Fantoches e a música padronizada

Padronização. Até que ponto isso é algo legal na música? Você já percebeu que o Sertanejo que você ouve se parece com o Pagode, que se parece com o Forró, que se parece com o novo Rock?

Não acho que as pessoas devam se limitar a ouvir apenas um gênero musical, pois o sujeito acaba ficando bitolado. Não abre a cabeça para outras vertentes. Mas me parece muito mais grave quando não é você que procura escolher diferentes estilos e sim os estilos que se moldam ao mercado. As bandas deixam tudo parecido para agradar a um público padrão: o jovem que quer ir para a balada pegar umas menininhas ou uns menininhos.

Você já percebeu que os temas de músicas do Restart, do Exaltasamba e do Luan Santana são parecidos? Em alguns momentos os grupos chegam até a gravar as músicas dos outros, afinal é tudo parecido.

Mas há uma coisa rolando por trás dos artistas que é o que realmente me preocupa em relação à qualidade do que hoje é colocado no mercado e a moçada engole sem mastigar. Muitos dos artistas que estão fazendo mais de dez shows por semana pelo país são apenas empregados de empresários que detém o nome do músico e os direitos das músicas e dos shows.

O cara simplesmente escolhe se quer colocar seu fantoche para tocar em lugar A ou B, na hora X ou Y, de quem é a composição que ele vai gravar etc. Onde está a criatividade nisso tudo? Pois se você pegar um disco físico (hoje muitos não percebem por apenas baixarem músicas na internet e nem pensarem em comprar discos) e olhar no encarte, vai perceber que quem está compondo aquilo não é aquele sujeito por quem você se rasga e grita freneticamente. Quem escreve é um compositor contratado pelo chefe e o artista tem que tocar aquilo, ou fica sem o contrato que garante a grana, o carrão e todas as mordomias possíveis.

Com isso você vê surgir por aí muita coisa pré-fabricada. É legal, o pessoal curte, mas quem está morrendo de rir é o empresário que está por trás do músico, este sim tira uma grana fácil enquanto seu empregado faz o serviço com o dever de ser carismático e a coragem para gravar qualquer coisa que pinta como “sucesso do próximo verão”.

Afinal, no fundo é disso que você gosta, não é mesmo Paulo Vadjayna?

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