Sexta-feira 13! – A balada do Rock in Rio

Sexta-feira 13, dia do obscuro, amaldiçoado, dia do azar. Dia em que começa o Rock in Rio! Nada mais próprio que aproveitar uma sexta-feira 13 para iniciar um festival de Rock…ops. Mas o Palco Mundo do Rock in Rio tem como principais atrações na primeira noite Ivete Sangalo, David Guetta e Beyonce… Não é Rock, é uma balada. Uma balada na sexta-feira 13!

Ok, não precisamos condenar o festival. O Rock no nome do evento é apenas uma marca. Assim como já foi realizado fora do Rio de Janeiro, o Rock in Rio não é um evento do gênero, mas um festival de música e entretenimento. E aí vai ter sempre alguém dizendo que bom era em 1985, ou 1991, quando tinha Ozzy Osbourne, Queen… Aquele saudosismo que estamos acostumados. Mas é uma bela hipocrisia, pois em 1985 tivemos Eduardo Dusek e Elba Ramalho. Em 1991 foi a vez de New Kids on The Block, entre outros.

Mas é possível criticar ou elogiar o Rock in Rio deste ano sem se ater a um gênero musical específico. Neste ano, por exemplo, vejo que temos uma grande quantidade de atrações importantes a cada dia. Claro que tem as invenções, aqueles artistas plantados por empresários e gravadoras, pois é, o jabá ainda existe mesmo na era do Youtube, do Facebook, do faça tudo sozinho em casa você mesmo.

Como há atrações importantes, algumas delas não cabem no palco principal e as escolhas para a escalação no Palco Sunset são sempre difíceis de se entender. Posso citar uma injustiça por dia. Vamos lá:

Que tal colocar nesta sexta-feira o Living Colour para tocar no Palco Mundo e parar com essas grandes homenagens (desta vez é o Cazuza), que são um verdadeiro pé no saco? Que raios são o Florence and The Machine e, com todo respeito, o próprio 30 Seconds to Mars, para tocar no Palco Mundo enquanto o Offspring estará no Sunset?

Nando Reis não poderia tocar no Palco Mundo com o Samuel Rosa? E o dueto George Benson e Ivan Lins, que tenta relembrar a primeira edição do festival? Eu gosto muito do Ghost B.C., mas Rob Zombie é muito maior que eles e ficou escolhido para fechar o Palco Sunset no primeiro domingo.

E o Ben Harper? Poxa, é um cara legal… Ou alguém prefere ouvir o Nickelback? Ou então as músicas de novela do Matchbox Twenty? E a Mallu Magalh… Não, a Mallu Magalhães já é chata demais para tocar no Palco Sunset, imagine então no Mundo!

Costumo questionar qual a serventia dos reality shows musicais além dos perdidos que acham que são cantores e que estão fadados ao sucesso. Mas aí vem o Rock in Rio para consagrar Phillip Phillips, vencedor do American Idol.  Ah, mas o cara é bom! Ótimo, seria uma atração estrangeira para o Sunset! E assim o Lenine poderia ter um merecido espaço no palco principal!

Outro dia escutei uma música no rádio e descobri que se tratava da Kiara Rocks. Ok, parece ser uma banda que tende a crescer no futuro. Mas que é muito, mas muito pequena para abrir o último dia de um festival deste tamanho. Até porque, é o dia do Heavy Metal e a banda certamente não chama a mesma atenção que o Helloween com Kai Hansen, o Viper com Andre Matos, o Destruction com o Krisiun (excelente banda brasileira que é pouco reconhecida por aqui a quem não é do meio do metal)… Sinceramente, até o Sepultura com Zé Ramalho seria mais interessante, mesmo sabendo que o Sepultura é atração em outra data do evento.

E já que é para reclamar: como definem a ordem das bandas de cada dia? Colocar o Avenged Sevenfold entre Slayer e Iron Maiden me parece esquisito, um pouco anticlímax.  Primeiro vem aquela paulada do Slayer, depois vem o “Metal para Adolescentes” do Avenged Sevenfold, e o “Metal para velho” do Iron Maiden (Gosto muito do Iron Maiden, mas faz uns 6 anos que eles estão só fazendo revivals de turnês dos anos 80).

Agora convido os nobres amigos leitores a apostar qual será o #MomentoMala deste Rock in Rio, quem será o merecedor do Prêmio Carlinhos Brown de Simpatia. Seguem os meus candidatos:

Cazuza – O Poeta Está Vivo (mais um tributo para revirar o túmulo do homenageado)
Maria Rita (imitando sem querer imitar a mãe)
Detonautas, Zelia Duncan e Zeca Baleiro homenageando Raul Seixas (as homenagens já são chatas, mas tem sempre um Tico Santa Cruz para descambar…)
Olodum (não tem como lembrar do Galvão Bueno falando “Alô Salvador, vamos lá no Pelô” durante a Copa do Mundo…)
George Benson e Ivan Lins (Eu já os defendi acima, mas imagine ficar mais de 1h ouvindo essa empolgante parceria…)
Almah (Edu Falaschi não me traz boas lembranças em um Rock in Rio)
Nickelback, Matchbox Twenty e Mallu Magalhães no mesmo dia (Se colocar uma palestra do Geraldo Alckmin e uma palhinha do Los Hermanos e a festa está completa!)
Ivo Meirelles e Fernanda Abreu no mesmo palco (dispensa justificativas)
Iron Maiden (lá vêm aquelas matérias clichê de Bruce pilotando avião e Harris jogando bola)
Multishow (A transmissão costuma ser um show a parte, bebê!)
Espelho Mau (Só fala de morte, mas aparece para criticar o Rock in Rio…)

Observação: Tenho Copa Davis para acompanhar neste fim de semana e não poderei acompanhar muito nos três primeiros dias de Rock in Rio.

2 comentários em “Sexta-feira 13! – A balada do Rock in Rio”

  1. Pra mim vc dever mais um metido a “rockeiro cult”… Agora me responda: como não conhece Florence and the machine? Eles são simplesmente uma das maiores revelações da música inglesa…
    Na minha opnião quando se vai criticar algo deve-se conhecer primeiramente…

    1. Alessandra, não sou metido a “rockeiro cult”. Minha escola é o Heavy Metal, acho que foge um pouquinho da linha que você imaginou. Quando eu questiono o Florence and The Machine é pelo simples fato de ser uma banda ainda verde demais para tocar no palco principal do maior festival de música do mundo comparada à história de uma banda com o Offspring. Como você mesmo disse, se trata de uma das revelações da música inglesa, onde as revelações muitas vezes são parecidas a bandas já existentes lá no Reino Unido e a imprensa de lá trata como a salvação do Rock mundial. Desde o Oasis é assim por lá e várias bandas foram tratadas assim e poucas duraram no mesmo nível.

      E um detalhe, eu não critiquei a banda e sim a organização do festival pela disposição das bandas no palco principal. Na minha opinião, interpretação de texto é importante para se fazer uma reclamação.

      Feliz 2014

      Um abraço e obrigado pela visita

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