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Ao Sul do Paraíso

Eu não gosto nem um pouco que o Espelho Mau pareça uma página de notas de falecimento em jornais, mas infelizmente o ano de 2013 tem nos levado gente muito importante da música, seja no Brasil ou no exterior, e o desta quinta-feira foi um dos mais importantes guitarristas da história do Heavy Metal: Jeff Hanneman, autor de riffs e solos clássicos do Slayer, a banda de thrash metal que conseguiu ser grande sem ceder ao apelo comercial.

Sim, pois se você não é muito conhecedor da história das bandas da Bay Area e acha que o Big Four é um show do Metallica e seus amigos, saiba que o Slayer foi uma das pilastras da música pesada. E aí sempre vai vir aquele seu amigo Feliciano por tabela para dizer, “O Slayer faz músicas satânicas, o som é muito pesado… blá blá blá”. Mas ele gosta de Metallica, que aceitou fazer o papel de bom moço para vender mais e mal sabe que Metallica, Megadeth, Anthrax e Slayer beberam da mesma fonte, surgiram praticamente na mesma época e com os mesmos princípios, embora cada um tenha escolhido a sua temática.

Mas voltando a Jeff Hanneman, a repercussão da morte dele (aos 49 anos por insuficiência hepática) entre os músicos de diversos segmentos diz muito sobre a sua importância para a música. Ele deixou a música mais veloz, foi ao extremo e acabou tendo sua carreira interrompida há dois anos devido a uma simples picada de aranha que causou necrose parte de seu braço (veja no final do post uma foto de seu último show com o Slayer), e quase o fez ter o braço amputado, além de colocá-lo em risco de morte. Ao lado de um tratamento pesado, já pipocam por aí comentários de que ele seguia bebendo como nos bons tempos e se isso realmente ocorreu, está aí uma bomba: medicamentos + bebidas.

Para mim o lado mais legal do Slayer nunca foram os vocais ou o baixo do Tom Araya ou a imagem arrogante do guitarrista e dono da banda Kerry King, mas sim as construções de guitarra de Jeff Hanneman aliada à bateria precisa de Dave Lombardo, que recentemente também rompeu com a banda aparentemente por desentendimento financeiro com King. Ou seja, o meu lado preferido do Slayer já era. Maldita aranha!

O Sul do Paraíso conta com mais um grande guitarrista para fazer parte da sua grande orquestra do Heavy Metal. Descanse em paz, Jeff Hanneman!

P.S.: Este texto foi inspirado e escrito ao som de Reign in Blood e South of Heaven, meus dois álbuns favoritos do Slayer.

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O que não escrevi em 2012…

O ano de 2012 acabou, o de 2013 começou e a falta de tempo útil me tirou posts inspirados nos últimos meses. Sim, não foi por falta de ideias. Cheguei a pensar em todo o texto em alguns casos, mas faltou escrever. Dizem que dá azar voltar ao passado, mas para mim é impossível dar um passo à frente sem saber como foi dado o passo anterior.

Não publiquei o texto “Chupa, Teló”, onde falaria do maior hit do mundo, o “Gangnam Style”. O gordinho coreano Psy jogou para debaixo do tapete os nossos representantes do pop mundial e alcançou uma popularidade incrível com uma música esquisita e uma dança bizarra. O cantor virou pop star, deu bandeirada no GP da Coreia do Sul de Fórmula 1 e hoje é difícil alguém que acesse a internet, veja TV ou ouça rádio jamais tenha conhecido qualquer referência dele. E a gente achando que o Michel Teló era o máximo…

Como consequência, também não postei o texto “O homem que copiava (e ainda copia)”. Neste post a grande estrela seria Latino, o sujeito que mais faz versões bizarras de músicas internacionais. Depois de “Festa no Apê” e “Vem Dança Kuduro”, veio “Despedida de Solteiro”, pegando carona no sucesso do Gangnam Style. Sim, Latino é um gênio! Pelo menos enquanto tiver quem consuma sua arte.

Não falei sobre “O cantor da pizzaria”! Sim, o italiano Fabio Lione será o vocalista convidado do Angra no cruzeiro 70000 Tons of Metal. Fabio Lione é a voz do Rhapsody of Fire, banda italiana que já se chamou apenas Rhapsody e toca aquele estilo defasado de Heavy Metal, o Melódico, ou Power Metal. Admito que fiquei curioso para ouvir a voz de Lione no Angra, ainda mais sabendo que meses atrás, ainda como vocalista do Angra, Edu Falaschi resolveu falar sobre o sotaque dos vocalistas cantando inglês e soltou a pérola: “Fabio Lione cantando parece o cara da pizzaria”, antes de mostrar como seria o italiano cantando “Arising Thunder”, do Angra.

Não comentei sobre “Ivetão Thrash Metal”. Sim, pois em plena TV aberta em rede nacional a melhor cantora baiana da Bahia pegou um violão e soltou uma versão de “Dead Skin Mask”, do Slayer. E a Cláudia Leitte querendo fazer média com roqueiros tocando uma versãozinha de “Dy’er Mak’er”, a música menos rock que o Led Zeppelin já gravou.

Voltando ao Falaschi, também não falei do post “Ano dos Revivals”, lembrando que Edu e Tito fizeram um show com Rodrigo Arjonas e Demian Tiguez marcando a comemoração de 15 anos da extinta banda Symbols, uma das bandas legais do final dos anos 90 que ficaram no tempo. O show foi no dia 23 de dezembro no Manifesto, que teve um público bem bacana na ocasião ao que consta. É o legado do Viper!

Também não escrevi o texto “Roger Federer e seus 12 apóstolos”. Sim, em um texto ironicamente natalino eu falaria sobre o evento da Koch Tavares no qual trabalhei para a assessoria de imprensa. Além do tenista que esbanjou carisma, esteve em vários lugares e serviu como embaixador do esporte no país, outros 12 jogadores atuaram no Ginásio do Ibirapuera: Jo-Wilfried Tsonga, Tommy Robredo, Thomaz Bellucci, Marcelo Melo, Bruno Soares, Bob Bryan, Mike Bryan, Maria Sharapova, Caroline Wozniacki, Serena Williams e Victoria Azarenka. (Ah, vale lembrar que apesar de breve encontro com Federer ao lado de Maria Esther Bueno, Gustavo Kuerten não organizou o torneio e não pagou o suíço como empresário do evento. Diferentemente do que escrevem uns blogs ‘jornalísticos’ por aí…). Sim, este post não sairia da regra deste blog, pois teríamos relatos da idolatria ao suíço lembrando um pouco os ídolos musicais e as músicas pedidas pelos tenistas, um oferecimento do DJ Edu Tomiatti. Aliás, já que eu toquei no assunto. Confira abaixo as músicas pedidas pelos tenistas:

Victoria Azarenka: “Ai Se Eu Te Pego (Remix)” – Michel Teló feat. Pitbull
Thomaz Bellucci: “Charlie Brown” – Coldplay
Bruno Soares: “One (Your Name)” – Swedish House Mafia
Marcelo Melo: “Tche Thererê (Remix)” – Gusttavo Lima
Roger Federer: “Mas que Nada”- Sergio Mendes feat. Black Eyed Peas
Roger Federer: “Mr. Saxobeat” – Alexandra Stan
Bob e Mike Bryan: “Hall Of Fame” – Will.I.Am
Tommy Robredo: “This is Love” – Will.I.Am feat. Eva Simon
Serena Williams: “All Of The Lights” – Kanye West
Maria Sharapova: “Sexy Back” -Justin Timberlake
Tommy Haas: “Gangnam Style” – PSY
Jo-Wilfried Tsonga: “Ai Se Eu Te Pego (Remix)” – Michel Teló feat. Pitbull
Caroline Wozniacki: “Man I Feel Like A Woman” – Shania Twain

Enfim, o que me resta dizer é: Feliz 2013
…e que eu consiga escrever aqui mais vezes!