam mais a minha atenção. Questão de gosto!

Imortais

Música e velocidade muitas vezes estão interligados. Quando não é a música que dá a você aquela vontade de acelerar contra o vento, é própria corrida que causa o momento de ouvir um som agradável, de preferência, veloz.

O barulho de uma guitarra vez ou outra se assemelha ao de um motor de carro, uma moto, ou qualquer coisa que se mova ferozmente. Como pode ser comprovado no vídeo abaixo em que pude ver e ouvir ao vivo no ano passado durante o prêmio Capacete de Ouro o guitarrista Kiko Loureiro fazendo na guitarra uma volta de Rubens Barrichello no circuito de Spa-Francorchamps da Fórmula 1.

Criei este blog para escrever sobre música e acho que as homenagens após mortes geralmente soam piegas. Mas quando uma sequência de fatalidades marca algo que gosto, fica difícil não encarar a pieguice.

Nos últimos dois domingos morreram dois pilotos notáveis. Primeiro o inglês Dan Wheldon em Las Vegas pela Indy e depois o italiano Marco Simoncelli pela MotoGP. Sim, muitos outros pilotos já morreram e isso fascina no esporte a motor: encarar o medo e se arriscar em uma atividade em que você sabe que um erro pode ser fatal, embora muitos se esqueçam quando há um longo período sem fatalidades.

Morrer fazendo o que mais gosta é muito digno e comove. Não há como ser diferente. É claro que ninguém quer morrer, mas todos morrem seja nas pistas, em casa, na padaria, no avião, no hospital ou qualquer outro lugar e hora determinada.

Lembrando disso e ouvindo pela enésima vez uma canção de David Coverdale chamada “The Last Note of Freedom” no caminho para casa senti vontade de escrever e relembrar a origem da música.

Em 1990 um filme chamado “Days of Thunder” (em português, “Dias de Trovão”) ganhou as telas pelo mundo tendo no elenco Tom Cruise, Nicole Kidman e Robert Duvall. A história era sobre um piloto da Nascar que era abusado, arrojado se arriscava e depois de muita encrenca chegava ao título da categoria recheada de acidentes nos ovais.

A trilha sonora para o filme também foi especial. Composta por David Coverdale em parceria com Billy Idol e Hans Zimmer. A interpretação de Coverdale é poderosa e única. O tema da música é simples: amor pela velocidade. Bom, eu era criança quando ouvi pela primeira vez o tema e ainda hoje não me canso de escutar.

Medo de morrer todos temos, mas quando ignoramos e encaramos este “inimigo” nos tornamos mais dignos. Como Wheldon, Simoncelli, Ayton Senna, Greg Moore, Dale Earnhardt, Gilles Villeneuve, Roland Ratzenberger, Henry Surtees, Gustavo Sondermann, Rafael Sperafico e tantos outros heróis das pistas.

Axl Rose transformou Guns N’ Roses em banda cover de luxo

O Guns N’ Roses pode ser considerado como uma das últimas grandes bandas do Rock And Roll legítimo, mas o Rock in Rio mostrou mais uma vez que Axl Rose e sua trupe estão piorando com o passar do tempo e a culpa é justamente do líder.

Axl Rose perdeu o voo que trouxe a banda ao Brasil, chegou ao Rock in Rio apenas na tarde do dia em que faria o show de encerramento do evento e subiu ao palco parecendo uma mistura do Leôncio (leão marinho do desenho Pica-Pau) e o Máscara (aquele interpretado por Jim Carey), devido ao chamativo casaco amarelo usado como uma capa contra a torrencial chuva na Cidade do Rock.

A promessa era um set list com mais de 30 músicas, o que foi anunciado posteriormente em programas de TV como se tivesse ocorrido, mas a lista foi bem reduzida. Ficaram de fora músicas como “My Michelle”, “Out ta Get Me”, “Madagascar”, “Whole Lotta Rosie” (do AC/DC), “Nice Boys”, “Used to Love Her”, “Oh My God” e “Think About You”, além de várias do famigerado álbum Chinese Democracy.

Ok, o Guns N’ Roses executou sucessos necessários para um bom show. Mas em alguns momentos foi possível ver Axl Rose fazendo uma mini-reunião para anunciar para a própria banda a próxima música do show. Isso fica nítido em “Nightrain”, em que o som vaza no microfone do vocalista e dono da banda.

Muitos fãs da fase clássica do grupo norte-americano criticam os músicos da fase atual, querem uma reunião com Slash, Duff McKagan e cia limitada, mas me parece que o problema atual do Guns N’ Roses não é em torno dos músicos, que tocam de forma competente, mas do próprio Axl Rose.

Pois é difícil admitir que muito cantor de banda cover cantaria algumas músicas melhor do que o atual Axl Rose, que consegue errar durante os próprios clássicos, como em “November Rain”, em que ele até improvisou um “it’s hard to hold a candle in the cold brazilian rain” no começo (já que o palco estava cheio d’água), mas depois de se atrapalhou todo na parte final da música enquanto cantava e tocava piano.

Dj Ashba, Ron “Bumblefoot” Thal e Richard Fortus fazem um bom trabalho nas guitarras. Dizzy Reed dá o ar da graça ao tocar no piano o clássico “Baba O’ Riley”, do The Who, além de Bumblefoot tocar o tema da Pantera Cor-de-Rosa em seu solo.

Até mesmo no solo de “Sweet Child O’ Mine” dá para deixar passar em branco o fato de não ter Slash, já que a execução de Bumblefoot é bem honesta. Mas em “Knockin’ On Heaven’s Door” bate a saudade da banda antiga. Se antes o Guns N’ Roses “tornou sua” a música composta por Bob Dylan, o novo formato apresentado não empolga.

Outro ponto ruim é que em alguns momentos do vídeo em que assisti do show na noite desta segunda-feira, Axl Rose parece contar com uma “ajuda” em seu vocal durante algumas músicas e não estou falando de backing vocals.

É ruim saber que você fez bem em dormir para cumprir corretamente suas tarefas no trabalho, ignorando o show de uma grande banda. É péssimo ver que o Guns N’ Roses de hoje está mais para uma banda cover e pior ainda é perceber que o maior defeito da banda atualmente é o próprio Axl Rose.

Talvez nem uma reunião com os membros da formação clássica (o que não deve acontecer, já que Axl não se mostra muito humilde para chamar de volta os ex-companheiros) seja capaz de salvar o que um dia esteve entre as maiores bandas do mundo.

Set list
Chinese Democracy
Welcome To The Jungle
It’s So Easy
Mr. Brownstone
Sorry
Solo Richard Fortus
Live and Let Die
Rocket Queen
This I Love
Solo DJ Ashba
Sweet Child O’ Mine
Estranged
Better
Solo de Dizzy Reed/”Baba O’Riley” (The Who)
Street Of Dreams
You Could Be Mine
“Sunday Bloody Sunday” (U2)
“November Rain”
Solo de Ron “Bumblefoot” Thal/tema de Pantera Cor-de-Rosa
Knockin’ On Heaven’s Door
Night Train

Bis
Patience
Paradise City

Cover próprio e pornografia. Lembra do Skid Row?

“Remember yesterday, walking hand in hand…Love letters in the sand – I remember you”. Muitos conhecem este refrão, principalmente as meninas que tinham entre 15 e 20 anos no final dos anos 80 e no início dos 90.

Trata-se da melosa “I Remember You”, um sucesso da banda de hard rock Skid Row, na época liderado por Sebastian Bach, chamado de ‘sex symbol’ pelas meninas e de ‘veado’, pelos meninos. A música é número 10 do álbum homônimo da banda, lançado em 1989, e foi escrita pelo baixista Rachel Bolan e o guitarrista Dave Sabo.

A ideia aqui é falar sobre covers e neste caso, escrevo pela primeira vez de um cover feito pela mesma banda. Pois em 2003, com uma nova formação sem contar com o carismático Sebastian Bach (aquele que saiu chorando após ser vaiado no dia mais pesado do Hollywood Rock) e o baterista Rob Affuso substituídos respectivamente por Johnny Solinger e Phil Varone, o Skid Row relançou a música no álbum Thickskin em uma versão mais acelerada e com o nome “I Remember You Two”.

E é exatamente sobre o baterista da segunda versão o caso mais curioso. Afinal, um cara que tem o sobrenome Varone e resolve divulgar vídeos no qual faz sexo com as groupies tem muita história nas costas.

Varone, de 43 anos, já apareceu em séries de TV nos Estados Unidos, foi casado com uma atriz pornô e sua vida ficou tão badalada que o próprio deixou o então obscuro Skid Row logo no ano seguinte à gravação para poder cuidar da vida de estrela. Desde então, ele grava apenas com sua própria banda, o Saigon Kick, e nesta terça-feira lançou um DVD pornô duplo chamado “Phil Varone’s Secret Sex Stash”.

Não contente, Varone promete lançar um “consolo” com o molde de seu instrumento de trabalho, e não estou falando das baquetas. O material será acompanhado de uma camisa com a frase: “Eu fiz sexo com Phil Varone”.

Bom, e o Skid Row? É, deles faz muito tempo que ninguém ouve falar mesmo após terem lançado seu álbum mais recente em 2006 com o nome Revolutions per Minute. Qualquer lembrança da banda de Paulo Ricardo é mera coincidência.

Um mundo selvagem com Cat Stevens, Mr. Big e a dupla Pepê e Neném

Embora qualquer gravação musical não possa ser simplesmente apagada, há algumas composições que vão além e ganham mais vida ao longo do tempo com novas versões do músico original ou dos covers (meu assunto favorito).

Neste quesito, o compositor e músico inglês Cat Stevens (que mudou seu nome para Yusuf Islam após se converter ao islamismo) conseguiu escrever uma obra-prima. Gravada por Stevens em 1970 no álbum Tea for the Tillerman, a música “Wild World” (traduzindo: Mundo Selvagem) foi um dos maiores sucessos do cantor e renasceu com o tempo.

“Wild World” virou reggae com Jimmy Cliff em 1971, no mesmo ano em que oito outros artistas regravaram e lançaram suas versões. Em 1993 foi a vez de a banda de hard rock Mr. Big dar vida nova ao clássico que conta aquela típica história do sujeito abandonado pela amada (que também pode ser encontrada em boa parte do Glam Rock, do Pagode, do Sertanejo, do Emo e dos Coloridos).

Outras várias gravações foram registradas por músicos como James Blunt, UB40 e Tesla. Mas uma que me chama a atenção é a versão da dupla Pepê e Neném! Sim, quem não se lembra das duas garotas Potiara e Potiguara, que estouraram no final dos anos 90? Pois é, eu também não me lembrava até decidir fazer este post.

As gêmeas cariocas que já chegaram aos 40 anos, saíram de uma infância pobre no Rio de Janeiro, fugiram de casa por apanharem do pai e fizeram sucesso em 1999, gravaram no segundo álbum uma versão para “Wild World”, com o nome “Nada me faz esquecer”.

A versão não era lá grande coisa e elas acabaram caindo no esquecimento. Recentemente a dupla reapareceu alegando ter sido roubada pelo empresário e lançou o álbum Imprevisível Demais. Pois é, nem você, nem eu, diria que quase ninguém ouviu falar do álbum e ninguém sabe novamente onde as irmãs foram parar.

E o Cat Stevens? Bem, depois de se converter ao islã o cantor acabou sumindo de vez e só apareceu depois de uma declaração polêmica após o fatídico 11 de setembro de 2001, quando suas músicas foram proibidas em rádios de Nova York. Anos depois também foi proibido de entrar nos Estados Unidos.

Ou seja, a única coisa que permaneceu foi a música, que seja por Cat Stevens, por Jimmy Cliff, por James Blunt, por Mr. Big ou por Pepê e Neném, vez ou outra é tocada nas FMs. E muita gente (mais jovem) ainda acha que a versão original é do Mr. Big.

David Coverdale: uma versão maliciosa de Roberto Carlos

O inglês David Coverdale está próximo de completar 60 anos e carrega consigo um histórico de sucesso nas composições com uma espécie de “default” em que as palavras “Love”, “Heart”, “Darling” e “Baby” têm presença certa.

E toda a fama de sedutor do cantor que estourou no Deep Purple e seguiu em carreira solo levando o seu ‘rock-para-não-diabéticos’ ao Whitesnake, uma das melhores bandas do estilo, fazem do homem de poderosa voz um alvo de não tão absurda uma comparação com o “rei” Roberto Carlos.

Afinal, ele também foi pioneiro no rock (nacional) com a Jovem Guarda, também acumulou seus milhões de fãs e de verdinhas escrevendo canções melosas, também gravou um acústico

Coverdale teve um grande parceiro nos tempos de Deep Purple chamado Glenn Hughes, com quem cantava e compunha… Já o parceiro de Roberto Carlos era Erasmo Carlos e nos dois casos o companheiro ficou “sentado à beira do caminho” e não fez tanto sucesso sozinho quanto RC ou DC.

E se alguém resolver julgar que o “rei” se vendeu por fazer raros shows e ficar à espreita de um contrato com a TV Globo, lembremos que Coverdale gravou comercial de cigarros Hollywood junto ao Roupa Nova.

Mas o mais curioso e que instiga a criação deste post é o fato de os dois terem tantas características do chamado “brega” (romantismo, forma de se vestir, histórico…), mas escapam do rótulo. Afinal, um é rei e o outro canta em inglês.

Ainda gosto mais do brega britânico por ser mais rock, por ser mais malicioso e por ter mais pegada (estou falando do lado musical), enquanto o “rei” resolveu gastar sua majestade ultimamente gravando com grupos de funk, forró axé e por aí vai… uma típica marionete da qual Coverdale ao menos não é.

Ok, a comparação parece ser absurda, certo? Então ouça e opine!