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versões de músicas originalmente compostas e gravadas por outros artistas

Mötley Crüe faz cover de Like a Virgin, de Madonna, para promover seu filme

Nenhuma banda misturou tanto o sexo, as drogas, o rock, a fama e as encrencas como os americanos do Mötley Crüe. E os caras voltam à cena três anos após o show de despedida com nada menos que um cover de “Like a Virgin”, da Madonna.

A música com uma versão mais pesada e não menos sacana integra o soundtrack gravado pela banda para o filme biográfico “The Dirt”, que será lançado no próximo dia 22 de março no Netflix e promete contar as polêmicas da explosiva banda de Hard Rock, ou Glam Metal, como queiram.

Trailer do filme “The Dirt” legendado

Pouco mais de três anos depois da turnê de despedida, que rodou entre 2014 e 2015 e passou pelo Brasil (pela primeira vez) no Rock In Rio em setembro de 2015, os caras se reuniram para gravar a trilha e, pelas duas gravações já reveladas, eles voltaram muito bem.

A “Like a Virgin” do Mötley Crüe começa com uma introdução sombria que dá lugar um poderoso e pesado riff de guitarra, tem variações de ritmo e velocidade, com trechos mais heavy metal e um solo matador de Mick Mars, tudo isso com uma cozinha impecável e a inconfundível voz de pato de Vince Neil.

O disco que será disponibilizado nas plataformas digitais na próxima semana traz ainda a inédita “The Dirt (Est. 1981)”, com todo os elementos que marcaram os grandes momentos da carreira da banda californiana: Peso, riff encorpado, um refrão bem pegajoso e uma letra que resume todos os elementos que marcaram a banda. A música conta com a participação do rapper e ator Machine Gun Kelly, que interpreta o baterista Tommy Lee no filme.

“The Dirt (Est. 1981)”

Há ainda na trilha sonora outras duas músicas inéditas: “Ride with the Devil” e “Crash and Burn”, que se somam a clássicos da carreira da banda que foram lançados nos anos 80 pela banda de Los Angeles. Confira o tracklist de “The Dirt Soundtrack” abaixo:

  1. The Dirt (Est. 1981) – com Machine Gun Kelly
  2. Red Hot [Shout at the Devil – 1983]
  3. On with the Show [Too Fast for Love – 1981]
  4. Live Wire [Too Fast for Love – 1981]
  5. Merry – Go – Round [Too Fast for Love – 1981]
  6. Take Me to the Top [Too Fast for Love – 1981]
  7. Piece of Your Action [Too Fast for Love – 1981]
  8. Shout at the Devil [Shout at the Devil – 1983]
  9. Looks That Kill [Shout at the Devil – 1983]
  10. Too Young to Fall in Love [Shout at the Devil – 1983]
  11. Home Sweet Home [Theatre of Pain – 1985]
  12. Girls, Girls, Girls [Girls, Girls, Girls – 1987]
  13. Same Ol’ Situation (S.O.S.) [Dr. Feelgood – 1989]
  14. Kickstart My Heart [Dr. Feelgood – 1989]
  15. Dr. Feelgood [Dr. Feelgood – 1989]
  16. Ride with the Devil
  17. Crash and Burn
  18. Like A Virgin [cover de Madonna]

Durante toda a carreira, o Mötley Crüe lançou outros covers interessantes, como “Helter Skelter”, dos Beatles, “Jailhouse Rock”, de Elvis Presley, “Anarchy in the U.K.”, dos Sex Pistols, além de “Smokin’ in the Boys Room”, do Brownsville Station. Mas nenhuma versão é tão surpreendente e forte como a de “Like A Virgin”.

Apesar de todo o cenário para uma nova reunião que poderia explorar a divulgação do filme, os integrantes juram que não farão mais shows depois do último tocado no Staples Center, em Los Angeles, no dia 31 de dezembro de 2015, que virou o DVD “Mötley Crüe: The END”, lançado em novembro de 2016.

“Ás vezes eu vejo meus amigos, como os caras do Aerosmith e Metallica, e eu penso ‘Cara, será que nós nos retiramos muito cedo?’ Mas não haverá shows no futuro. Talvez nos juntemos para fazer algumas jams no estúdio de Mick Mars”

diz o baixista Nikki Sixx.
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Se reinventando com o passado

Seguindo uma linha um tanto quanto parecida com a executada pelo AC/DC, o Krokus é ao lado do Gotthard uma das principais bandas suíças de Rock e já passou por diversas fases, sendo a mais bem sucedida na década de 80, quando se meteu com discos entre os 50 mais vendidos de Estados Unidos e Reino Unido, resultado alcançado com álbuns como “Hardware” (1981), “One Vice at a Time” (1982), “Headhunter” (1983), “The Blitz” (1984), que trouxe um cover bem mais ou menos da música “Ballroom Blitz”, do Sweet, e “Change of Address” (1986).

Mas como boa parte do que fez sucesso no Hard Rock dos anos 80, a fonte secou. A partir dos anos 90 foram idas e vidas, mudanças de formação e o sucesso só foi alcançado novamente em seu próprio território nos anos 2000.

Não que a música fosse ruim, mas aquela história de gravar ‘todo ano o mesmo disco’ não funciona com toda banda. Os álbuns dos anos 2000, “Rock the Block” (2004) e “Hellraiser” (2006) são bons, trazem uma pegada legal, que sempre te fazem lembrar daquela já citada banda australiana.

Em 2010, o álbum “Hoodoo” trouxe uma versão de “Born to be Wild”, do Seppenwolf, uma das músicas mais gravadas em covers em toda a história, mas o resultado foi bem legal e no disco (essa expressão ainda existe?) seguinte, “Dirty Dynamite” (2013), os caras gravaram “Help!”, dos Beatles, que nem de longe lembra a versão original e isso é uma coisa animadora, gosto quando os caras ‘desrespeitam’ mesmo.

O uso dos covers nos discos mais recentes traçaram o caminho até “Big Rocks”, lançado em janeiro de 2017, que nos traz 12 covers e uma regravação de um dos sucessos da banda. O álbum só tem petardos, uma porrada atrás da outra iniciando com a introdução do riff de “N.I.B”, do Black Sabbath, seguida de “Tie Your Mother Down”, do Queen, “My Generation”, do The Who, “Whild Thing”, do The Troggs, e “The House of the Rising Sun”, do The Animals, numa versão bem encorpada e a rasgada voz de Marc Storace, combinação excelente.

Outras revisitadas são “Gimme Some Lovin’”, do Spencer Davis Group, “Whole Lotta Love”, do Led Zeppelin, esta sem trazer nada de especial em relação aos milhares de covers já gravados. É bem executada, mas tem aquela coisa, né? Várias bandas já a executaram bem.

“Summertime Blues”, de Eddie Cochran, é mais uma que teve diversas gravações diferentes, mas neste caso a versão do Krokus ficou bem diferente das demais e traz do Rockabilly para o ‘Hardão’ mesmo, uma roupagem bem diferente. “Born to be Wild” é um pouco diferente da já gravada anteriormente pela banda, mas prefiro a primeira.

A versão para “Quinn the Eskimo”, de Bob Dylan, é uma das mais interessantes do disco, ao lado de “Jumpin’ Jack Flash”, último cover do álbum, já que a faixa final é uma regravação de “Back Seat Rock n’ Roll”, do próprio Krokus.

E como destaque a própria banda escolheu “Rockin’ in the Free World”, de Neil Young, para ganhar um vídeoclipe. A versão ficou muito boa e o vídeo traz imagens de um jovem carregando o mundo nas mãos sobre um skate enquanto passa por imagens de Adolf Hitler, Elvis Presley, Fidel Castro, Muhammad Ali, Donald Trump, o ataque às Torres Gêmeas, a Segunda Guerra Mundial, entre outras imagens e figuras históricas.

O clipe ficou bem legal, explorou assuntos históricos e do momento atual, em um período no qual são poucos os que fazem vídeos interessantes, e a música casou bem com o vídeo, assim como  com a pegada imposta pela banda, o riff é daqueles que ficam na cabeça durante dias.

Enfim, muitas bandas fazem discos com covers, você já deve ter ouvido vários bons e ruins, mas “Big Rocks”, do Krokus, é daqueles que você não se arrepende de repetir, repetir e repetir, mesmo a banda tendo esse histórico repetitivo.

bigkrokus.jpg

Surto e internação: Green Day volta para a geladeira

O vocalista do Green Day, Billie Joe Armstrong, está internado em uma clínica de recuperação e a banda pode ficar um longo período afastada dos palcos após um surto do frontman durante o festival I Heart Radio Music Festival, em que sua banda teve o set cortado em 20 minutos para dar mais tempo ao show do rapper Usher.

O episódio ocorreu há algumas semanas e depois de sair do palco xingando ao ver que tinha apenas um minuto de show enquanto tocava Basket Case. Billie Joe Armstrong reclamou, disse que está na estrada desde 1988 e soltou a seguinte frase: “Não sou a porra do Justin Bieber, seus filhos da puta!”. Irritado, ele ainda quebrou uma guitarra antes de deixar o palco. Confira o momento abaixo:

Depois da confusão o vocalista se internou em uma clínica de reabilitação para combater o abuso de drogas. Os próprios companheiros de banda não sabem em quanto tempo Billie Joe Armstrong poderá voltar a se apresentar com o Green Day. A própria gravadora admite a possibilidade de o retorno ocorrer apenas em 2013.

O Green Day estava em plena turnê de divulgação do álbum “Uno” e em breve terá o lançamento de “Dos”, que faz parte da trilogia de novos discos da banda. Ou seja, o ataque de fúria acabou sendo um grande problema para a banda e também para a gravadora.

Enquanto isso, o Metallica foi o substituto do Green Day no festival Voodoo Music + Arts, com direito a introdução de “American Idiot” e várias referências de James Hetfield à banda Punk.  “Nós! Somos! Green Day! Mas um pouco mais pesados”, brincou o vocalista do Metallica.

O Metallica ofereceu a música “Battery” a Billie Joe Armstrong. “Eles estão se resolvendo, espero que possam se acertar porque o mundo precisa deles”, afirmou James Hetfield ao público do festival.

E aí, o mundo precisa mesmo do Green Day? Confesso que a banda já não me agrada muito faz um bom tempo, mas admito que também curti o ‘piti’ de Billie Joe Armstrong. As bandas de Rock ou de pseudo-Rock estão muito bundonas, sem a menor graça.

Alanis Morissette desejou uma boa recuperação a Billie Joe Armstrong, elogiou em parte a atitude dele e completou cantando um cover de “Basket Case”. Como o blog gosta de regravações, covers, plágios, inspirações e afins, segue abaixo o vídeo:

O que há de comum em Bruce Dickinson e Caetano Veloso?

Um ajudou a dar cara à Tropicália e marcou época como músico e líder de uma geração, o outro pegou carona em um estilo musical em ascensão e ‘herdou’ vaga naquela que se tornaria uma das maiores bandas do gênero. Curiosamente o dia 7 de agosto nos reserva o aniversário de 70 anos de Caetano Veloso e o de 54 anos de Bruce Dickinson, o vocalista do Iron Maiden.

Caetano Veloso conta com uma vasta discografia, já cantou em diversos gêneros musicais e se deixou ser levado conforme a correnteza. O resultado disso é um sujeito com criações que vão de geniais a tolas. Sua principal qualidade é justamente o fato de conseguir criar e compôr material correspondente a diversas épocas e chegar ao ponto de ser comparado a grandes compositores internacionais. O maior defeito é se deixar levar por comparações e se portar como ‘a estrela’.

Bruce Dickinson é aquele cara que esteve no lugar certo e na hora certa. Era o vocalista do Samson quando Paul Di’Anno pedia para perder o emprego de vocalista do Iron Maiden. Ao entrar para a Donzela, Dickinson (antes chamado ‘Bruce Bruce’) ajudou a mudar o direcionamento da banda e hoje seria impossível imaginar as composições de Steve Harris com outra voz, Blaze Bayley está aí para comprovar. Tentou ser o substituto de Bruce Dickinson e paga caro por isso até os dias de hoje.

Agora, como é possível colocar Bruce Dickinson no mesmo texto que Caetano Veloso sem falar apenas na coincidente data de nascimento em 7 de agosto? A versatilidade. Se Caetano Veloso foi do Tropicalismo à MPB, passou pelo Pop, pela Bossa Nova e até pelo Rock, Bruce Dickinson acumula as funções de apresentador de programa de rádio na BBC, piloto de avião comercial, tem uma bem sucedida carreira solo, o Iron Maiden, já dirigiu filmes, escreveu livros, é formado em história e já disputou competições profissionais de esgrima no passado.

O diferencial de Bruce Dickinson? Todo o seu acúmulo de funções não muda seu jeito de ser. Já entrevistei o cantor inglês e pude constatar a simpatia do sujeito mesmo sendo ‘incomodado’ em seu dia de folga por um jornalista brasileiro com inglês meia-boca que queria falar sobre esportes.

Mas vamos ao que interessa: Os dois já gravaram covers! O mais controverso de Caetano Veloso foi no começo dos anos 2000, quando ele lançou um álbum apenas com covers e escolheu como um dos temas “Come As You Are”, do Nirvana. É curioso como a música seria considerada interessante se fosse gravada neste formato por um músico estrangeiro, mas com Caetano Veloso e seus trejeitos virou alvo de críticas por todas as partes.

Já Bruce Dickinson gravou cover do Queen ao lado de Montserrat Caballé, cantou versões de Deep Purple, The Who, Black Sabbath, David Bowie, Jethro Tull, mas o caso mais interessante é de uma música de autoria própria.

Em 1997, Bruce Dickinson estava fora do Iron Maiden e lançou o álbum Accident of Birth, que continha entre suas músicas a balada “Man of Sorrows”. Eis que o vocalista apelidado ‘The Air Raid Siren’ criou uma versão em espanhol chamada “Hombre Triste”. Vale conferir.

Ora pois! Começamos 2012 falando de nós mesmos?

O Espelho Mau começa o ano de 2012 de forma egocêntrica. Aqui sempre ficou claro que tanto os covers quanto as versões autênticas e (ou) bizarras são prioridades. Por isso deixo de lado mais uma vez minhas análises retrospectivas de álbuns e shows de 2011, que tratarei de fazer avançando um pouco mais do que apenas uma volta ao ano passado.

O tema escolhido para começar 2012 com os dois pés (aqui não tem superstição, filho) é Espelho Mau! Opa, mas como assim? Comentar o próprio blog tem algum sentido? Pois não estou falando do blog e sim de uma banda portuguesa que descobri depois de criar essa bagaça.

A Espelho Mau é uma banda que mistura um monte de coisas, inclusive os idiomas português e inglês, tem um visual esquisito e o nome de seu primeiro álbum é “Gay Music for Straight People” (Música Gay para héteros).

O trio formado por Paulo Moreira, Nuno Soares e Alex Hellraiser (sim, é o nome pelo qual atende o cidadão) tem ainda uma curiosidade reprovada pelo Espelho Mau, o blog, que é o negócio de jogar tudo no liquidificador e fazer aquela bela salada de goiaba com picanha acompanhando o suco de abóbora.

Sim, pois o grupo se define como como Eletrônico/Gótico/New Wave, uma versão moderna do Joy Division misturado ao New Order, mas com aquele belo sotaque portuga. Aliás, bingo! Os patrícios já gravaram um cover do Joy Division, aquela banda que era tão down e tinha um som tão esquisito que Ian Curtis não aguentou e se matou.

Assim como o blog Espelho Mau, a banda xará também não faz assim um sucesso considerável em Portugal. Aqui no Brasil então, creio que devo ser o primeiro a falar sobre o grupo e não acho que os portugueses nos mandem isso como vingança por termos mandado coisas como o “Ai se eu te pego” para a Europa.

E vale ressaltar que o blog não tem nada a ver com a banda, nunca ouviu falar nos integrantes e é dono do domínio espelhomau.com antes de conhecer a existência da pérola aqui mostrada.

Tantas quedas por aí e os Aviões do Forró seguem intactos!

O número de acidentes aéreos em 2011 foi recorde pelos números registrados até outubro no Brasil, com a marca de 128 acidentes até o mês 10, batendo em 20% o recorde anterior de 2009.

A notícia é da GloboNews e eu só estou usando aqui para lembrar que muitos aviões caem, com gente importante, bacana, honesta… Mas tem alguns aviões que não caem nunca. Não, não enlouqueci ainda. Estou falando de música e as aeronaves em questão são: Aviões do Forró!.

Ahn? Não conhece? Mentira! Certamente você escutou algumas versões abrasileiradas de sucessos da música internacional e talvez não tenha prestado muita atenção à letra bisonhamente modificada, falando de uma típica dor de corno.

Ainda tem a sonoridade que mais parece aquela sua tiazona mais animada na noite de Natal cantando em um videokê. Sim, o som tocado ao fundo parece o mesmo midi de um karaokê! E não é só este grupo que faz isso, mas vários outros forrozeiros espalhados pelo país também aproveitam sucessos de outros para faturar.

Nesta semana surgiu uma versão da música “Rolling In The Deep”, da ótima cantora inglesa Adele. Os fãs da gringa viraram fera com a versão que não sei o bastante para dizer se foi devidamente creditada ou não. Para quem quiser conhecer a aberração versão dos Aviões do Forró, basta conferir abaixo.

A original é assim ó:

E se você fã da Adele ficou triste após ouvir o que foi feito com a música dela, saiba que não é a primeira vez que isso ocorre e provavelmente não será a última. Fergie, Lady Gaga, Nelly Furtado, Pussycat Dolls, Rihanna e Natalie Imbruglia também já tiveram essas “versões abrasileiradas” de suas músicas pelo grupo forrozeiro.

Essa aqui era “Torn”, de Natalie Imbruglia, a esposa de Daniel Johns,do Silverchair.

Essa outra era o chiclete “Umbrella”, da Rihanna.

E essa outra aqui era “Alejandro”, da Lady Gaga, mas virou “Alexandre”!

A Fergie também não escapou e “Big Girls Don’t Cry” virou “O Destino nos Separou”.

O que acho das versões? Péssimas!, para não falar outra coisa. Mas aí é questão de gosto. O que não é questão de gosto é se o devido crédito aos autores originais não for dado, assim como não é questão de gosto caso a gravação da nova versão não tenha sido autorizada pelo artista ou a gravadora dos originais. Aí não é preconceito com o gênero, frescura do blogueiro, nem nada. É crime!

Rock agradável com saias, decotes, brincos e batons

Imagine as bandas de Rock mais clássicas, as que você mais gosta de escutar. Ok, provavelmente você já se imaginou em um show de um estilo no qual só há marmanjos em volta, na teoria, certo? Algumas garotas podem convencê-lo de que você está errado e comprovar que o gênero também é bem feminino.

Muitas bandas surgem ganhando a vida com covers de ídolos do Rock, mas poucas delas têm mulheres na formação. Mas algumas meninas mais espertas trataram de reinventar usando certa ironia no nome de suas bandas e viajando o mundo como a “versão feminina” do Ac/Dc, do Iron Maiden, do Kiss ou do Led Zeppelin.

Os nomes são excelentes. O australiano AC/DC formado apenas com mulheres é rebatizado como AC/DShe. Já as meninas fãs de Iron Maiden se aproveitam do nome da banda virando The Iron Maidens. Ainda há as mascaradas do KISSexy e as veteranas do Lez Zeppelin.

Outras bandas surgiram fazendo covers do AC/DC tendo apenas mulheres, mas o AC/DShe garante ser a primeira a fazer isso. O grupo foi formado em 1997 em São Francisco, na Califórnia (EUA).

Elas já dividiram o palco com bandas grandes como Aerosmith e Ted Nugent, e cá para nós, têm um visual bem bonito, o oposto do AC/DC original formado pelos irmãos Angus e Malcolm Young.

O nome das meninas também é caracterizado. A vocalista é Bonny Scott, as guitarrista são Agnes Young e Mallory Young, Philomena Rudd assume as baquetas e o baixo é de Riff Williams.

Também nos Estados Unidos e na Califórnia, mas em Los Angeles, foi formada a banda The Iron Maidens com uma ligação lógica ao Iron Maiden no ano de 2001. Mas foi em 2005 o ápice do grupo que lançou o álbum World’s Only Female Tribute to Iron Maiden contendo uma capa desenhada por ninguém menos que Derek Riggs, ex-desenhista oficial da banda, que fez as melhores capas da Donzela.

Curiosamente, Derek Riggs transformou o Eddie em Edwina, uma versão mulher do famoso mascote do Iron Maiden. Dois anos depois do álbum de estreia veio o Route 666, com produção do ex-guitarrista do Kiss, Bruce Kulick, além de participação especial de Phil Campbell (guitarrista do Motörhead) em “The Trooper”.

Elas ainda lançaram um EP intitulado The Root of All Evil em 2008 e em 2010 lançaram um DVD gravado ao vivo no Japão! E as meninas também passaram pelo Brasil em 2011.

Ah, os nomes delas também são alterados, com Kirsten Rosenberg rebatizada a Bruce Chickinson, Nina Strauss como Mega Murray, Courtney Cox como Adriana Smith (guitarrista em nível Miss Universo), Wanda Ortiz como Steph Harris e Linda McDonald como Nikki McBurrain.

Agora, e se por um dia o Gene Simmons tivesse uma aparência mais agradável? Não, isso não é possível exceto no KISSexy, banda formada em Milão, na Itália, em 1993.

Nesta banda a baixista Elena Scanabessi vira o personagem SexyDemon (o demônio de Gene Simmons), a baterista Barbara Caserta se transforma em SexyCat (do original CatMan de Peter Criss), a guitarrista e vocalista Sara Di Fonzo é a SexyStarChild (versão para o personagem de Paul Stanley), enquanto a única decepção no grupo fica com Sergio Leonarduzzi – Sim! É um homem! -, que interpreta o SpaceAce (personagem de Ace Frehley).

A banda tinha outra formação no início e se apresenta como a primeira versão feminina do Kiss. A baterista Barbara Caserta foi a criadora e é a única que continuou da formação original.

Para fechar o quarteto de tributos com belos atributos, tem o Lez Zeppelin. O nome deixa muito óbvio que se trata de uma banda feminina em homenagem ao Led Zeppelin e que é bem prestigiada entre músicos, tendo recebido elogios até de Joe Perry, guitarrista do Aerosmith.

Diferentemente da banda que é inglesa, o Lez Zeppelin foi formado em Nova York, nos Estados Unidos em 2005 já contando apenas com mulheres na formação. Diferentemente das outras versões aqui vistas, este tributo não tem os nomes das garotas trocados para fazer menção aos originais. A vocalista é Shannon Conley, a guitarrista é Steph Paynes, a baterista é Lessa Harrington-Squyres e a baixista é Megan Thomas.

O grupo já recebeu convites para tocar em grandes festivais como o Download Festival na Inglaterra e o Rock am Ring na Alemanha. Em 2007 gravou o eu primeiro álbum de tributo tendo como produtor Eddie Kramer, que trabalhou justamente com o Led Zeppelin e outras bandas grandiosas.

A vocalista Shannon Conley ainda tem um detalhe interessante. É conhecida como atriz e dubladora de filmes nos Estados Unidos. Ou seja, se você já assistiu a um desenho original do X-Men sem dublagem em português, procure pela personagem Abigail Brand. Antes dela a vocalista era a australiana Sarah McLellan, que se parece menos com Robert Plant, é mais bonita do que Conley e atualmente se dedica à culinária no blog The Aussie Who Ate The Big Apple.