Pede pra sair, capitão!

Em meio a uma leva de revivals, ‘homenagens’ e alguns outros termos muito ricos quando o  grande intuito é garantir os últimos caraminguás e secar de vez a fonte, a Legião Urbana voltou. Por dois dias, dois shows e com um ator de destaque do cinema brasileiro no papel central, assumindo como fã os vocais de Renato Russo.

Tecnicamente, a coisa não foi um primor, muito abaixo disso. A pergunta que fica: e deveria ser bom? Pois a Legião Urbana sempre foi a banda que qualquer garoto de 13 anos tira todas as músicas no violão, um grupo que tinha um bom compositor, mas que como intérprete muitas vezes deixava a desejar e dois instrumentistas medianos.

E aí o público se dividiu. Os fãs mais ‘apaixonados’ acharam lindo a cada desafinada de Wagner Moura e até o piti de Dado Villa-Lobos, que causou a expulsão de um fã que teria xingado sua mãe. E tem outros que preferiram ver a coisa só pelo lado ruim e desceram a lenha.

Vamos lá então ao meio-termo. Em primeiro lugar, Wagner Moura provavelmente estava muito mais preocupado em interagir bem e cativar o público do que cantar nota por nota no tom certo como um profissional. Ao mesmo tempo, por se tratar de um sujeito que faz teatro, logo, canta, e que tem uma banda chamada Sua Mãe (Calma, Dado! Não é propriamente a sua…) na qual é vocalista, poderia se esperar algo melhor.

Do primeiro show para o segundo ele melhorou muito e até cantou a longa “Faroeste Caboclo” sem se atrapalhar, deu as habituais desafinadas, empolgou os fãs da banda e cumpriu o que ali se esperava dele.   Não se pode reclamar da falta de carisma por parte de Wagner Moura, pois isso ele tem, enquanto Dado e Marcelo Bonfá não sabem o que é.

Agora, é sempre curioso um evento com tanta divulgação da MTV, ingressos a R$ 200 para ver um karaokê de luxo, o anúncio da última vez que Dado e Marcelo tocariam juntos (Ah sim, muita gente estava preocupada com isso, sei…) se diz uma homenagem a Renato Russo sem que haja um efeméride específico. Se fosse o aniversário do primeiro ou último álbum, da fundação da banda, do Renato Russo ou da morte do Renato Russo, justificaria.

Assim como os fãs de todas as bandas que fizeram revivals nos últimos anos, sei que os fãs da Legião Urbana não devem entender assim, mas que o evento foi um belo caça-níquel, ah foi! E sobre Wagner Moura nos vocais, algumas brincadeiras de bom ou mau gosto já surgiram na internet, como o vídeo abaixo:

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