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Instrumento musical

John Lennon e Dimebag Darrell: infelizes e felizes marcas

O dia 8 de dezembro vai ser lembrado todo ano como uma data triste pelo assassinato em 1980 de John Lennon, o beatle que foi ousado a ponto de dizer que sua banda era mais conhecida do que Jesus Cristo. Um gênio.

E para o público do Heavy Metal a data não poderia ter ficado ainda mais maldita 24 anos depois quando também foi assassinado o guitarrista Dimebag Darrell, um mestre em seu instrumento, que assim como Lennon acabou vítima de um fã imbecil.

Você vai ler e ouvir várias mensagens por aí lembrando os 31 anos sem Lennon e os 7 anos sem Dimebag, mas como isso acontece todo dia 8 de dezembro há 31 anos com o principal nome dos Beatles e a 7 anos com o guitarrista do Pantera, preferi lembrar das “armas” utilizadas pelos dois.

Além das coincidências nas datas e formas de morte dos dois músicos, também há um fato difícil de rebater em termos de escolha de suas guitarras. Enquanto você pode ver por aí muitos guitarristas usando as clássicas Fender Stratocaster e Telecaster ou Gibson Les Paul ou Gibson SG, a escolha de ambos foi longe da mesmice e causou vários seguidores.

Em 1960 na cidade de Hamburgo, John Lennon comprou uma Rickenbacker 325 capri que ficou marcada ao ser portada pelo músico no início de carreira dos Beatles, quando Lennon a pintou com a cor preta e eternizou a marca com o som limpo criado pela guitarra.

O modelo tem escala Rosewood, braço e corpo em Maple, captação Ric, tarrachas Schaller e o preço acima dos R$ 7 mil.

Já Dimebag Darrell deixou como sua marca registrada o uso de guitarras em formato Flying V, principalmente pelo modelo Razorback, da Dean. Com diferentes modelos de pintura em uma época em que isso foi bem mais fácil do que para Lennon, Dimebag fazia sua música ir para outro lado, com o som mais sujo e agressivo.

A guitarra usada por Dimebag tem o corpo e braço em mogno, escala Rosewood, formato em V, ponte Floyd Rose e custa mais de R$ 3 mil.

Sim, sempre é bom reverenciar os gênios da música, mas é importante não esquecer das velhas companheiras deles nos momentos de glória.

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Um ano sem o mestre Ronnie James Dio

No dia 16 de maio de 2010, Ronald James Padavona, mais conhecido como Ronnie James Dio, perdia uma batalha contra um câncer no estômago e deixava o heavy metal, o rock e a música em geral orfãos de uma das melhores vozes de todos os tempos.

Dio representava não apenas um genial cantor, mas também um ser humano exemplar, com simpatia e autenticidade. Uma das maiores frustrações deste blogueiro foi ter perdido no ano anterior os shows que a banda Heaven & Hell (o Black Sabbath com outro nome) fez em São Paulo.

O norte-americano que assumiu o lugar de Ozzy Osbourne no Black Sabbath, uma banda inglesa, e ainda deixou suas marcas com o Elf, o Rainbow e a própria banda, DIO, foi responsável pela existência de ótimos vocalistas e, mesmo os ruins, como este que vos escreve, escutaram o baixinho antes de saírem cantando por aí. E mais, se você já fez o sinal dos ‘devil horns’ (chifres feito pelos fãs de metal), deve agradecer a ele, o inventor.

Poderia colocar uma das ótimas músicas compostas por Dio aqui neste blog, mas para não demorar muito na escolha (é difícil pegar uma só) decidi colocar um cover, símbolo deste blog. A versão abaixo é de uma música do Aerosmith chamada “Dream On”. lançada originalmente em 1973 no álbum Aerosmith, composta pelo carismático vocalista Steven Tyler.

Gosto do Aerosmith e da versão original, mas os fãs da banda terão de me desculpar, pois a versão gravada em 1999 por Ronnie James Dio ao lado do guitarrista virtuose sueco Yngwie Malmsteen é um daqueles raros casos em que o cover supera o original, a cópia supera a criação. Confira e tente discordar.