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Baterista das bandas Andre Matos e Glória

7 anos mais novo que o Sepultura, Eloy é mais que prodígio

Foto: Divulgação

Após encontrar um cache do site oficial do Sepultura em pesquisa no Google e entrar em contato com fontes próximas à banda, o Espelho Mau anunciou em primeira mão no sábado às 15h que Eloy Casagrande foi escolhido como novo baterista para o lugar de Jean Dolabella. O que horas depois foi confirmado oficialmente.

Como já havia sido informado aqui, Jean Dolabella teve problemas durante a última turnê, chegou a ser substituído e se despediu da banda em uma apresentação na cidade de Bebedouro no sábado. Agora o Sepultura aposta em um prodígio que se destacou em todo lugar que tocou, inclusive fazendo participação no “Domingão do Faustão”, da TV Globo, no “Domingo Legal”, do SBT, no “É Show!”, da Record, e no “Superpop”, da RedeTV.

Eloy Casagrande tinha apenas 16 anos quando foi a grande aposta de Andre Matos após gravar o primeiro disco de sua banda solo, quando o baterista Rafael Rosa decidiu sair para se dedicar a outros projetos. No início precisava da autorização dos pais para poder sair em turnê e deixava dúvidas se aguentaria o tranco, mas logo mostrou que estava muito apto para o posto.

Após a ida de Andre Matos para morar na Suécia, Eloy Casagrande foi integrado à banda Glória, que tomou um direcionamento diferente com um Metalcore e aí o garoto se mostrou ao mundo ao se apresentar no palco principal do Rock in Rio e fazer um solo matador em um show no qual o público era desfavorável à banda. Ele saiu elogiado e com status para buscar voos maiores.

Com os problemas de Jean Dolabella e o Sepultura prestes a partir para uma turnê europeia, a escolha foi certeira. Eloy Casagrande foi chamado para ensaiar com a maior banda da história do Heavy Metal brasileiro e mostrou o óbvio: está pronto para assumir o cargo.

“Fizemos um ensaio com ele e a casa caiu, foi fantástico, tocou o material antigo e o novo como se estivesse na banda há muito tempo. O Sepultura mostra ao mundo mais um monstro brasileiro da bateria”, afirma Andreas Kisser em comunicado oficial.

Eloy já participou de turnês internacionais com a banda de Andre Matos, já soube o que é tocar para um público enorme de um festival como o Rock in Rio, já participou dos maiores eventos de bateria do mundo e ganhou como revelação o prêmio da Modern Drummer.

Claro que ele não é o Igor Cavalera, não é Jean Dolabella, é um jovem dedicado e que a cada jornada mostra que está mais maduro para ser um dos grandes bateristas do mundo.

Nascido em Santo André, no ABC paulista como Andreas Kisser (que é de São Bernardo do Campo), Eloy Casagrande é sete anos mais novo que o Sepultura, que lançou seu quarto álbum (Arise) apenas dois meses após o baterista nascer em 1991. Quando Derrick Green assumiu os vocais no lugar de Max Cavalera, o baterista tinha seis anos.

O jovem de 20 anos é o quinto a assumir as baquetas do Sepultura se contarmos todos os que tocaram, inclusive como substitutos durante turnês. Além de Igor Cavalera e Jean Dolabella, passaram pela banda interinamente Roy Mayorga (Soulfly, Stone Sour) e Amílcar Christófaro (Torture Squad).

No mais, o Sepultura ainda vai ouvir reclamações por ter contratado o baterista do Glória, por ele ser jovem, e outras alegações inúteis, assim como muitos fãs que vivem sonhando com uma reunião da formação original. Mas a banda acerta em cheio em sua escolha, da mesma forma como se mantém firme contra uma reunião quando tem uma formação de qualidade e com um dos melhores álbuns da carreira, o Kairos.

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Eloy Casagrande é o novo baterista do Sepultura!

O Sepultura deve ter uma novidade a partir deste domingo com o anúncio do baterista Eloy Casagrande para o lugar de Jean Dolabella, que estava no cargo desde a saída de Igor Cavalera em 2006.

Durante a turnê de divulgação do álbum Kairos, o baterista Jean Dolabella teve problemas com tendinite e acabou substituído em alguns shows por Amilcar Christóforo, do Torture Squad.

Eloy Casagrande já havia passado pela banda solo do vocalista Andre Matos, além de tocar com o Glória, inclusive tendo se apresentado no palco Mundo na edição deste ano do Rock in Rio.

O novo baterista já até ensaiou com os outros integrantes do Sepultura, com quem curiosamente tocou ao mesmo tempo no Rock in Rio, mas em palcos diferentes após um atraso na programação do Sepultura por problemas técnicos.

A banda ainda agradeceu a Jean Dolabella pela dedicação no período em que gravou os álbuns A-Lex e Kairos, além de participar das turnês dos dois álbuns e de Dante XXI, originalmente gravado por Igor Cavalera.

Eloy Casagrande fará sua estreia na banda no dia 25 de novembro na turnê europeia que será na cidade de Lichtenfels, na Alemanha. Neste sábado tem o último show de Jean Dolabella na cidade de Bededouro.

Rock in Rio foi a glória do Glória. Com Eloy Casagrande e covers do Pantera, banda virou o jogo e abafou as vaias

Você pode ter lido neste blog ou em qualquer site musical que a banda Glória corria grande risco de ser o fiasco do Rock in Rio pela recepção do público e ao ser escalado para o Palco Mundo no festival enquanto Sepultura, Korzus e Angra iriam para o secundário Sunset no dia do Heavy Metal no evento de Roberto Medina. E todos erraram.

Quando questionei via Heavy Nation ao pessoal do Korzus o que achavam de o Glória tocar no Palco Mundo enquanto nossas principais bandas iriam para um palco secundário. O vocal Marcello Pompeu respondeu: “Vai ser a glória do Glória!”. E foi.

Se teve uma banda que peitou exemplarmente a reação negativa do público, esta foi o Glória, que vive uma transição do hardcore melódico para o metalcore, um estilo que vem crescendo no mundo todo, mas por aqui ainda sofre resistência.

Enquanto o público vaiou desde o início do show, a banda entrou cantando um refrão com “É tudo meu, vai se foder!” e deixou aquela impressão de que estava “defecando montão” (parafraseando o cartola Ricardo Teixeira) para a reação do público.

Depois disso ainda conseguiu abafar as vaias e ganhar a ‘torcida’ com uma sequência de covers do Pantera, com as clássicas “Domination” e “Walk”, além de um solo matador do garoto Eloy Casagrande, uma escolha acertada da banda para a bateria. E o repertório a seguir privilegia as músicas mais pesadas do grupo, que acabou com aquele chiado que vinha da plateia.

O que era constrangedor no início, enquanto o público vaiava e gritava pelo Sepultura – que estava pagando seus pecados no palco Sunset com um som amador (Korzus tambem sofreu e o show do Angra virou uma catástrofe graças aos problemas técnicos), e tinha o seu show atrasado -, virou um grande momento de uma banda que dava a cara a tapa.

Acompanhei pela TV e a curiosidade de como acabaria o Glória no Palco Mundo me fez ligar o stream no computador quando o Multishow cortou para mostrar o Sepultura. Sim, segui os dois shows simultaneamente e no final fiquei de queixo caído com o que o Sepultura fez, além de surpreso com a coragem e a competência do Glória.

Não sou fã do Glória, inclusive já fiz um post aqui mostrando que havia certa “influência” de um riff do Megadeth em uma música deles. Mas deixar de reconhecer os méritos pelo show do Rock in Rio seria um grande erro.

O que acho na banda? O instrumental mostrado pelo Glória no Rock in Rio foi absurdo, com muita qualidade e peso brutal. Não gosto daquela voz ridícula do guitarrista Elliot, que faz os backing vocals, que tenho certeza ser o motivo por ter lido em alguns lugares que a banda era um “metal emo” ou um “Restart mau educado”. E os berros do vocalista Mi soam um tanto exagerados em alguns momentos, mas antes um berro do que uma gemida como a outra voz.

Mas o grande nome da banda é, sem dúvida, o baterista Eloy Casagrande, que tem apenas 20 anos e é mestre em tocar com dois bumbos. Ele começou em uma banda grande de metal quando foi recrutado por Andre Matos para o seu grupo solo e está no Glória há pouco tempo. Na época em que começou a tocar com Andre Matos, o prodígio das baquetas precisava da autorização dos pais para viajar com a banda e já causava espanto ao tocar tanto com tão pouca idade.

Após a entrada de Eloy, o Glória promete lançar um disco mais pesado e assim esperamos para que não restem referências a “emo metal”, lembrando que o vocalista e fundador da banda Maurício Vieira (o Mi) tocava anteriormente na banda de emocore Dance of Days antes de criar em 2002 a sua nova empreitada.

Ao final do show do Rock in Rio, Mi postou no Twitter que agora o Glória pode se considerar uma banda de Metal. E é bom que a banda assim o faça. Quanto às críticas pela escalação do festival, a culpa não é do Glória e sim do evento. O equívoco não foi apenas por escalar o grupo paulistano, mas por desrespeitar o Heavy Metal nacional ao deixar três de suas maiores bandas na história fora do palco principal.

O Sepultura foi monstruoso na história da música brasileira, é o maior nome do Metal brasileiro, apresentou um dos melhores shows de toda a programação do Rock in Rio 2011 e não poderia estar jamais escalado de forma secundária em um palco “mambembe”, como bem disse João Gordo em entrevista ao vivo para o Multishow. Faltou respeito ao Heavy Metal nacional.

Empresária responsável pelo gerenciamento da carreira do Sepultura e atualmente também do Angra, Monika Cavalera postou no Facebook um texto de esclarecimento sobre a escalação do Sepultura para o palco Sunset.

“Só pra deixar bem claro.
O SEPULTURA quem quis tocar no SUNSET,porque seria o encontro das duas bandas.O resultado pra gente foi o melhor possível..Somos muito gratos ao Rock in Rio,independente dos problemas que tivemos lá.Mas eu tbm sabia o que ia acontecer com o Gloria quando começou a embolar o horário e avisei a eles.Enfim… que venha o próximo!!!!”.