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Fatos inusitados sobre músicas

Rock and Roll com pandeiro e tamborim, pode?

Quando uma banda grava algo que pode ser classificado como clássico, certamente ela vai receber diversos covers e versões da obra-prima. E em muitos dos casos as regravações atingem o máximo do inusitado.

Pois a “vítima” de hoje é o Led Zeppelin, a lendária banda inglesa que ajudou a fincar raízes do Rock no mundo e até hoje é cultuada pelo talento e o trabalho de Jimmy Page, Robert Plant, John Paul Jones e John Bonham.

Sim, você provavelmente vai argumentar que o máximo do inusitado que cometeram ao Led Zeppelin foi a Cláudia Leitte cantando “Dy’er Mak’er”. Mas no caso a banda deu motivos ao gravar um Reggae e abriu brechas para que vários aproveitassem para repetir aquela “batidinha à jamaicana”.

Eis que estamos acompanhando na redação do UOL os benditos Jogos Pan-Americanos e me surge uma propaganda na emissora oficial do evento divulgando um álbum de uma banda chamada Sambô. Rafael Krieger e eu chegamos à conclusão de que se tratava de uma versão de Led Zeppelin com pandeiro, tamborim e cavaquinho em rede nacional.

O problema é que a música em questão não era uma “Dy’er Mak’er” da vida, mas sim “Rock And Roll”! Quando você ou eu, ou qualquer um imaginou que haveria uma versão de samba para um clássico nomeado Rock And Roll?

Seria uma afronta? Cadê as guitarras? Cadê o Robert Plant rasgando a voz? Ah, esses pagodeiros… Sim, muitos podem pensar isso à primeira impressão, mas eu sou fã de covers e guardo até os mais bizarros. E podem acreditar que o blog Espelho Mau achou bem interessante a versão.

Não, o blogueiro não enlouqueceu pelas mais de 10h diárias de trabalho insano! A versão ficou interessante e é muito bem executada pelo Sambô, grupo que define seu estilo musical como Samba Rock, que obviamente é um estilo muito mais Samba do que Rock (ainda me questiono o motivo de terem incluído o Rock no nome, mas como o Rock in Rio também fez isso…).

O mais legal de tudo isso é pensar que a versão remete a um bar e você pode (deve!) acompanhar a versão saboreando uma boa cerveja!

Quer discordar do blogueiro? Xingar a mãe, dizer que quer que Rubens Lisboa vá visitar Omar Kadafi? Ok, pode ser. Mas primeiro confira abaixo o vídeo e avalie o nível da minha sanidade.

Para quem gostou, vale procurar outras versões surpreendentes da banda Sambô. Tem U2, Rolling Stones, Raul Seixas…

Amado e odiado, Nevermind completa 20 anos

O dia 24 de setembro de 1991 foi um marco para o Rock mundial. Você pode não gostar, pode achar Kurt Cobain um tremendo idiota que fez bem ao mundo ao atirar contra o próprio maxilar. Mas é difícil negar que o álbum Nevermind foi um dos feitos mais marcantes do Rock moderno e disso já se vão 20 anos.

Nevermind é marcante por contar com uma capa genial (o então bebê Spencer Elden nadando atrás de uma nota de dólar presa em um anzol), por ter uma sonoridade suja e diferente do que se fazia até então e pelas músicas no melhor estilo “fodam-se todos” que Kurt Cobain adorava passar.

Outro fator curioso é que o trio Nirvana da época era uma banda bem balanceada. O baterista Dave Grohl sempre mostrou talento com as baquetas (hoje é indiscutível à frente do Foo Fighters), Krist Novoselic era o músico ruim que contava com o fato de ser amigo de Kurt Cobain, que alternava momentos de gênio e débil.

Kurt Cobain nunca foi um guitarrista dos mais talentosos, seu vocal também deixou a desejar em muitos momentos com mais gritos do que qualquer outra coisa. Mas há coisas boas a se notar em Nevermind.

Graças ao Nirvana muitos garotos da época aprenderam a tocar guitarra, já que as músicas eram bem fáceis. Outra coisa que a banda conseguiu marcar são os riffs simples, que podem ser notados por qualquer ser que tenha vivido e ouvido música de 1991 para cá.

“Smells Like Teen Spirit”, “Lithium”, “Come As You Are”, “In Bloom” e a aparentemente inocente “Polly” são todos hits radiofônicos mesmo hoje depois de 20 anos. Mas ainda há músicas interessantes no álbum como “Breed”, “Drain You”, “On A Plain” e a melancólica “Something In The Way”, quando Kurt Cobain declara ser legal comer peixes por ‘eles não terem sentimentos’…

No Brasil o álbum sofreu com a Sony, que lançou a versão nacional do álbum decepada, com a ausência de Endless Nameless.

Já fui bem fã do Nirvana na adolescência, mas hoje vejo que eles são bem culpados pela péssima geração atual do Rock. O que era Grunge partiu para o oba oba que muita banda de moleques toca por aí.

A música mudou muito nos últimos 20 anos e o próprio Cobain se rebelava contra o próprio sucesso quando morreu. O Nirvana era o mainstream que queria ser alternativo. Mas acho que ele não esperava que a coisa ficasse tão pior.

Em tempos de Rock In Rio, confira a versão da música “Smells Like Teen Spirit”, o grande chiclete do Nirvana que foi tocado no Hollywood Rock em 1993 com participação inusitada de Flea, baixista do Red Hot Chili Peppers.

Quem será o Carlinhos Brown no Rock In Rio 2011?

Uma das tradições do Rock In Rio é ter artistas escorraçados do palco por não estar na hora certa, no momento certo e tocando a música certa. Desde 1985 sempre tem gente recebendo pedradas, garrafadas e levando outros objetos sólidos na cabeça além do barulho das vaias e xingamentos.

E a culpa nem é dos coitados dos artistas que estão no palco, mas do público que carrega a expectativa de ser agradado pela programação do Rock In Rio e da organização do festival, que capricha na hora de misturar estilos de uma forma que parece querer ver o circo pegar fogo mesmo.

As encrencas aumentam a atenção ao festival e também aos artistas. Depois de encarar uma chuva de objetos voadores no palco e seguir encarando o público em 2001, Carlinhos Brown se vangloriava. “Está todo mundo falando de mim e não do Guns N’ Roses”.

E no caso do batuqueiro baiano, houve sorte por a coisa não acabar mal. O temor pelas vaias ao Pato Fu não se confirmou com a escolha acertada da banda no repertório, enquanto Brown não sabia o que fazer quando o público pedia Rock. E então ele mandou “enfiarem o dedo no…”, disse que o público não tinha “mente aberta”, tudo isso no palco. Deu no que deu.

Uma curiosidade também marcou o último dia do Rock In Rio de 2001, quando a banda O Surto conseguiu entrar na lista do palco Mundo sabe-se lá como (ajudado pelo boicote de bandas como Raimundos, O Rappa e Charlie Brown Jr. ao festival), e inventou de fazer uma versão tosca de “Californication”, do Red Hot Chili Peppers, que fecharia o evento. Óbvio, o grupo cearense foi vaiado e meses depois ninguém sabia mais nada sobre os caras que tocaram seu hit radiofônico “A Cera” duas vezes no mesmo show.

Quem levou cartão vermelho do público em 1991 foi o cantor Lobão, que resolveu se apresentar com a bateria da Mangueira entre o show do Sepultura e o do Megadeth em um dia que ainda teria Queensryche, Judas Priest e Guns N’ Roses.

Ok, o público estava feroz. Mas quem foi o gênio que colocou o Lobão depois do show pesado do Sepultura e antes do também pesado Megadeth? Não deu outra, o show durou duas músicas.

Por falar em Guns N’ Roses, é interessante notar os comentários de Pedro Bial durante o show da banda norte-americana. O apresentador de Big Brother Brasil e criador daquelas crônicas de Copa do Mundo que também já foi jornalista se diverte de uma forma meio preconceituosa.

O primeiro dia do festival em 1985 também não foi dos mais tranquilos, com Erasmo Carlos não conseguindo agradar ao público que aguardava por Whitesnake, Iron Maiden e Queen. O “Tremendão” acabou vaiado e foi um dos destaques negativos do festival.

Alguns dias depois, lançaram o Kid Abelha e Eduardo Dusek no dia em que Scorpions e AC/DC se apresentariam no palco. E aí não foram garrafinhas d’água como as que recebeu Carlinhos Brown, mas pedras foram arremessadas contra as atrações nacionais.

Enfim, com tantos casos de gente que não conseguiu agradar, poderíamos ter candidatos ao troféu Carlinhos Brown-2011 do Rock In Rio? A diminuição do Rock na programação reduz as chances, mas não a zero.

O NX Zero é o primeiro candidato a vaias o festival se considerarmos que o Stone Sour, que toca logo em seguida é mais pesado e no mesmo dia tem Red Hot Chili Peppers. Mas ainda acho que Capital Inicial e Snow Patrol ameniza a situação da banda paulista.

No domingo sim surge um favorito, a banda Glória, que abre a programação do dia que terá Motorhead, Slipknot e Metallica no Palco Mundo enquanto o Sunseth recebe Sepultura, Korzus, Matanza e Angra com Tarja Turunen. O palco secundário tem seus shows mais cedo e deve deixar o público um pouco agitado para ver Glória e o também emo-metal Coheed And Cambria.

O Detonautas não seria candidato a vaias, mas sabemos que o vocalista Tico Santa Cruz costuma ser imprevisível. E se o cara resolver mandar ver naquela versão tosca em português de “Back in Black”, do AC/DC, por exemplo, vai ser alvejado facilmente por objetos voadores identificados, já que o público de System Of A Down e Guns N’ Roses pode não ser muito amistoso embora se misture aos caça-adolescentes Pitty e Evanescence.

Sim, o Rock in Rio já teve uma programação mais digna de encrencas, mas é sempre possível ter algum deslize que o público não vá perdoar.

Rock é um detalhe secundário no Rock In Rio

O nome tem Rock. A cidade é do Rock. Na emissora de TV que transmite, só se fala dos esteriótipos e curiosidades do Rock. Mas se encararmos a realidade do programa de cada edição do Rock In Rio, fica fácil perceber que se trata de um festival de entretenimento e música, não de Rock.

O Rock In Rio começa nesta sexta-feira a sua quarta edição brasileira depois de ter deixado nos últimos anos o Rio de Janeiro em uma grande ironia. Não era Rock e nem era no Rio, mas em Lisboa e Madri.

A verdade é que o evento idealizado pelo empresário Roberto Medina tem desde 1985 a responsabilidade de ter trazido shows importantes da música mundial ao país.

O fã que hoje se rebela contra os shows de Ivete Sangalo e Claudia Leitte deve lembrar que em 1985 o evento levou ao palco Elba Ramalho. Erasmo Carlos abriu o show do Iron Maiden, recebeu vaias e a emissora de TV criou o termo “metaleiros” em alusão pejorativa ao público do heavy metal. E assim como o “porco” dos corintianos contra os palmeirenses, a brincadeira pegou e muita gente adotou o termo.

Em 1991 foi a vez de New Kids On The Block, Run DMC e A-Ha darem as caras. Aí quando colocaram o Lobão com a bateria da Mangueira no dia do Metal, pronto. O cara foi vaiado e Pedro Bial fez uma matéria dizendo que os “metaleiros” eram violentos, obscuros, macabros e blablablá… Com a frase “quanto pior, melhor”.

Em 2001 teve a inesquecível chuva de garrafas e copos plásticos em Carlinhos Brown horas antes de o Guns N’ Roses se apresentar. Mas a curiosidade da edição realizada há dez anos é que foi criado o “dia Pop”, com Sandy e Júnior, Britney Spears e o grupo N’Sync.

O que mudou de dez anos para cá é que se antes tinha um dia pop e vários dias de Rock sem Rock, agora criaram o “dia do Rock” no festival que tem Rock no nome!

Para se ter uma ideia, no dia em que o evento terá o heavy metal como o principal estilo musical, as bandas brasileiras Angra, Korzus e Sepultura, expoentes do gênero no exterior, estarão no palco Sunseth, que é secundário, para dar lugar no Palco Mundo ao Glória, que tem suas raízes fincadas no Emocore.

Também ficará fora do palco principal a cantora Joss Stone, em um dia em que as atrações são Ke$ha, Janelle Monáe, Jamiroquai, Stevie Wonder e um concerto sinfônico de homenagem ao Legião Urbana.

Recentemente foi lançado um livro que trata o Rock In Rio como maior festival de música do mundo. E provavelmente ele está entre os maiores de MÚSICA. Pois em termos de Rock há muitos festivais bons na Europa e nos Estados Unidos. Caso seu interesse seja apenas por “Rock”, o evento não é para você.

Criador de Tieta, Pai do Axé dá uma aula de Rock!

Luiz Caldas é conhecido como o pai do axé, se consagrou com sucessos como “Tieta” e “Haja amor”, além de ter criado os singelos versos “pega ela aí para passar batom, de cor de violeta na boca e na bochecha” e “batom azul na boca e na porta do céu” em “Fricote”, também conhecida como “Nega do Cabelo Duro”. (obs.: os versos deixam no ar possíveis rimas que são de uma malícia digna do AC/DC)

Lembro que no início da década de 90 ainda era bem comum ver Luiz Caldas em programas de TV e ouvir suas músicas por aí. E aí o axé se consolidou. Vieram o Asa de Águia, o Chiclete com Banana, a Banda Eva (de onde saiu Ivete Sangalo) e mais um monte de gente.

O axé leva cada vez mais público seja no carnaval ou nas micaretas, enquanto ultimamente Luiz Caldas vivia à sombra do sucesso dos outros músicos do gênero. E então o baiano resolveu mostrar o seu vasto conhecimento musical e lançou no ano passado uma série de discos de diferentes estilos, sendo o mais surpreendente o rock.

Assim como Durval Lélys, do Asa de Águia, Luiz Caldas se declara fã de vários grupos de rock como o Pink Floyd e o AC/DC, além de já ter aparecido em público vestindo uma camisa da banda alemã de heavy metal Kreator.

O gosto do músico pelo rock talvez não seja muito novo, assim como a gravação do disco, já que diversos veículos de imprensa noticiaram o fato e recentemente ele esteve no Programa do Jô, na TV Globo, para cantar a música “Maldição”.

Mas o que pode surpreender a muitos é a pegada do som tocado por Luiz Caldas. É muito curioso dizer que o disco que talvez seja um dos melhores do Brasil no rock atual foi feito pelo “Rei do Axé”.

No álbum Castelo de Gelo, se destacam o heavy metal “Maldição”, que tem vocal agressivo, riffs pesados e uma letra característica, além de “No Bar”, veloz e ‘na cara’, além da faixa-título, um hard rock com uma ótima levada e uma melodia bacana.

Luiz Caldas é o exemplo claro de que não adianta caprichar mais nas cores do que na música, e também mostra ser possível fazer música boa apostando nos riffs de guitarra, em letras despojadas, sem aquele apelo que boa parte da garotada tem hoje em dia com o rock, que atualmente é tão cafona quanto o sertanejo universitário.

Chorando se foi da Bolívia para o resto do mundo

Alguns sucessos grudentos como chiclete insistem em voltar à tona mesmo depois de parecerem mortos e enterrados há um bom tempo. E aí quando se procura mais sobre a música você percebe que ela ganhou sobrevida inúmeras vezes em seus 30 anos de existência.

A canção aqui citada é a famosa “Llorando se Fue”, composta e gravada em 1981 pelo grupo típico boliviano Los Kjarkas. Sim, se você já era nascido entre o final dos anos 80 e o início dos 90 também deve ter ouvido o grupo brasileiro Kaoma fazer uma versão em português e espalhar a lambada por tudo o que é canto.

O que alguns talvez não saibam é que a versão brasileira foi “parangoleada”, ou seja, não teve a autorização do grupo made in Bolívia e isso acabou causando uma briga judicial e o acerto de um acordo em valores não divulgados. Isso pode não ter incomodado muito o Kaoma, já que a sua versão fez sucesso internacional com algo em torno de 5 milhões de cópias vendidas de seu disco, obtendo destaque na Áustria, na França e nos países escandinavos (!?!?).

Ainda teve no mesmo ano um cover da Fafá de Belém para a música. Ok, mas isso foi em 1989 e algum tempo depois a música já estava esquecida, certo? Errado! Os anos 90 se passaram, vieram os anos 2000 e quem é que apareceu junto? “Llorando se Fue”! ou “Chorando se foi” mesmo, como queira.

Em 2008 a cantora baiana Ivete Sangalo passou a cantar “Chorando se foi” em seus shows em um medley que ainda tinha um trecho de “Preta”, do mito Beto Barbosa. No ano seguinte, o DJ francês Bob Sinclar aproveitou um sampler da música para lançar sua faixa “Give Me Some More”. E então veio Nando Reis, que se juntou ao Calypso para castigar a todos os ouvidos no ano passado com versão do clássico brega no álbum Bailão do Ruivão.

Parecia que tudo tinha acabado, que a música de origem boliviana havia atingido o máximo possível de sucesso. Mas quis o destino, também apelidado de J-Lo, que não. É verdade, a cantora pop norte-americana Jennifer Lopez, muito famosa pelos atributos físicos e jurada do American Idol, usou sampler de “Llorando se fue” para versões cantadas em espanhol e inglês na música “On The Floor”, um dos grandes hits de 2011 no álbum intitulado Love?. E a moça já atingiu a terceira colocação no Billboard Hot 100 com a brincadeira.

Se você ficou curioso, pode conferir algumas das versões no vídeo abaixo. E não se preocupe, logo alguém aparece fazendo uma nova versão ou usando um sampler em uma nova música e a trintona “Llorando se fue” não vai sair da sua cabeça.

11 de setembro de 2001: censura nas estações de rádio

Há dez anos os Estados Unidos acordavam com medo e chorando a morte das vítimas dos ataques terroristas organizados pelo grupo Al-Qaeda. Neste domingo muita coisa deve ser lembrada sobre o ocasião, como o aumento da segurança nos aeroportos, o legado dos escombros das torres gêmeas do World Trade Center, entre outros.

Mas talvez um dos fatos mais absurdos decorrentes do 11 de setembro de 2001 passe em branco: a lista de músicas que foram proibidas em 1.200 (MIL e DUZENTAS!!) emissoras de rádio controladas pelo grupo Clear Channel Communications. Sim, a censura chegou às emissoras de rádio dos Estados Unidos após a tragédia e as explicações disso até hoje seguem fajutas baseadas no termo “letras questionáveis”.

O vice-campeão em censuras foi o AC/DC, com “Dirty Deeds Done Dirt Cheap”, Hell’s Bells (a preferida do goleiro Rogério Ceni), “Highway to Hell”, “Safe in New York City”, “Shoot to Thrill”, “Shot Down in Flames” e a clássica “TNT”.

Claro, ao falar de inferno, tiros, morte, trabalhos sujos feitos de forma barata e a segurança de Nova York, o AC/DC daria motivos suficientes para que a assustada população não quisessem ouvir suas canções, já que tudo é motivo de piada para a banda australiana.

Mas teve coisa muito mais esquisita entre as proibições. Os senhores do grupo de mídia tiveram a coragem de banir a música “What A Wonderful World”, de Louis Armstrong, “Ob-la-di Ob-la-da”, dos Beatles, “New York, New York”, de Frank Sinatra, e aí vem outra curiosidade: proibiram “Live and Let Die” cantada por Paul McCartney, mas a versão do Guns N’ Roses para a música foi liberada.

O mesmo aconteceu com a música “Last Kiss”, proibida na versão de J. Frank Wilson, mas liberada quando executada pelo Pearl Jam. Bandas como Iron Maiden e Deep Purple não constam na lista, assim como o Megadeth marca presença, mas não com “Symphony of Destruction”, por exemplo.

O total de músicas proibidas chegou a 165, e o maior destaque foi o Rage Against The Machine, que conseguiu ter todas as suas músicas na lista e é claro que quando isso acontece a venda de discos aumenta e isso ajuda muito mais a banda, que recentemente retomou as atividades.

Bom, eu gostaria de colocar aqui o vídeo de cada uma das músicas proibidas, mas ficaria impossível navegar pelo blog e conferir. Assim sendo, vou colocar vídeos do campeão da censura Rage Against the Machine e do vice AC/DC.

Para quem quiser conferir as “proibidonas”, abaixo dos vídeos há a lista completa. Talvez fosse para chorar naquele momento, mas não dá para deixar de rir ao ver o quão patéticos os censores conseguiram ser nas rádios norte-americanas.

3 Doors Down: “Duck and Run”;
311: “Down”;
AC/DC: “Dirty Deeds Done Dirt Cheap”, Hell’s Bells, “Highway to Hell”, “Safe in New York City”, “Shoot to Thrill”, “Shot Down in Flames” e “TNT”;
The AD Libs: “The Boy from New York City”;
Alanis Morissette: “Ironic”;
Alice in Chains: “Down in a Hole”, “Rooster”, “Sea of Sorrow” e “Them Bones”;
Alien Ant Farm: “Smooth Criminal”;
The Animals: “We Gotta Get Out of This Place”;
The Bangles: “Walk Like An Egyptian”;
Barenaked Ladies:“Falling for the First Time”;
Barry McGuire: “Eve of Destruction”;
Beastie Boys:“Sabotage” e “Sure Shot”;
The Beatles: “A Day in the Life”, “Lucy in the Sky with Diamonds”, “Ob-La-Di Ob-La-Da” e  “Ticket to Ride”;
Billy Joel: “Only The Good Die Young”;
Black Sabbath:“Sabbath Bloody Sabbath” e “War Pigs”; 
Blood, Sweat and Tears: 
“And When I Die”;
Blue Öyster Cult:“Burnin’ for You”;
Bob Dylan: “Knockin’ On Heaven’s Door”;
Bobby Darin: “Mack the Knife”;
Boston: “Smokin'”;
Bruce Springsteen: “I’m Goin’ Down”, “I’m On Fire” e “War”;
Buddy Holly and the Crickets: “That’ll Be the Day”;
Bush: “Speed Kills”;
Carole King:“I Feel the Earth Move”;
Cat Stevens: “Morning Has Broken” e “Peace Train”;
The Chi-Lites:“Have You Seen Her”;
The Clash: “Rock the Casbah”;
The Crazy World of Arthur Brown: “Fire”;
Creedence Clearwater Revival: “Travelin’ Band”;
The Cult: “Fire Woman”;
The Dave  Clark Five: “Bits and Pieces”;
Dave Matthews Band: “Crash into Me”;
Dio: “Holy Diver”;
Don McLean: “American Pie”;
The Doors: “The End”;
The Drifters: “On Broadway”;
Drowning Pool:“Bodies”;
Edwin Starr: “War”;
Elton John:“Bennie and the Jets”, “Daniel” e “Rocket Man”;
Elvis Presley: “(You’re the) Devil in Disguise”;
Everclear: “Santa Monica”;
Filter: “Hey Man, Nice Shot”;
Foo Fighters: “Learn to Fly”;
Frank Sinatra: New York, New York”;
Fuel: “Bad Day”;
Fontella Bass:
 
“Rescue Me”;
The Gap Band: “You Dropped a Bomb on Me”;
Godsmack: “Bad Religion”;
Green Day: “Brain Stew”;
Guns N’ Roses:“Knockin’ On Heaven’s Door”;
The Happenings:“See You in September”;
Herman’s Hermits: “Wonderful World”;
The Hollies: “He Ain’t Heavy, He’s My Brother”;
J. Frank Wilson and the Cavaliers:“Last Kiss”;
Jackson Browne:“Doctor My Eyes”;
James Taylor: “Fire and Rain”;
Jan and Dean:“Dead Man’s Curve”;
Jerry Lee Lewis: “Great Balls of Fire”;
The Jimi Hendrix Experience: “Hey Joe”;
John Lennon: “Imagine”;
John Mellencamp: “Crumblin’ Down” e “Paper in Fire”;
John Parr: “St. Elmo’s Fire (Man in Motion)”;
Johnny Maestro & The Brooklyn Bridge: “The Worst That Could Happen”;
Judas Priest:“Some Heads Are Gonna Roll”;
Kansas: “Dust in the Wind”;
Korn: “Falling Away from Me”;
Led Zeppelin: “Stairway to Heaven”; 
Lenny Kravitz:
 “Fly Away”;
Limp Bizkit: “Break Stuff”;
Local H:“Bound for the Floor”;
Los Bravos: “Black is Black”;
Louis Armstrong: “What A Wonderful World”;
Lynyrd Skynyrd: “Tueday’s Gone”;
Martha and The Vandellas: “Dancing in the Street” e “Nowhere to Run”;
Megadeth: “Dread and the Fugitive Mind” e “Sweating Bullets”;
Metallica: “Enter Sandman”, Fade to Black”, Harvester of Sorrow” e “Seek & Destroy”;
Mitch Ryder & the Detroit Wheels: “Devil with a Blue Dress On”;
Mudvayne: “Dead Blooms”;
Neil Diamond:“America”;
Nena:“99 Luftballons” e “99 Red Ballons”;
Nine Inch Nails: “Head Like a Hole”;
Norman Greenbaum: “Spirit in the Sky”;
Oingo Boingo: “Dead Man’s Party”;
Ozzy Osbourne: “Suicide Solution”;
P.O.D.:“Boom”;
Paper Lace: “The Night Chicago Died”;
Pat Benatar: “Hit Me with Your Best Shot” e “Love is a Battlefield”;
Paul McCartney and The Wings: “Live and Let Die”;
Peter and Gordon: “I Go to Pieces” e “A World Without Love”;
Peter Gabriel: “When You’re Falling”;
Peter, Paul and Mary: “Blowin’ in The Wind” e “Leaving on a Jet Plane”;
Petula Clark: “A Sign of The Times”;
Phil Collins: “In the Air Tonight”;
Pink Floyd:“Mother” e “Run Like Hell”;
The Pretenders: “My City Was Gone”;
Queen:“Another One Bites the Dust” e “Killer Queen”;
R.E.M.:“It’s the End of the World As We Know It (And I Feel Fine);
Rage Against The Machine: Todas as músicas;
Red Hot Chili Peppers: “Aeroplane” e “Under The Bridge”;
Ricky Nelson: “Travelin’ Man”;
The Rolling Stones: “Ruby Tuesday”;
Saliva:“Click Click Boom”;
Sam Cooke: “Wonderful World”;
Santana: “Evil Ways”;
Savage Garden: “Crash and Burn”;
Shelley Fabares:“Johnny Angel”;
Simon & Garfunkel: “Bridge over Troubled Water”;
Skeeter Davis: “The End of the World”;
Slipknot: “Left Behind” e “Wait and Bleed”;
The Smashing Pumpkins: “Bullet with Butterfly Wings”;
Soundgarden: “Black Hole Sun”, “Blow Up the Outside World” e “Fell on Black Days”;
Steam: “Na Na Hey Hey Kiss Him Goodbye”;
Steve Miller Band: “Jet Airliner”;
Stone Temple Pilots: “Big Bang Baby” e “Dead and Bloated”;
Sugar Ray: “Fly”;
The Surfaris: “Wipe Out”;
System Of A Down: “Chop Suey!”;
Talking Heads: “Burning Down the House”;
Temple of the Dog:“Say Hello 2 Heaven”;
Third Eye Blind:“Jumper”;
The Three Degrees: “When Will I See You Again”;
Tom Petty and The Heartbreakers: “Free Fallen”;
Tool: “Intolerance”;
The Trammps:“Disco Inferno”;
U2: “Sunday Bloody Sunday”;
Van Halen: “Jump” e “Dancing in the Street”;
The Youngbloods: “Get Together”;
Zager and Evans: “In The Year 2525”;
The Zombies: “She’s Not There”.