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Há 30 anos partia o maquinista do Crazy Train


A vida de Ozzy Osbourne foi salva em 1979, quando o MadMan estava em colapso por sua demissão do Black Sabbath e tentava se reerguer com a ajuda da então namorada Sharon Arden. E o homem responsável por recolocar o vocalista na música em alto nível foi um baixinho e magrelo chamado Randall William Rhoads, mais conhecido como Randy Rhoads.

Nascido em Santa Monica, na Califórnia, ele começou muito jovem sua carreira de guitarrista e aos 16 anos já fazia parte do Quiet Riot ao lado do insano Kevin DuBrow.

Jovem, Rhoads não usava drogas, raramente bebia e só foi levado a sério por Ozzy Osbourne quando o vocalista ouviu seus riffs na guitarra. E o cara foi contratado aos 23 anos para a banda do ex-frontman do Black Sabbath, criando clássicos como “Crazy Train”, “I Don’t Know” e “Mr. Crowley” logo no primeiro álbum intitulado Blizzard of Ozz, nome que inicialmente seria o da banda de Ozzy.

O álbum estourou, Ozzy Osbourne voltou aos shows e passava a carregar seu garoto como um troféu. Depois de um período de incertezas, lá estava o vocalista no topo novamente e concorrendo justamente com o Black Sabbath, que em 1980 lançou o disco Heaven & Hell com Ronnie James Dio nos vocais.

Rhoads ainda teve tempo para compor e gravar o disco Diary of a Madman, com novos clássicos como “Flying High Again”, um título bem propício ao momento vivido pela banda.

Só que o guitarrista, que tinha medo de avião, aceitou um passeio com o motorista do ônibus que era piloto de avião com licença vencida, chamado Andrew Aycock. Ao lado do maquiador Rachel Youngblood, Randy Rhoads entrou no avião no qual o piloto resolveu fazer graça e passar “tirando fininha” do ônibus onde dormia a banda. Aycock passou três vezes rente ao ônibus, mas na quarta a asa esquerda da aeronave tocou o teto do ônibus, o piloto perdeu o controle, bateu em uma árvore e foi explodir dentro de uma garagem, matando os três ocupantes que tiveram os corpos totalmente queimados.

O acidente que matou Randy Rhoads aos 25 anos aconteceu no dia 19 de março de 1982, exatos 30 anos atrás, marcando o fim de uma trajetória meteórica de um dos guitarristas mais talentosos de todos os tempos. Sem ele, Ozzy Osbourne provavelmente não estaria vivo até hoje fazendo todo o sucesso que fez em carreira solo. Sem seus riffs, o Heavy Metal teria uma enorme lacuna.

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Um ano sem o mestre Ronnie James Dio

No dia 16 de maio de 2010, Ronald James Padavona, mais conhecido como Ronnie James Dio, perdia uma batalha contra um câncer no estômago e deixava o heavy metal, o rock e a música em geral orfãos de uma das melhores vozes de todos os tempos.

Dio representava não apenas um genial cantor, mas também um ser humano exemplar, com simpatia e autenticidade. Uma das maiores frustrações deste blogueiro foi ter perdido no ano anterior os shows que a banda Heaven & Hell (o Black Sabbath com outro nome) fez em São Paulo.

O norte-americano que assumiu o lugar de Ozzy Osbourne no Black Sabbath, uma banda inglesa, e ainda deixou suas marcas com o Elf, o Rainbow e a própria banda, DIO, foi responsável pela existência de ótimos vocalistas e, mesmo os ruins, como este que vos escreve, escutaram o baixinho antes de saírem cantando por aí. E mais, se você já fez o sinal dos ‘devil horns’ (chifres feito pelos fãs de metal), deve agradecer a ele, o inventor.

Poderia colocar uma das ótimas músicas compostas por Dio aqui neste blog, mas para não demorar muito na escolha (é difícil pegar uma só) decidi colocar um cover, símbolo deste blog. A versão abaixo é de uma música do Aerosmith chamada “Dream On”. lançada originalmente em 1973 no álbum Aerosmith, composta pelo carismático vocalista Steven Tyler.

Gosto do Aerosmith e da versão original, mas os fãs da banda terão de me desculpar, pois a versão gravada em 1999 por Ronnie James Dio ao lado do guitarrista virtuose sueco Yngwie Malmsteen é um daqueles raros casos em que o cover supera o original, a cópia supera a criação. Confira e tente discordar.