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personalidades da música mortas aos 27 anos

Jim Morrison morreu aos 27 e se revirou no túmulo aos 46 graças a Angélica

Como Amy Winehouse morreu aos 27 anos em 2011, lembro que Jim Morrison morreu aos 27 anos em 1971. E o que aconteceria a ao ex-vocalista da banda The Doors tivesse vivido até os 46 anos seria também a morte, mas por desgosto.

Neste post o Espelho Mau relembra uma afronta da senhora Angélica Huck a um dos maiores sucessos gravados pela banda de Jim Morrison, “Light My Fire”.

A música original é o carro-chefe do álbum homônimo de estreia do The Doors, chamado The Doors, que foi lançado em 1967, apenas quatro anos antes de Morrison dar adeus ao mundo.

“Light My Fire” (Acenda o Meu Fogo) foi regravada por vários artistas, mas com a atual esposa de Luciano Huck ganhou novo nome “Bye Que Bye Bye Bye”, nova letra e uma roupagem bem diferente da original.

A gravação de Angélica foi lançada em 1990 no terceiro disco da cantora e apresentadora que estourou com o sucesso “Vou de Táxi” e na época trabalhava na extinta TV Manchete.

Bom, para quem tem curiosidade e um estômago forte, recomendo que confira abaixo as duas versões juntas. Aviso que a cantada em português não é lá muito agradável, mas pode se tornar uma experiência engraçada.

Errata: A anta que escreve este blog calculou errado a idade de Jim Morrison em 1990. Ele teria 46 anos e não 56 como foi escrito no título e no texto do post.

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Amy Winehouse, uma legítima rock star

Aos 27 anos morreu Amy Winehouse e muitos vão passar dias, semanas, meses e anos discutindo a causa da morte, as polêmicas e o estilo de vida da inglesa que tirou a música pop daquele inferno de mesmice em que a dança ganhou mais importância do que a música.

Considero a cantora como a única Rock Star da década de 2000. Afinal, nada que surgiu no rock depois da primeira metade dos anos 90 fez referência a aquilo que havia sido um dia o gênero musical. Na forma de usar o ‘foda-se’ para se apresentar, no ‘tô cagando’ para a mídia e agora em sua morte também na mesma idade de monstros como Brian Jones, Janis Joplin e Jimi Hendrix, entre outros.

E isso justamente pelo fato de geralmente as estrelas mortas do rock causarem mais comentários negativos pelo que fizeram fora dos palcos do que pelo genial que fizeram sobre o palco, ou nos estúdios.

E aí você vai ler muito nos próximos dias gente falando que ela não é um ídolo, é uma drogada, uma doente e por aí vai. Para mim, o lado ‘em que mundo estou?’ da cantora é exatamente o que personifica um ídolo.

Considero ídolos aqueles que alcançam o que nunca terei nem pretensão, aqueles que vivem sem limites e acabam pagando por isso. Se quiser um ídolo de porcelana, perfeito, modelo-padrão, que cada um compre seu santinho e reze por ele, oras!

Outra coisa que vai dilatar o saco é que o talento da cantora provavelmente ficará de lado nos próximos dias. Afinal, é algo que hoje não vende. As pessoas consomem o escândalo, a polêmica e depois compram qualquer coletânea feita nas coxas para se dizerem fãs.

Como este blog é um espaço em que são valorizados os covers, versões e afins, encerro com uma bela versão de “All My Loving” (daqueles tais Beatles) executada por Amy Winehouse. E isso não é uma homenagem à cantora, mas à música, que perdeu algo grandioso.

Enfim, mais vale uma Amy Winehouse morta do que um Restart (ou tudo o que se produz de música chata atualmente) vivo.