Por trás do riso

Robin Williams morreu aos 63 anos nesta segunda-feira ao que consta vítima de si mesmo, ou da doença que mais mata hoje em dia: a depressão. Triste saber que alguém que fez rir ou chorar a tantos, vivia um conflito consigo próprio. Não é um caso atípico, está se tornando cada vez mais típico. Há poucos dias Fausto Fanti, do Hermes e Renato, cometeu suicídio quando vivia um momento depressivo.

E isso traz a tona a tristeza contida por muitos quando estão esbanjando saúde e alegria do corpo para fora, com a câmera ligada, com o microfone ligado. Em off, sofrem.

Este é um blog sobre música e não sobre morte. E é pela música que escrevo sobre Robin Williams. Afinal, como um grande ator, ele era um excelente intérprete e marcou as vidas de muitos, como eu, você que se interessou em ler sobre ele e muitos músicos. E ele teve o seu lado musical.

Ele também teve seus deslizes. Anos atrás, uma piada de péssimo gosto sobre a perda de Chicago para o Rio na candidatura dos Jogos Olímpicos causou irritação de muitos brasileiros. Mas eu prefiro não avaliar um craque pelo pior jogo e sim pelos bons, que foram muitos. A lista de grandes interpretações é imensa. A de boas piadas também. As ruins, temos bastante feitas aqui por brasileiros sobre o próprio país e sobre os outros também.

“Bom Dia, Vietnã”, “Patch Adams”, “Alladin”, “Gênio Indomável”, “O Homem Bicentenário”, “O Pescador de Ilusões”, “Inteligência Artificial”, “Uma Babá Quase Perfeita”, “Jumanji”, “A Gaiola das Loucas”… A lista é enorme como era o talento demonstrado nas interpretações. Como em ‘Come Together’, cantada com Bobby McFerrin, aquele de “Don’t Worry, Be Happy” (cujo videoclipe tem participação de Williams).

E como eu falo sobre os músicos, a repercussão entre eles da perda de Williams foi vasta. Desde Ozzy Osbourne (Black Sabbath), Paul Stanley (Kiss), Corey Taylor (Slipkot e Stone Sour), Yngwie Malmsteen, Lzzy Hale (Halestorm), Tom Morello (Rage Against the Machine), Dave Lombardo (ex-Slayer), Bumblefoot (Guns N’ Roses), Flea (Red Hot Chili Peppers), Glenn Hughes (ex-Deep Purple) e David Coverdale (Whitesnake), entre muitos outros. Todos lamentaram a perda.

Vício em drogas? Alcoolismo? O inimigo de Robin Williams atingiu alguns dos músicos citados (sugiro a leitura da autobiografia de Corey Taylor) e eles sobreviveram. Mas neste mundo louco em que vivemos, doença psicológica também mata. Infelizmente.

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