Amado e odiado, Nevermind completa 20 anos

O dia 24 de setembro de 1991 foi um marco para o Rock mundial. Você pode não gostar, pode achar Kurt Cobain um tremendo idiota que fez bem ao mundo ao atirar contra o próprio maxilar. Mas é difícil negar que o álbum Nevermind foi um dos feitos mais marcantes do Rock moderno e disso já se vão 20 anos.

Nevermind é marcante por contar com uma capa genial (o então bebê Spencer Elden nadando atrás de uma nota de dólar presa em um anzol), por ter uma sonoridade suja e diferente do que se fazia até então e pelas músicas no melhor estilo “fodam-se todos” que Kurt Cobain adorava passar.

Outro fator curioso é que o trio Nirvana da época era uma banda bem balanceada. O baterista Dave Grohl sempre mostrou talento com as baquetas (hoje é indiscutível à frente do Foo Fighters), Krist Novoselic era o músico ruim que contava com o fato de ser amigo de Kurt Cobain, que alternava momentos de gênio e débil.

Kurt Cobain nunca foi um guitarrista dos mais talentosos, seu vocal também deixou a desejar em muitos momentos com mais gritos do que qualquer outra coisa. Mas há coisas boas a se notar em Nevermind.

Graças ao Nirvana muitos garotos da época aprenderam a tocar guitarra, já que as músicas eram bem fáceis. Outra coisa que a banda conseguiu marcar são os riffs simples, que podem ser notados por qualquer ser que tenha vivido e ouvido música de 1991 para cá.

“Smells Like Teen Spirit”, “Lithium”, “Come As You Are”, “In Bloom” e a aparentemente inocente “Polly” são todos hits radiofônicos mesmo hoje depois de 20 anos. Mas ainda há músicas interessantes no álbum como “Breed”, “Drain You”, “On A Plain” e a melancólica “Something In The Way”, quando Kurt Cobain declara ser legal comer peixes por ‘eles não terem sentimentos’…

No Brasil o álbum sofreu com a Sony, que lançou a versão nacional do álbum decepada, com a ausência de Endless Nameless.

Já fui bem fã do Nirvana na adolescência, mas hoje vejo que eles são bem culpados pela péssima geração atual do Rock. O que era Grunge partiu para o oba oba que muita banda de moleques toca por aí.

A música mudou muito nos últimos 20 anos e o próprio Cobain se rebelava contra o próprio sucesso quando morreu. O Nirvana era o mainstream que queria ser alternativo. Mas acho que ele não esperava que a coisa ficasse tão pior.

Em tempos de Rock In Rio, confira a versão da música “Smells Like Teen Spirit”, o grande chiclete do Nirvana que foi tocado no Hollywood Rock em 1993 com participação inusitada de Flea, baixista do Red Hot Chili Peppers.

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